domingo, 31 de janeiro de 2010

Terra Azul

Já pararam alguns instantes a cogitar no espaço onde estamos habitando?
Creio que na rotina do dia a dia, fugindo de lá para cá, seguindo regras obrigatórias de rotina, e hábitos enraizados, deixamos passar os anos correr sem sequer pararmos para olhar no lugar onde estamos “inseridos”!
Já pensou que estamos a viver numa bola que flutua algures num universo que nos é praticamente desconhecido, e que se perde numa imensidão inimaginável não tendo a consciência humana um milésimo do tamanho de um grão de areia de como ele é na sua totalidade, se é que é, pois não sabemos se tem fim, onde começa ou acaba, e o que possa ser? Já pensou que o céu azul que olhamos todos os dias e a que nos acostumaram a julgar como infinito, em que habita Deus e os anjos, e que esse céu azul que contemplamos de baixo para cima é apenas uma camada protectora.
Já pensou que somos regidos por leis que nem sequer paramos para pensar como elas afectam a nossa existência, e que chegamos a encarar como o mais natural do mundo. Já reparou na natureza que nos rodeia. Como ela é passiva, serena, integra, que se desenrola numa paz que nos escapa brutalmente. Já reparou que os seres vivos, para além de nós humanos, desde o mais pequeno insecto ao maior animal, habita a terra em harmonia com ela, sem confrontos. Será que eles sabem no intimo que nos escapa a nós, tão inteligentes.?
Afinal onde habitamos, e porque fazemos parte deste “bola”? Com que intuito? Será que fazemos parte de um mero acaso sem sentido, ou que há um propósito para a nossa existência neste planeta. Se sim, Qual é?
Questões tão complexas que e para além das várias tentativas de elucidação, por especialistas, científicos, religiões, não houve, até a data, quem nos norteasse e nos abolisse a maior dúvida humana. Quem somos nós??

sábado, 30 de janeiro de 2010

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

A MINHA VERDADE NÃO É A TUA VERDADE




Desde pequenos nos confrontamos com as verdades dos outros! Desde amigos, pais, familiares, professores, conhecidos e mesmo desconhecidos, nos impõem as suas verdades. Cada pessoa acha que a vida e as formas de agir têm de ser a que elas professam, que no seu interior é a verdadeira. Se não estamos de acordo de qualquer forma com a verdade dos outros surge de imediato o conflito. Sentimo-nos ameaçados,confrontados,  julgamos sem lugar a dúvidas que o outro com opinião diferente não tem razão e fazemos de tudo para que a nossa verdade prevaleça como a única a ser seguida. Argumentamos mentalmente, muitas das vezes com diálogos mentais e confrontos mentais com essas pessoas de forma a arranjar um modo de demonstrar que elas estão erradas. Muitas das vezes chegamos a confrontos directos, e no acalorar da discussão ultrapassamos a singeleza da questão, chegando a ofendermo-nos mutuamente, levando-nos à falta de respeito mútua.
Ninguém nos ensinou que cada um tem a SUA VERDADE!
Cada ser vivo é um mundo, desde que nasce começa a ter experiências que são únicas, exclusivas, irrepetíveis, cada uma com um teor emotivo único, e esse conjunto de experiências, conjuntamente com a sua personalidade, cria a sua verdade. Única! Duas pessoas podem estar a viver a mesma situação, no mesmo lugar, ao mesmo tempo mas cada uma experimenta, pensa, emociona-se, age ou reage, de forma diferente. Nunca sabemos o que vai na mente de outra pessoa. Nunca. E não julgue o contrário!!
Não temos consciência disso, e tal facto originam conflitos de toda a ordem, desde os mais simples aos mais complexos.
A minha Verdade não é a tua Verdade! Está na hora de cada um começar a entender que o outro é um ser distinto, que age, pensa, sente, reage de forma distinta.
Pensar na verdade do outro e respeitá-la, recebendo em troca o respeito do outro pela sua verdade,  levar-nos-á  à uma experiência  de vida totalmente distinta daquela  que se vive no nosso mundo, sem imposições,  coações, desrespeitos, medos, confrontos, agressões, egoísmos e tudo o mais que nos leva a considerar e impor a nossa  verdade. E, pense nisto: a sua verdade  é totalmente a única verdade, mas não se esqueça  que a verdade do outro é também a sua única verdade.
Bem Hajam

