terça-feira, 31 de maio de 2011

A maior força do universo




Para alcançarmos a felicidade, uma vida plena, usufruindo de todas as benesses que esta vida nos oferece, devemos ter conhecimento, dentro de nossa condição de discernimento, como funciona esta máquina maravilhosa que é o ser humano.
Devemos entender que nossas ações, no dia a dia, passam por influências que fogem do nosso comando, mesmo que seja naquele momento em que necessitamos acionar nosso mecanismo de ação corporal e mental.
Uma simples sede passa a ser um ato complexo que aciona outra gama de mecanismos do nosso organismo, influenciado por determinações, no primeiro momento fora de nossa consciência.
A vontade externa, isto é, a consciência de beber água veio de uma necessidade interna de nosso organismo que naquele momento necessita dessa água.
Cientistas têm descoberto que muitos atos que no primeiro momento acreditamos ser de nossa vontade consciente surgem primeiramente do nosso inconsciente.
Nosso organismo possui células das mais variadas, que tem inteligência e função própria independente.
Todas as células têm função específica em nosso organismo, sem nosso conhecimento e domínio.  Algumas  células produzem secreção por contra própria.
As células dos testículos secretam o sêmem, as células dos rins secretam  a urina.
Há células que tem a função de soldados que defendem o corpo das investidas ou ataques de matérias venenosas ou de germes.
Essas células detectam tais organismos estranhos e os expulsam de nosso corpo.
Há células que tem a função de transportar os alimentos  para os tecidos e órgãos.
Assim entendendo, as células fazem seu trabalho sem nosso conhecimento e vontade.
Essas funções são controladas pelo sistema nervoso simpático que os mantêm conectados e em comunhão com nosso cérebro. Todos os impulsos cerebrais são transmitidos às células.
Sendo assim, passamos a entender que nosso organismo depende de nosso estado cerebral e está diretamente ligado e enormemente afetado pelas condições de nosso estado de ânimo.
Se houver em nosso cérebro estado de desânimo, depressão e outras emoções e pensamentos negativos, de imediato essas influências serão absorvidas  por cada célula de nosso corpo.
Desta forma, fica criada uma confusão e um desconforto que serão sorvidos pelo nosso sistema nervoso, e as células soldados entram em descompasso, criando um estado de pânico, perdendo suas funções, tornando-se ineficientes, ocasionando as doenças do corpo e da mente.
A força vital passa a não funcionar satisfatoriamente, baixando o nível de sua vitalidade, criando em nossa mente, pelo descompasso do funcionamento das células, o desânimo, a infelicidade, a desarmonia, a ansiedade e outros malefícios da mente e do corpo.
Passamos assim a entender que o pensamento é a maior força do universo, e a arma mais poderosa de que se tem notícia. O pensamento move montanhas, transforma e edifica, quando é constituído de forma construtiva, sadia.
Sendo assim, precisamos aperfeiçoar nossa técnica para utilizar nossa força do pensamento.
O pensamento passa a ser palpável, sentido.
O pensamento é uma grande força que tem a capacidade de mover e criar coisas.
O pensamento é dinâmico e sutil. 
Através do pensamento você se torna poderoso, criador e destruidor, conforme a direção dada a esse pensamento.
Quando  aprende a controlar o pensamento em busca de seus objetivos  e sonhos, você passa a ser uma pessoa poderosa, provida de uma força descomunal.
O mundo é movido por pensamentos.
Toda a exteriorização da realidade é em virtude do pensamento.
O bem, o mal, o amigo, o inimigo, a virtude, o malefício existem somente em sua mente.
O homem cria em sua mente um mundo do bem ou do mal, da alegria e da felicidade, do sofrimento e da paz.
Toda situação em que se possa encontrar uma pessoa parte de sua imaginação, de sua criação mental.
Sendo assim, devemos estar atentos e vigilantes para a qualidade de pensamento que aflora à nossa mente.
Só e somente dessa forma podemos alcançar a felicidade tão almejada por todos.