Por:Analuz



segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

O medo das doenças



Para quem sofre desse mal sabe como é aterrador qualquer sintoma desagradável no nosso corpo! A mente começa a engendrar possíveis doenças, e consequente, imaginamos as mais aterradoras, chegando mesmo ao ponto de imaginarmos o nosso fim. Com a mente ocupada com estes pensamentos a ansiedade aumenta e, muitas das vezes, só tal facto piora os sintomas sentidos que, e na maioria das vezes não são  mais que transtornos corporais passageiros e comuns!
Tecnicamente a esse medo dá-se o nome de hipocondria.
“A hipocondria, também conhecida por nosomania, é um estado psíquico que se caracteriza pela crença infundada de se padecer de uma doença grave. Costuma vir associada a um medo irracional da morte, a uma obsessão com sintomas ou defeitos físicos irrelevantes, à descrença nos diagnósticos médicos, preocupação e auto-observação constante do corpo. A hipocondria pode vir associada ao transtorno obsessivo-compulsivo e à ansiedade.”
A minha experiência começou quando a minha mãe adoeceu. Diagnosticaram-lhe um cancro. Até aí via a vida como infinita, nem sequer  parava para pensar nesse assunto. Mas quando vi a minha mãe sofrer e a dor que senti quando a perdi transtornaram-me de tal forma que esse medo começou a fazer parte da minha vida.
Começou com umas picadas no meu seio. Ao tocar senti algo duro e o tormento começou. Os pensamentos de que poderia ser algo que me fizesse sofrer e mesmo tirar-me a liberdade e a vida, criou ansiedade, angústia. Depois de muito sofrer em silêncio consegui coragem para consultar um médico, e após uma mamografia com um resultado nada anormal, mesmo com o resultado nas mãos, continuava a acreditar que estava doente classificando na minha mente todas as hipóteses de erro médico. Extenuante… Com o passar do tempo a mente vai aquietando, até aparecer outro sintoma. Já passaram alguns anos e repeti mamografias, assim como outros exames médicos, mas o medo continua dentro de mim à espreita. Entra no meu mundo imaginário de doenças e são catalogadas, usando como dicionário a internet. È deveras difícil viver assim, e o mais difícil é não encontrar compreensão nas outras pessoas.
A hipocondria é um medo que deve ter acompanhamento médico. Se assim se sente não o descure! Mas não espere resultados cem por cento.
De onde vem esse medo? Hereditariedade?... personalidade?...disturbio mental?..., Quem sabe? A medicina actual apesar de estarmos no ano 2010, ainda não conseguiu desvendar o mecanismo mais importante do ser humano – a mente –.
Só sei que a solução está dentro de mim mesma, que necessito aprofundar a minha busca interior, apesar de arranjar desculpas inconscientes para não o fazer. E os dias vão passando… e o medo me persegue!! 


Por:Analuz


segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

As Mudanças



Já deve ter ouvido por diversas vezes a frase “a vida dá muitas voltas”. Acredite… é absolutamente verdade! Seguimos uma linha de vida, e de repente, sem o prevermos, o inesperado acontece, as circunstâncias mudam, acontece algo e ocorre uma reviravolta na nossa Vida.
Algumas mudanças nos encaminham para trilhos melhores, outras vezes para piores. A vida é inconstância permanente, nós  não nos apercebemos disso. Nada permanece igual, tudo está sempre em mutação, só que muitas das vezes os processos desenvolvem-se muito lentamente que nos é quase impossível aperceber-nos de tal facto. O movimento afecta a todos nós. Devemos ter consciência disso para que as voltas não nos apanhem desprevenidos.
No entanto, e por experiência, a maioria das mudanças ocorrem para nosso bem. Pode-se constatar isso na hora, poucos dias depois, ou, como mais habitualmente, algum tempo mais tarde.
As mudanças mudam-nos o rumo, confundem-nos, atordoam-nos, por diversas vezes fazem-nos sofrer, chorar, irar, sentir-nos culpados, revoltam-nos por dentro, mas mais tarde iremos verificar que a mudança ocorrida era necessária para a nossa evolução como ser humano, como aprendizagem, para fazer-nos compreender aqueles valores que negligenciávamos na nossa vida, para aprender.
Pense bem, quantas vezes, depois de algum tempo de ter ocorrido uma mudança na sua vida, não pensou “ se tal não tivesse sucedido … não estaria aqui agora … não teria conhecido tal pessoa … não teria compreendido que… “, ou, “não vou cometer o mesmo erro”!
O melhor a fazer quando a mudança nos surpreende … será pensar sempre: “o que será que esta mudança irá trazer de bom à minha vida?” Se não encontrar resposta, não se preocupe, mais tarde ela virá até si!

E não se esqueça nunca, o Universo tem meios que nos são incompreensíveis, para nos fazer enveredar pela senda certa. A nossa própria senda. Só nossa!
Bem hajam!

Por: Analuz

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

A depressão





A depressão está ligada ao sentimento de culpa do passado que armazenamos no nosso coração, ao sentimento de tristeza e melancolia, frente às dificuldades e problemas do presente e à ansiedade diante do futuro.
Poderemos até dizer que a depressão é a doença da alma!

Verificamos que grande número de doentes perante a pergunta ”sabe porque está deprimido?”, dificilmente encontram razões conscientes para a causa.