Escrito por Luiz Roberto Teixeira de Siqueira   

O poder dos pensamentos e das palavras

Hoje em dia, fala-se muito em se ter um corpo saudável e atlético. Uma gama de informações e técnicas sobre o assunto podem ser encontradas facilmente, estão a nosso dispor, basta abrir qualquer jornal ou revista para encontrar dicas de saúde.

No entanto, além desta preocupação em termos um corpo saudável e cheio de energia, é preciso observar também a nossa saúde mental. Dominar a mente não é nada fácil, exige-se um trabalho árduo e contínuo de observação de nossos pensamentos.
Desde o momento em que acordamos até quando nos deitamos, nossos pensamentos povoam nossa vida e, na maioria das vezes, nem sequer nos damos conta desse mecanismo.
O texto abaixo é uma adaptação de palestra dada por Maristela Yamacita, instrutora de yoga e massoterapeuta, filiada ao Sistema Shivam Yoga.

O PODER DOS PENSAMENTOS E DAS PALAVRAS

Segundo Swami Sivananda:

“PALAVRA É PODER. PALAVRA É ENERGIA.”
OS PENSAMENTOS, ASSIM COMO AS PALAVRAS TÊM UMA FORÇA, UMA ENERGIA.

Devemos procurar ter muita consciência e cuidado no uso da palavra e no fluxo dos nossos pensamentos.

OS PENSAMENTOS E AS PALAVRAS AFETAM NOSSA VIDA E O MUNDO AO NOSSO REDOR.

Nós devemos estar sempre muito vigilantes e conscientes como e o que nós falamos com as pessoas para mantermos relacionamentos mais harmoniosos.
Para que nós usemos palavras adequadas no tom certo, na hora certa, os seus pensamentos também têm que estar harmoniosos e disciplinados.
A qualidade de nossos pensamentos vai determinar a nossa saúde, os nossos relacionamentos e o nosso destino.
É de extrema importância nós fazermos um esforço para não pensarmos coisas negativas de ninguém e nem das situações do cotidiano.
Ainda, conforme Sivananda:

“OS PENSAMENTOS SÃO FORÇAS QUE ESCULPEM A APARÊNCIA, AMOLDAM O CARÁTER, MUDAM O DESTINO E FAZEM DA VIDA UM SUCESSO TOTAL.”

Os pensamentos são como ondas de rádio. Uma pessoa sábia e evoluída que tenha paz, equilíbrio, harmonia e ondas espirituais difunde pelo mundo pensamentos de harmonia e paz. Esses pensamentos viajam com rapidez fulminante em todas as direções, entram na mente das pessoas e nelas produzem sentimentos iguais de harmonia e paz.
Em contraste com isso, a mente repleta de inveja, vingança e ódio de uma pessoa, difunde pensamentos discordantes que entram nas mentes de milhares de pessoas, nelas suscitando pensamentos na mesma onda vibratória.
Nós estamos sujeitos a captar sentimentos positivos e negativos de acordo com a sintonia de nossa mente. Estamos cercados por um oceano de pensamentos, onde absorvemos uns e rejeitamos outros.
Os pensamentos são coisas vivas. Quanto mais forte forem, mais rapidamente frutificarão. O pensamento é focalizado e isso lhe dá determinada direção e, na proporção em que for focalizado e dirigido, estará o efeito que pretende alcançar.
Cada pensamento que nós criamos é uma vibração que jamais perece. Faz vibrar continuamente cada partícula do Universo e, se nossos pensamentos forem nobres, harmônicos e fortes eles colocarão em vibração todas as mentes que tenham afinidade com a nossa.
Não acumule no cérebro informações inúteis. Aprenda a aquietar a mente. Esqueça tudo que não lhe for útil. Só então você poderá encher sua mente de pensamentos positivos e assim você irá adquirir nova força mental.