O homem actual é um ser solitário.

A família não é mais o que era, uma estrutura de apoio, todos vivem correndo, sem tempo para o diálogo, para a partilha. Vai-se cavando um fosso que afasta as pessoas daquilo que realmente as deveria unir, pois no meio de tantas corridas deixou de haver tempo para sorrir, para dizer umas às outras o quanto se amam, para além das suas diferenças.

Por outro lado cada vez há mais pessoas vivendo sozinhas sem terem com quem conversar, partilhar alegrias e tristezas. Algumas não têm família, outras, a família também deixou de ter tempo para elas!

O homem é um ser gregário, que não nasceu para viver sozinho e sempre que partilha a vida, é mais feliz.

O afastamento da natureza também tem sido prejudicial para o ser humano. Quantas vezes conseguimos hoje apreciar o sol, olhar para uma flor, ouvir o chilrear de um pássaro? O sol é um grande inimigo da depressão.

Pelo contrário, ligamos a televisão, vemos notícias só de desgraças, como se já tivessem deixado de existir coisas bonitas!

O homem de hoje tornou-se medroso: medo das doenças, medo das catástrofes, medo de solidão, …

Mas, acima de tudo, o homem perdeu-se. Não sabe quem é.

Os valores actuais deixaram de ser o SER para passarem a ser o TER. E, nesta corrida, para o TER muita coisa se perde. Por vezes perde-se o principal, a verdadeira identidade. Sim, porque bem lá no fundo, a grande aprendizagem da vida é o amor a que todo o ser humano aspira.

Muitas das vezes a depressão é um remédio para a nossa Alma. Por muito que esta frase  não soe bem a quem está deprimido,  a verdade é que, deprimidos, acabamos por reconhecer aquilo que não estamos a enfrentar, que negamos a nós próprios, que vai contra a nossa natureza pessoal, que nos magoa, que nos fere, que nos deixa tristes, que nos suga a vontade de viver, que não nos dá força para agir, o que nos atormenta, no exterior e  interior,  revela-nos a escuridão do nosso SER que também faz parte de nós e que sempre evitamos. É necessária muita força para sair-mos dela, e muitas das vezes urge o acompanhamento médico, mas quem sai de uma depressão consegue dar mais valor à sua Vida, a todo que o rodeia.

Se está deprimido, sofre de depressão, não esconda o que sente, encontre alguém para o escutar, o apoiar, abraçá-lo e deixa-lo chorar...e não desista, nunca, Você é o mais importante na sua Vida, e ela é tão curta!

E acredite, consegue-se sair dela...

Eu cá estarei para o ouvir, sempre que precisar!


Por: Analuz

Medo

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

O MEDO - O nosso Inimigo Nº. 1


Todo o ser vivo, sem exclusão, sente medo! É um sentimento inato, presente em todas as espécies animais. Se está presente no íntimo de todas as espécies, incluindo na espécie humana é porque detém uma função específica nos organismos. Proteger-nos em situações que possam colocar-nos em perigo, servindo de mecanismo de defesa e sobrevivência.
No entanto, no ser humano ultrapassou largamente essa função protectora! Tudo começou há longo tempo atrás… alguns, apercebendo-se do poder que esse sentimento possuía começou a usá-lo no intuito de controlar outras pessoas, inculcando-lhes medo de diversas formas, aterrorizando-as de forma a poder exercer o seu poder sobre elas. Surgiu então igreja e com ela um Deus vingativo, condenativo, impositivo, um Deus que clamava que se não cumpríssemos o que ele ordenava, o nosso destino era o "Inferno"! Deus esse que apesar de tais castigos nos "amava"!! Criou-se um Deus à imagem humana, com características humanas. O medo foi um grande instrumento de doutrina moral. Fomentou-se o medo do da impureza, do castigo, da culpa. Como resultado as pessoas sofriam de “escrúpulos morais”, sentindo-se esmagadas pelo medo de pecar.
Surgiram então as perseguições, aterrorizando as pessoas de vários modos, alguns fazendo-se sentir, incrivelmente, até à data de hoje. De geração em geração esses medos foram sendo transmitidos até nós, através do nossos pais, inconscientemente, e eles através dos seus pais, e assim decrescendo sucessivamente.
As pessoas começaram a ter medo de si próprias! sentindo dentro de si tudo aquilo que era condenado, em vez de aceitarem esses sentimentos como inerentes ao ser humano, começaram  a considerá-los como impuros, imorais, causando-lhes frustrações, gerando conflitos interiores, e gerando mais medo, cada vez mais medo dentro de si!! O medo começou a ter raízes cada vez mais profundas no ser humano, e essas raízes cada vez mais se foram arreigando na consciência humana.
Sentimentos negativos controlam-nos, originando desequilíbrios de toda a ordem, mais nuns que noutros, mas todos os sentimos, em maior ou menor grau. É fundamental e  urgente começar a enfrentá-los, encará-los de frente e não fugir deles, compreendê-los de forma a que venham ao de cima para serem liberados, para que cada um possa viver em segurança, gozar o melhor possível do seu direito natural de viver, em plenitude, sem prejudicar a si e aos outros.
Por: Analuz