A TEORIA DA CÉLULA E OS PENSAMENTOS

Uma célula é uma massa de protoplasma com um núcleo. É dotada de inteligência. Certas células representam o papel de soldado, defendem o corpo das investidas ou ataques de matérias venenosas estranhas ou de germes. Elas os digerem e os expelem.
As células realizam seu trabalho sem o conhecimento consciente de nossa vontade. Suas atividades são controladas pelo sistema nervoso simpático. Estão em comunhão direta com a mente no cérebro.
Todo impulso da mente, todo pensamento é transmitido às células. Estas são enormemente afetadas pelas várias condições ou estados de ânimo. Se na mente existir confusão, depressão e outras emoções e pensamentos negativos estes serão transmitidos telegraficamente através dos nervos a cada célula do corpo. As células soldado entram em pânico. Enfraquecem. Ficam incapacitadas para executar corretamente suas funções. Tornam-se ineficientes.
As pessoas que sofrem de doenças, fraquezas e moléstias têm seus átomos, moléculas e células produzindo vibrações desarmoniosas e discordantes. Carecem de espereançca, confiança, fé e alegria. A força vital delas não está funcionando bem, o nível de sua vitalidade é baixo. Estão com a mente cheia de medo, desespero, preocupação e ansiedade.

O PENSAMENTO, SEU PODER, FUNCIONAMENTOS E USOS

O pensamento é um poder vital, ativamente dinâmico – a força mais vital e sutil que existe no universo.
Nós vivemos em um mundo de pensamentos. Primeiro existe o pensamenteo, depois vem a expressão deste através do órgão vocal, dos gestos etc. O pensamento e a linguagem estão intimamente ligados.

OS PENSAMENTOS SÃO PODERES GIGANTES. CONTROLAM SUA VIDA, AMOLDAM SEU CARÁTER E ESTRUTURAM SEU DESTINO.

A purificação e o controle da mente são a finalidade básica de todos os tipos de yoga.
Pensamentos positivos contínuos fortalecem a sua aura, o seu campo de proteção e iluminam seu rosto. A expressão facial expõe, também, o estado interior da mente.
Os pensamentos de preocupação e de medo são forças terríveis dentro de nós mesmos. Envenenam a própria fonte de vida e destroem a harmonia, a eficiência de agir, a vitalidade e o vigor.
Enquanto que os pensamentos opostos, de bom-humor, alegria e coragem, curam, acalmam e, em vez de irritar, aumentam enormemente a eficiência e multiplicam os poderes mentais. Procure estar de bom-humor sempre. Sorria! Exercite Santosha, o contentamento, um dos preceitos do Yoga.

UM CORPO SÃO TORNA A MENTE SÃ.

A grande lei “os semelhantes exercem mútua atração” também opera no mundo do pensamento. Pessoas que pensam de maneira semelhante procuram umas às outras.
O velho provérbio “um homem se torna o que pensa ser” é uma das leis básicas do pensamento.

PENSE QUE É FELIZ E SE TORNARÁ FELIZ!

Analise sempre seus pensamentos. Pense bem de todos. Faça os outros felizes. Então colherá felicidade. É a lei do Karma.
Pela sua boa maneira de pensar, pelo exame da qualidade de seus pensamentos, pela introspecção, pela sua nobreza mental ativa, a pessoa com discernimento constrói um caráter nobre e amolda seu grande destino.
O mecanismo é assim: o indivíduo semeia um pensamento e colhe uma ação. Semeia um ato e colhe um hábito. Semeia um hábito e colhe um caráter. Semeia um caráter e colhe um destino.
Não reclame de ambientes desfavoráveis. Crie o seu próprio mundo e ambientes mentais. O indivíduo que tenta desenvolver-se ou crescer em ambientes adversos será realmente forte e poderoso. Nada o abalará.
Aquele que por longa prática controlou a ira, possui enorme poder de pensamento.

AFASTE DE SUA MENTE TODOS OS PENSAMENTOS DESNECESSÁRIOS E INÚTEIS. OS PENSAMENTOS INÚTEIS IMPEDEM O SEU CRESCIMENTO ESPIRITUAL.

Seja dono de seu próprio destino. Pelo poder de seu pensamento você mesmo é que faz o seu destino. Pode desfazê-lo se quiser. Em você estão latentes todas as faculdades, energias e poderes. Desenvolva-as e se torne livre e grande!

OM SHIVA!

Fonte: SIVANANDA, Swami. O poder dos pensamentos pela Ioga. Editora Pensamento.

domingo, 29 de maio de 2011

Assim me sinto... de asas cortadas !!



cortei minhas asas, em vida, fui obrigada,sinto-me obrigada, e nesse acto perdi-me...

e por muito que me busque já percebi que não me vou encontrar... nunca... aqui.... porque me perdi, e não tenho mais forças para me encontrar ... não me quero encontrar .... não quero !!!

só me entrego dia a dia àquilo que eu não escolhi, entrego-me à vida e ela me carrega, carrega-me e leva-me, tansporta-me para onde ela quer, porque desisti de lutar, de marcar meu caminho, e ela faça o que quer de mim... faça o quiser ...


não luto mais .... desisti ...


RUN to you ...

Dedicado ao AMOR que não consegui viver nesta Vida (que ninguém conseguiu me dar)!!

Gabriel my Angel

Filosofar me vai na alma




E porque sinto a falta de filosofar, tudo que me vai na alma, e de com quem filosofava, consegui filosofar, como nunca, e porque a vida nos introduz em encruzilhas, forte, muito fortes, que outros nunca entenderiam, mas que faz parte da nossa jornada, continuo em alma quebrada, sempre, até encontrar e filosofar novamente, não neste mundo, mas no outro, quem me entendia e comigo filosofava com toda sua alma!!!

Entrego-me ...

CHORAR ...



e porque sempre me disseram... sempre ouvi... chora ... chorar alívia a alma!!! 




mas digo, chorando, e só o faço quando a minha alma está frágil que nem folha seca ao vento forte... sinto ainda mais a dor dentro ... sinto a solidão... que me fez chorar por não ter ninguém para desabafar o que me dói na alma, o que me fez estravasar o que já não aguento dentro de tanta dor, que tem de sair por não caber mais dentro...


chorar, pouco choro, pois chorando é mostrar a mim mesma, que tentando isso sempre esconder, que, afinal, por muito que me engane, estou, sempre estive ... sózinha ....!!


e no choro, entrego-me a mim mesma ....

sexta-feira, 27 de maio de 2011

EU SOBREVIVI AO NAUFRÁGIO DO TITANIC - Uma história real e emocionante!




TUDO começou quando eu estava visitando meus pais idosos e meu tio em Jacksonville, na Flórida, E.U.A. Foi pouco antes de meu tio morrer recentemente. Como de costume, fomos ao Salão do Reino das Testemunhas de Jeová no domingo de manhã para assistir a um discurso público. Ouvimos um excelente discurso: “Será um dos Sobreviventes dos ‘Últimos dias’?” A caminho de volta para casa, meu tio disse: “Esse discurso me fez lembrar do tempo em que sobrevivi a um terrível desastre.” Pausou por um momento, daí disse: “Sabem, eu sobrevivi ao naufrágio do Titanic.”

Mais tarde, pedi a meu tio, Louis Garrett, que me contasse a sua experiência no Titanic.

“Deixe-me voltar ao início”, disse ele. “Nasci em 1900, em Hakoor, Líbano, um vilarejo na região montanhosa que fica cerca de 130 a 140 quilômetros ao norte de Beirute. Minha família possuía e operava um moinho de pedra movido à força hidráulica que moía trigo para a produção de farinha. Meu pai era o moleiro do vilarejo. Minha família decidiu emigrar para os Estados Unidos. Em 1904, minha mãe e minhas duas irmãs deixaram o Líbano. Mais tarde, em 1906, meu irmão mais velho foi para os Estados Unidos. Em 1912, para completar a emigração da família, meu pai, minha irmã e eu devíamos partir para os Estados Unidos.

“Em março de 1912, viajamos de navio até Marselha, França. Enquanto estávamos lá, reservamos passagens no Titanic para irmos a Nova Iorque na sua viagem de estréia. A data da viagem era 10 de abril de 1912. Meu pai teve de ficar em Marselha, porque não passou no exame médico requerido por causa de uma infecção nos olhos.” Meu tio sorriu e exclamou: “As coisas aconteceram de um modo muito afortunado para ele!”