Amor Eterno

Sem comentários

Provas de Amor

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Caminhar juntos







Transcorridas várias décadas após o meu primeiro passo neste caminho da Vida, venho compartilhar as experiências por que passei, abrir a minha Alma, para que, e sempre na Esperança, possa ajudar todos aqueles que caminham pela mesma senda que eu, senda essa que sendo a mesma, é percorrida por estradas distintas, mas que, e sem dúvida alguma, nos conduz ao mesmo destino!
Por vezes, e muito mais do que alguma vez possamos imaginar, na estrada que percorremos vagueiam outras pessoas, mas não levantamos cabeça nem para as encarar, chegamos ao extremo de nem nos aperceber-mos delas!
Decidi então partilhar todos os meus medos, dores, desilusões, angústias, emoções, desequilíbrios, desassossegos, receios e tudo o mais que está escondido dentro de todos nós e que não compartilha-mos, sempre no receio de que nos julguem “diferentes”, e nos marginalizem. Chegamos ao extremo de pensar que somos os únicos que sofremos, e que os outros estão felizes! Nada disso, todos temos fantasmas dentro de nós, e a sua não partilha vai criando no nosso interior uma bola de neve que, e com o tempo, transforma-se numa avalanche, podendo desabar em qualquer momento! Pode levar-nos inclusive à desistência da própria Vida.
Espero que sintam a liberdade de o fazer aqui também. Experiências compartilhadas ajudam-nos a compreender-nos a nós próprios, e à própria Vida!
Mas também aqui venho compartilhar as minhas alegrias, esperanças, ilusões, sonhos, misturar um pouco de humor, apresentar ideias, compartilhar aprendizagens, e essencialmente levar ânimo a quem necessitar e tiver a coragem de o solicitar, tentando demonstrar que muitos dos caminhos árduos da Vida são caminhos de aprendizagem necessária! Bem hajam!

Por: Analuz

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

O início da Caminhada

  O que escutava e sentia à minha volta metia-me medo!  Muito medo! era aterrador!… luzes fortes encandeavam-me, ruídos desconhecidos atordoavam-me….. sentia frio, muito frio;  Sabia no fundo de mim que não voltaria mais ao sítio onde tinha estado!   … Lá… haaa… sim…, sentia paz, segurança, conseguia sentir um amor dirigido a mim, só a mim, era tão quentinho, aconchegante, tão booom… e de repente… escureceu… escureceu e senti um redemoinhar apavorante, senti-me a ser sugada por uma força inexprimível … por um túnel escuro,  e … de seguida … luzes, luzes fortes e atordoantes…
Algo me acalmou de imediato, ouvi uma voz que muito conhecia, uma voz que me pertencia, era a voz que me acompanhara sempre, que me falava, acarinhava, acalmava... e… de repente… a voz… a voz deixou-se de ouvir  e… dor … que dor…. nunca tinha sentido dor…, algo tocou em mim com brusquidão, e, sobressaltada, senti algo gelado entrar no meu interior… e, ao mesmo tempo, saiu dentro de mim um barulho ensurdecedor!!  Algo entrando e saindo dentro de mim, provocando-me sensações estranhas. - - O que se estava a passar ?? Senti-me transportar por algo que me falava, essa voz, não conhecia essa voz! Essa voz tocou-me bruscamente, ninguém antes me tinha tocado! E os barulhos que metiam tanto medo continuavam, continuavam e não paravam! Deitaram-me e começaram a tocar-me, mexiam-me, reviravam-me… sentia tanto medo !!! Por fim, colocaram-me algo quente à minha volta. Era a primeira sensação agradável sentida desde que o tormento tinha começado…; Mais uma vez senti-me a ser transportada, e…. de novo, de novo ouvi a voz, a voz , aquela voz não me tinha abandonado, estava ali, ali à minha espera!
Algo me surpreendeu, pela primeira vez, consegui experimentar essa voz de uma forma distinta! Essa voz agora tocava-me! … meigamente e com muita ternura tocava-me …, e … aconchegava-me, aconchegava-me a si! Foi a melhor sensação que jamais sentira, jamais !!! A voz, muito baixinho, ao mesmo tempo que me aquietava, sussurrava-me, só a mim… o meu corpo foi percorrido por uma impressão maravilhosa. A paz perdida retornou, senti-me novamente segura, amparada, protegida, acalentada. Agora voltava a estar tudo bem! Entregando-me àquela sensação, senti-me amolecer… lentamente… e … adormeci!!! 

Mal sabia que o meu tormento apenas começara …

Por: AnaLuz

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domingo, 31 de janeiro de 2010

Terra Azul

Já pararam alguns instantes a cogitar no espaço onde estamos habitando?
Creio que na rotina do dia a dia, fugindo de lá para cá, seguindo regras obrigatórias de rotina, e hábitos enraizados, deixamos passar os anos correr sem sequer pararmos para olhar no lugar onde estamos “inseridos”!
Já pensou que estamos a viver numa bola que flutua algures num universo que nos é praticamente desconhecido, e que se perde numa imensidão inimaginável não tendo a consciência humana um milésimo do tamanho de um grão de areia de como ele é na sua totalidade, se é que é, pois não sabemos se tem fim, onde começa ou acaba, e o que possa ser? Já pensou que o céu azul que olhamos todos os dias e a que nos acostumaram a julgar como infinito, em que habita Deus e os anjos, e que esse céu azul que contemplamos de baixo para cima é apenas uma camada protectora.
Já pensou que somos regidos por leis que nem sequer paramos para pensar como elas afectam a nossa existência, e que chegamos a encarar como o mais natural do mundo. Já reparou na natureza que nos rodeia. Como ela é passiva, serena, integra, que se desenrola numa paz que nos escapa brutalmente. Já reparou que os seres vivos, para além de nós humanos, desde o mais pequeno insecto ao maior animal, habita a terra em harmonia com ela, sem confrontos. Será que eles sabem no intimo que nos escapa a nós, tão inteligentes.?
Afinal onde habitamos, e porque fazemos parte deste “bola”? Com que intuito? Será que fazemos parte de um mero acaso sem sentido, ou que há um propósito para a nossa existência neste planeta. Se sim, Qual é?
Questões tão complexas que e para além das várias tentativas de elucidação, por especialistas, científicos, religiões, não houve, até a data, quem nos norteasse e nos abolisse a maior dúvida humana. Quem somos nós??

sábado, 30 de janeiro de 2010

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

A MINHA VERDADE NÃO É A TUA VERDADE




Desde pequenos nos confrontamos com as verdades dos outros! Desde amigos, pais, familiares, professores, conhecidos e mesmo desconhecidos, nos impõem as suas verdades. Cada pessoa acha que a vida e as formas de agir têm de ser a que elas professam, que no seu interior é a verdadeira. Se não estamos de acordo de qualquer forma com a verdade dos outros surge de imediato o conflito. Sentimo-nos ameaçados,confrontados,  julgamos sem lugar a dúvidas que o outro com opinião diferente não tem razão e fazemos de tudo para que a nossa verdade prevaleça como a única a ser seguida. Argumentamos mentalmente, muitas das vezes com diálogos mentais e confrontos mentais com essas pessoas de forma a arranjar um modo de demonstrar que elas estão erradas. Muitas das vezes chegamos a confrontos directos, e no acalorar da discussão ultrapassamos a singeleza da questão, chegando a ofendermo-nos mutuamente, levando-nos à falta de respeito mútua.
Ninguém nos ensinou que cada um tem a SUA VERDADE!
Cada ser vivo é um mundo, desde que nasce começa a ter experiências que são únicas, exclusivas, irrepetíveis, cada uma com um teor emotivo único, e esse conjunto de experiências, conjuntamente com a sua personalidade, cria a sua verdade. Única! Duas pessoas podem estar a viver a mesma situação, no mesmo lugar, ao mesmo tempo mas cada uma experimenta, pensa, emociona-se, age ou reage, de forma diferente. Nunca sabemos o que vai na mente de outra pessoa. Nunca. E não julgue o contrário!!
Não temos consciência disso, e tal facto originam conflitos de toda a ordem, desde os mais simples aos mais complexos.
A minha Verdade não é a tua Verdade! Está na hora de cada um começar a entender que o outro é um ser distinto, que age, pensa, sente, reage de forma distinta.
Pensar na verdade do outro e respeitá-la, recebendo em troca o respeito do outro pela sua verdade,  levar-nos-á  à uma experiência  de vida totalmente distinta daquela  que se vive no nosso mundo, sem imposições,  coações, desrespeitos, medos, confrontos, agressões, egoísmos e tudo o mais que nos leva a considerar e impor a nossa  verdade. E, pense nisto: a sua verdade  é totalmente a única verdade, mas não se esqueça  que a verdade do outro é também a sua única verdade.
Bem Hajam