“Minha irmã tinha 14 anos”, prosseguiu ele, “e eu tinha 12 quando embarcamos no Titanic. Ficamos tristes de deixar papai para trás, mas estávamos emocionados de estar a bordo do R.M.S. Titanic, o maior, o mais rápido e o mais luxuoso navio da época — e também se dizia que era insubmersível! Havia mais de 2.200 pessoas a bordo, inclusive algumas das pessoas mais ricas e mais influentes da época. Muitos estavam no Titanic para celebrar a sua viagem de estréia. Era a coisa chique a fazer para os socialmente proeminentes. A velocidade do navio foi como se esperava. A chegada a Nova Iorque estava prevista para quarta-feira, 17 de abril. As águas estavam calmas e o tempo tipicamente um tanto frio para abril.

“No domingo, 14 de abril, nosso quinto dia no mar, o tempo ficou excepcionalmente frio — tão intensamente frio que não havia muitas pessoas no convés superior do navio. Ouvimos dizer que haviam sido dados avisos sobre icebergs (massas de gelo flutuantes) naquela área. Não se esperava avistar algum na rota do navio, portanto o Titanic manteve sua velocidade máxima. Entretanto, o comandante do Californian, outro navio no Atlântico do Norte, avisou por rádio o Titanic sobre serem avistados icebergs no nosso caminho. Isto foi desconsiderado. O preço pago pelo excesso de confiança da parte do comandante Smith, quase 700 co-tripulantes e mais de 800 passageiros, foi realmente muito elevado.

“Às 23,45 horas aproximadamente, no domingo de 14 de abril, eu e minha irmã acordamos devido a uma sacudida. Ela estava no beliche de cima na cabina e exclamou: ‘Aconteceu alguma coisa!’

“‘Torne a dormir’, eu lhe disse. ‘Você se preocupa demais.’ Pouco depois, um senhor idoso, que ficamos conhecendo no navio e que tinha interesse paterno por nós, veio à nossa cabina e disse calmamente: ‘Saiam da cabina e vão ao convés superior. Não se preocupem em levar seus pertences agora. Poderão buscar mais tarde.’

“Nossas passagens eram de terceira classe, o que significava que só podíamos ir até o convés da segunda classe. Mas os da segunda e da terceira classe não podiam ultrapassar um portão vigiado que dava para o convés superior da primeira classe. Todavia, foi-nos dito que seria prudente irmos ao convés superior da primeira classe, a fim de termos mais probabilidade de entrar num barco salva-vidas. O único meio de podermos fazer isso era por subirmos pela escada de ferro desde o convés da terceira classe embaixo até cinco ou seis conveses acima aos barcos salva-vidas. Fizemos isso com muita dificuldade, pois foi difícil para minha irmã trepar na escada de ferro. Mas, com a ajuda de outros, conseguimos.

“Que cena! A maioria dos barcos salva-vidas já tinham partido. A tripulação só permitia que mulheres e crianças entrassem nos barcos salva-vidas — não havia suficientes para todos. Vimos mulheres chorando, não querendo deixar seus maridos; maridos implorando a suas esposas e filhos que se apressassem a entrar nos barcos salva-vidas. Em meio a este total pandemônio e histeria em massa estávamos eu e minha irmã, duas crianças imigrantes, que não sabiam falar inglês, terrivelmente assustadas, chorando e procurando ajuda.

“O último barco salva-vidas estava sendo lotado. Um cavalheiro de meia-idade estava com a esposa grávida, bem jovem. Ele a ajudou a entrar no barco salva-vidas, daí olhou para o convés e viu outros que queriam embarcar nele. Beijou a esposa, despedindo-se dela, e, ao retornar ao convés, agarrou a primeira pessoa que encontrou no caminho. Felizmente, eu estava ali no lugar certo e na hora certa, e ele me colocou no barco salva-vidas. Eu gritei pela minha irmã que tinha ficado paralisada de terror. Com a ajuda de outros, ela também foi empurrada para dentro do barco salva-vidas. Quem era o cavalheiro bravo que fez este ato de bondade? Ficamos sabendo que era John Jacob Astor IV. Ele tinha então 48 anos e sua esposa, Madeleine, 19 anos. Estavam viajando para os Estados Unidos porque queriam que seu filho nascesse ali. Muitas histórias foram escritas nos jornais contando como John Jacob Astor deu a sua vida por um jovem imigrante. Os registros da história da família Astor indicam que, segundo a Sra. Astor, o Sr. Astor discutiu com um dos tripulantes que tentara impedi-lo de ajudar a esposa a entrar no barco salva-vidas. Ele fez isso mesmo assim. E, como já mencionei, beijou-a e, voltando ao convés, começou a ajudar outros a entrar no barco salva-vidas.