Por:Analuz



sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

O medo das doenças



Para quem sofre desse mal sabe como é aterrador qualquer sintoma desagradável no nosso corpo! A mente começa a engendrar possíveis doenças, e consequente, imaginamos as mais aterradoras, chegando mesmo ao ponto de imaginarmos o nosso fim. Com a mente ocupada com estes pensamentos a ansiedade aumenta e, muitas das vezes, só tal facto piora os sintomas sentidos que, e na maioria das vezes não são  mais que transtornos corporais passageiros e comuns!
Tecnicamente a esse medo dá-se o nome de hipocondria.
“A hipocondria, também conhecida por nosomania, é um estado psíquico que se caracteriza pela crença infundada de se padecer de uma doença grave. Costuma vir associada a um medo irracional da morte, a uma obsessão com sintomas ou defeitos físicos irrelevantes, à descrença nos diagnósticos médicos, preocupação e auto-observação constante do corpo. A hipocondria pode vir associada ao transtorno obsessivo-compulsivo e à ansiedade.”
A minha experiência começou quando a minha mãe adoeceu. Diagnosticaram-lhe um cancro. Até aí via a vida como infinita, nem sequer  parava para pensar nesse assunto. Mas quando vi a minha mãe sofrer e a dor que senti quando a perdi transtornaram-me de tal forma que esse medo começou a fazer parte da minha vida.
Começou com umas picadas no meu seio. Ao tocar senti algo duro e o tormento começou. Os pensamentos de que poderia ser algo que me fizesse sofrer e mesmo tirar-me a liberdade e a vida, criou ansiedade, angústia. Depois de muito sofrer em silêncio consegui coragem para consultar um médico, e após uma mamografia com um resultado nada anormal, mesmo com o resultado nas mãos, continuava a acreditar que estava doente classificando na minha mente todas as hipóteses de erro médico. Extenuante… Com o passar do tempo a mente vai aquietando, até aparecer outro sintoma. Já passaram alguns anos e repeti mamografias, assim como outros exames médicos, mas o medo continua dentro de mim à espreita. Entra no meu mundo imaginário de doenças e são catalogadas, usando como dicionário a internet. È deveras difícil viver assim, e o mais difícil é não encontrar compreensão nas outras pessoas.
A hipocondria é um medo que deve ter acompanhamento médico. Se assim se sente não o descure! Mas não espere resultados cem por cento.
De onde vem esse medo? Hereditariedade?... personalidade?...disturbio mental?..., Quem sabe? A medicina actual apesar de estarmos no ano 2010, ainda não conseguiu desvendar o mecanismo mais importante do ser humano – a mente –.
Só sei que a solução está dentro de mim mesma, que necessito aprofundar a minha busca interior, apesar de arranjar desculpas inconscientes para não o fazer. E os dias vão passando… e o medo me persegue!! 


Por:Analuz


segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

As Mudanças



Já deve ter ouvido por diversas vezes a frase “a vida dá muitas voltas”. Acredite… é absolutamente verdade! Seguimos uma linha de vida, e de repente, sem o prevermos, o inesperado acontece, as circunstâncias mudam, acontece algo e ocorre uma reviravolta na nossa Vida.
Algumas mudanças nos encaminham para trilhos melhores, outras vezes para piores. A vida é inconstância permanente, nós  não nos apercebemos disso. Nada permanece igual, tudo está sempre em mutação, só que muitas das vezes os processos desenvolvem-se muito lentamente que nos é quase impossível aperceber-nos de tal facto. O movimento afecta a todos nós. Devemos ter consciência disso para que as voltas não nos apanhem desprevenidos.
No entanto, e por experiência, a maioria das mudanças ocorrem para nosso bem. Pode-se constatar isso na hora, poucos dias depois, ou, como mais habitualmente, algum tempo mais tarde.
As mudanças mudam-nos o rumo, confundem-nos, atordoam-nos, por diversas vezes fazem-nos sofrer, chorar, irar, sentir-nos culpados, revoltam-nos por dentro, mas mais tarde iremos verificar que a mudança ocorrida era necessária para a nossa evolução como ser humano, como aprendizagem, para fazer-nos compreender aqueles valores que negligenciávamos na nossa vida, para aprender.
Pense bem, quantas vezes, depois de algum tempo de ter ocorrido uma mudança na sua vida, não pensou “ se tal não tivesse sucedido … não estaria aqui agora … não teria conhecido tal pessoa … não teria compreendido que… “, ou, “não vou cometer o mesmo erro”!
O melhor a fazer quando a mudança nos surpreende … será pensar sempre: “o que será que esta mudança irá trazer de bom à minha vida?” Se não encontrar resposta, não se preocupe, mais tarde ela virá até si!

E não se esqueça nunca, o Universo tem meios que nos são incompreensíveis, para nos fazer enveredar pela senda certa. A nossa própria senda. Só nossa!
Bem hajam!

Por: Analuz

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

A depressão





A depressão está ligada ao sentimento de culpa do passado que armazenamos no nosso coração, ao sentimento de tristeza e melancolia, frente às dificuldades e problemas do presente e à ansiedade diante do futuro.
Poderemos até dizer que a depressão é a doença da alma!

Verificamos que grande número de doentes perante a pergunta ”sabe porque está deprimido?”, dificilmente encontram razões conscientes para a causa.

O homem actual é um ser solitário.

A família não é mais o que era, uma estrutura de apoio, todos vivem correndo, sem tempo para o diálogo, para a partilha. Vai-se cavando um fosso que afasta as pessoas daquilo que realmente as deveria unir, pois no meio de tantas corridas deixou de haver tempo para sorrir, para dizer umas às outras o quanto se amam, para além das suas diferenças.

Por outro lado cada vez há mais pessoas vivendo sozinhas sem terem com quem conversar, partilhar alegrias e tristezas. Algumas não têm família, outras, a família também deixou de ter tempo para elas!

O homem é um ser gregário, que não nasceu para viver sozinho e sempre que partilha a vida, é mais feliz.

O afastamento da natureza também tem sido prejudicial para o ser humano. Quantas vezes conseguimos hoje apreciar o sol, olhar para uma flor, ouvir o chilrear de um pássaro? O sol é um grande inimigo da depressão.

Pelo contrário, ligamos a televisão, vemos notícias só de desgraças, como se já tivessem deixado de existir coisas bonitas!

O homem de hoje tornou-se medroso: medo das doenças, medo das catástrofes, medo de solidão, …

Mas, acima de tudo, o homem perdeu-se. Não sabe quem é.

Os valores actuais deixaram de ser o SER para passarem a ser o TER. E, nesta corrida, para o TER muita coisa se perde. Por vezes perde-se o principal, a verdadeira identidade. Sim, porque bem lá no fundo, a grande aprendizagem da vida é o amor a que todo o ser humano aspira.

Muitas das vezes a depressão é um remédio para a nossa Alma. Por muito que esta frase  não soe bem a quem está deprimido,  a verdade é que, deprimidos, acabamos por reconhecer aquilo que não estamos a enfrentar, que negamos a nós próprios, que vai contra a nossa natureza pessoal, que nos magoa, que nos fere, que nos deixa tristes, que nos suga a vontade de viver, que não nos dá força para agir, o que nos atormenta, no exterior e  interior,  revela-nos a escuridão do nosso SER que também faz parte de nós e que sempre evitamos. É necessária muita força para sair-mos dela, e muitas das vezes urge o acompanhamento médico, mas quem sai de uma depressão consegue dar mais valor à sua Vida, a todo que o rodeia.

Se está deprimido, sofre de depressão, não esconda o que sente, encontre alguém para o escutar, o apoiar, abraçá-lo e deixa-lo chorar...e não desista, nunca, Você é o mais importante na sua Vida, e ela é tão curta!

E acredite, consegue-se sair dela...

Eu cá estarei para o ouvir, sempre que precisar!


Por: Analuz

Medo

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

O MEDO - O nosso Inimigo Nº. 1


Todo o ser vivo, sem exclusão, sente medo! É um sentimento inato, presente em todas as espécies animais. Se está presente no íntimo de todas as espécies, incluindo na espécie humana é porque detém uma função específica nos organismos. Proteger-nos em situações que possam colocar-nos em perigo, servindo de mecanismo de defesa e sobrevivência.
No entanto, no ser humano ultrapassou largamente essa função protectora! Tudo começou há longo tempo atrás… alguns, apercebendo-se do poder que esse sentimento possuía começou a usá-lo no intuito de controlar outras pessoas, inculcando-lhes medo de diversas formas, aterrorizando-as de forma a poder exercer o seu poder sobre elas. Surgiu então igreja e com ela um Deus vingativo, condenativo, impositivo, um Deus que clamava que se não cumpríssemos o que ele ordenava, o nosso destino era o "Inferno"! Deus esse que apesar de tais castigos nos "amava"!! Criou-se um Deus à imagem humana, com características humanas. O medo foi um grande instrumento de doutrina moral. Fomentou-se o medo do da impureza, do castigo, da culpa. Como resultado as pessoas sofriam de “escrúpulos morais”, sentindo-se esmagadas pelo medo de pecar.
Surgiram então as perseguições, aterrorizando as pessoas de vários modos, alguns fazendo-se sentir, incrivelmente, até à data de hoje. De geração em geração esses medos foram sendo transmitidos até nós, através do nossos pais, inconscientemente, e eles através dos seus pais, e assim decrescendo sucessivamente.
As pessoas começaram a ter medo de si próprias! sentindo dentro de si tudo aquilo que era condenado, em vez de aceitarem esses sentimentos como inerentes ao ser humano, começaram  a considerá-los como impuros, imorais, causando-lhes frustrações, gerando conflitos interiores, e gerando mais medo, cada vez mais medo dentro de si!! O medo começou a ter raízes cada vez mais profundas no ser humano, e essas raízes cada vez mais se foram arreigando na consciência humana.
Sentimentos negativos controlam-nos, originando desequilíbrios de toda a ordem, mais nuns que noutros, mas todos os sentimos, em maior ou menor grau. É fundamental e  urgente começar a enfrentá-los, encará-los de frente e não fugir deles, compreendê-los de forma a que venham ao de cima para serem liberados, para que cada um possa viver em segurança, gozar o melhor possível do seu direito natural de viver, em plenitude, sem prejudicar a si e aos outros.
Por: Analuz