“Sentia-me feliz de estar no barco salva-vidas, mas, mesmo assim tinha pena dos que foram deixados no Titanic. Olhando para trás para o enorme e belo navio, pude vê-lo de outro ângulo e, estando ainda acesas algumas luzes, pude ver o tamanho e a beleza do navio. Na calada da noite, sendo o som conduzido tão bem por cima das águas, podíamos ouvir a banda tocar no convés e as pessoas cantar: ‘Mais perto de Ti, meu Deus.’ A tripulação remou o mais longe possível do navio. Havia temores de que aconteceria uma sucção quando o navio fizesse seu mergulho final até as profundezas do oceano. Isso não aconteceu, tampouco houve uma explosão como alguns pensaram que haveria. As águas estavam extraordinariamente calmas naquela noite, o que foi bom, pois a maior parte dos barcos salva-vidas estava sobrecarregada de gente.

“O Titanic afundou por volta das 2,20 horas da madrugada, no dia 15 de abril de 1912, segundo os registros. Eu o vi submergir no oceano para seu fim horrível. O momento em que afundou deixou em mim uma recordação de uma coisa que me persegue até hoje. Foi o barulho lúgubre de pessoas que gemiam e gritavam freneticamente pedindo socorro, ao serem lançadas nas águas geladas. Quase todos morreram do frio das águas. O barulho durou cerca de 45 minutos e, daí, foi se desvanecendo.”

Meu tio calou-se por um momento, relembrando. Depois prosseguiu: “Enviara-se um SOS por volta da meia-noite. Foi recebido pelo S. S. Carpathia, da Cunard White Star Line. Ele se achava a uns 93 quilômetros de distância e virou imediatamente para o lado contrário de sua rota, que era em direção a Gibraltar, e veio a todo vapor para socorrer. Chegou por volta das 4:30 horas da madrugada. É curioso que o S. S. Californian se achava a apenas 32 quilômetros do local onde o Titanic naufragou, mas o operador do rádio não recebeu o sinal SOS porque estava de folga. Relatos posteriores diziam que o Californian viu realmente luzes de foguetes de sinalização dentro da noite, mas pensou-se que os passageiros do Titanic estivessem lançando fogos de artifício em celebração de sua viagem de estréia.

“O Carpathia completou as operações de salvamento por volta das 8,30 horas da manhã. Nosso barco salva-vidas foi um dos últimos a ser salvo. Após sermos levados a bordo do navio, sermos agasalhados, terem-nos dado chá quente e fazerem sentir-nos bem, eu me sentia feliz de estar vivo, embora estivesse com um casaco e sapatos grandes demais para mim.

“Mais tarde, o comandante do Carpathia convidou todos os sobreviventes a ir ao convés para ver o iceberg. Na minha mente de 12 anos de idade ficou gravado o tamanho dele como sendo da altura de uma casa de dois andares, muito mais larga e com uma enorme chaminé. O navio nos conduziu até Nova Iorque antes de continuar sua viagem até Gibraltar, um gesto bondoso da parte da direção da Cunard White Star Line. Chegamos a Nova Iorque às 20,30 horas de quinta-feira, 18 de abril, e fomos levados às docas da Cunard White Star.