Amor Eterno

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Provas de Amor

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Caminhar juntos







Transcorridas várias décadas após o meu primeiro passo neste caminho da Vida, venho compartilhar as experiências por que passei, abrir a minha Alma, para que, e sempre na Esperança, possa ajudar todos aqueles que caminham pela mesma senda que eu, senda essa que sendo a mesma, é percorrida por estradas distintas, mas que, e sem dúvida alguma, nos conduz ao mesmo destino!
Por vezes, e muito mais do que alguma vez possamos imaginar, na estrada que percorremos vagueiam outras pessoas, mas não levantamos cabeça nem para as encarar, chegamos ao extremo de nem nos aperceber-mos delas!
Decidi então partilhar todos os meus medos, dores, desilusões, angústias, emoções, desequilíbrios, desassossegos, receios e tudo o mais que está escondido dentro de todos nós e que não compartilha-mos, sempre no receio de que nos julguem “diferentes”, e nos marginalizem. Chegamos ao extremo de pensar que somos os únicos que sofremos, e que os outros estão felizes! Nada disso, todos temos fantasmas dentro de nós, e a sua não partilha vai criando no nosso interior uma bola de neve que, e com o tempo, transforma-se numa avalanche, podendo desabar em qualquer momento! Pode levar-nos inclusive à desistência da própria Vida.
Espero que sintam a liberdade de o fazer aqui também. Experiências compartilhadas ajudam-nos a compreender-nos a nós próprios, e à própria Vida!
Mas também aqui venho compartilhar as minhas alegrias, esperanças, ilusões, sonhos, misturar um pouco de humor, apresentar ideias, compartilhar aprendizagens, e essencialmente levar ânimo a quem necessitar e tiver a coragem de o solicitar, tentando demonstrar que muitos dos caminhos árduos da Vida são caminhos de aprendizagem necessária! Bem hajam!

Por: Analuz

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

O início da Caminhada

  O que escutava e sentia à minha volta metia-me medo!  Muito medo! era aterrador!… luzes fortes encandeavam-me, ruídos desconhecidos atordoavam-me….. sentia frio, muito frio;  Sabia no fundo de mim que não voltaria mais ao sítio onde tinha estado!   … Lá… haaa… sim…, sentia paz, segurança, conseguia sentir um amor dirigido a mim, só a mim, era tão quentinho, aconchegante, tão booom… e de repente… escureceu… escureceu e senti um redemoinhar apavorante, senti-me a ser sugada por uma força inexprimível … por um túnel escuro,  e … de seguida … luzes, luzes fortes e atordoantes…
Algo me acalmou de imediato, ouvi uma voz que muito conhecia, uma voz que me pertencia, era a voz que me acompanhara sempre, que me falava, acarinhava, acalmava... e… de repente… a voz… a voz deixou-se de ouvir  e… dor … que dor…. nunca tinha sentido dor…, algo tocou em mim com brusquidão, e, sobressaltada, senti algo gelado entrar no meu interior… e, ao mesmo tempo, saiu dentro de mim um barulho ensurdecedor!!  Algo entrando e saindo dentro de mim, provocando-me sensações estranhas. - - O que se estava a passar ?? Senti-me transportar por algo que me falava, essa voz, não conhecia essa voz! Essa voz tocou-me bruscamente, ninguém antes me tinha tocado! E os barulhos que metiam tanto medo continuavam, continuavam e não paravam! Deitaram-me e começaram a tocar-me, mexiam-me, reviravam-me… sentia tanto medo !!! Por fim, colocaram-me algo quente à minha volta. Era a primeira sensação agradável sentida desde que o tormento tinha começado…; Mais uma vez senti-me a ser transportada, e…. de novo, de novo ouvi a voz, a voz , aquela voz não me tinha abandonado, estava ali, ali à minha espera!
Algo me surpreendeu, pela primeira vez, consegui experimentar essa voz de uma forma distinta! Essa voz agora tocava-me! … meigamente e com muita ternura tocava-me …, e … aconchegava-me, aconchegava-me a si! Foi a melhor sensação que jamais sentira, jamais !!! A voz, muito baixinho, ao mesmo tempo que me aquietava, sussurrava-me, só a mim… o meu corpo foi percorrido por uma impressão maravilhosa. A paz perdida retornou, senti-me novamente segura, amparada, protegida, acalentada. Agora voltava a estar tudo bem! Entregando-me àquela sensação, senti-me amolecer… lentamente… e … adormeci!!! 

Mal sabia que o meu tormento apenas começara …

Por: AnaLuz

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