“Relembrando aquelas longas horas no barco salva-vidas, parece agora um milagre termos alcançado com segurança o Carpathia. O frio cortante era quase insuportável. Ficamos todos juntinhos para nos conservar quentes. As pessoas eram bondosas umas com as outras. Lembro-me de como ventava no convés do Carpathia. Os ventos chegavam a atingir diversos nós por hora. Felizmente, os ventos haviam deixado de soprar por tempo suficiente para a missão de resgate. Se as águas não tivessem permanecido calmas e tranqüilas durante esse período, é duvidoso que as operações de salvamento tivessem sido tão bem-sucedidas.”

“Morreu alguém nos barcos salva-vidas?” perguntei.
“Só sei de uma pessoa no nosso barco salva-vidas que morreu de frio. O corpo foi envolvido num lençol e lançado fora do barco.”
“Havia homens no seu barco salva-vidas?”
“Só mulheres e crianças, segundo a ordem da tripulação, com exceção de poucos membros da tripulação que serviram como remadores. Havia um casal jovem com um bebê, que ludibriou a tripulação. A esposa era muito arguta; ela vestiu o jovem marido de mulher, cobriu-lhe a cabeça com um xale e lhe entregou o bebê. Ele estava num barco salva-vidas e ela no nosso. Ambos foram resgatados pelo Carpathia.

“Ao chegarmos a Nova Iorque, esperávamos ser levados à ilha Ellis para passar pelo serviço de imigração. Entretanto, isto foi dispensado por causa da dor e do sofrimento que os sobreviventes já haviam suportado. Fomos entregues à Cruz Vermelha para sermos reunidos a nossas famílias. Meu irmão mais velho, Isaac, estava em Nova Iorque e nosso encontro foi marcado de uma mistura de sentimentos de alegria e de tristeza. Meu pai ainda se encontrava na França. Entretanto, concluímos que, se ele estivesse conosco no Titanic, não sobreviveria, por causa da norma de deixarem entrar apenas mulheres e crianças nos barcos salva-vidas. Talvez até mesmo tivesse dificultado nossa sobrevivência. Teríamos achado difícil abandonar papai a bordo do Titanic e procurar nossa própria segurança. Felizmente para ele, três meses mais tarde, chegou em segurança num outro navio.”

Meu tio pausou, perdido nos seus pensamentos sobre essa terrível experiência. Finalmente, interrompi seu devaneio. “O senhor sobreviveu àquela tragédia. Bem, quando aprendeu sobre esta iminente tribulação dos ‘últimos dias’?”

“Passemos de 1912 para 1930”, disse ele. “Um colportor procedente de Brooklyn, Nova Iorque, visitara Jacksonville, na Flórida, onde residiam a família de meu irmão mais velho e minha família, composta de minha esposa, meu filho e eu. Meu irmão mais velho vinha estudando a Bíblia com Testemunhas de Jeová que falavam árabe. Ele próprio se tornara Testemunha ativa. O colportor, chamado George Kafoory, realizava diversas reuniões para as pessoas de língua árabe. Eu recebi um exemplar do livro A Harpa de Deus em árabe. Após muitos debates com meu irmão, fiquei tão aborrecido que lhe disse por fim: ‘Eu o repudio como irmão, porque você abandonou a sua antiga religião grega ortodoxa. Não posso crer que você nunca mais fará o sinal da cruz, o símbolo da Trindade.’

“Eu amava meu irmão e fiquei profundamente perturbado com esta brecha entre nós. Passados meses, deparei com aquele livro A Harpa de Deus que eu havia adquirido. Tinha ajuntado pó mas eu o abri e me pus a lê-lo no começo da tarde e prossegui até depois da meia-noite. A verdade da Palavra de Deus começou a penetrar no meu coração. Passei a assistir a um estudo que era feito para pessoas de língua árabe e fui batizado em 1933.

“Mais um acontecimento se destaca em minha vida. Foi em 1949 que tive condições financeiras para fazer uma viagem com a qual vinha sonhando por vários anos. Eu tinha um meio-irmão mais velho no Líbano a quem eu desejava visitar e partilhar com ele a esperança do Reino. No vôo de volta ao Líbano, nossa rota nos levou por cima da Groenlândia e também bem perto acima do local onde o Titanic naufragara. Fiquei tomado de emoção ao olhar para baixo para as águas geladas do Atlântico e refletir sobre aquela ocasião triste.

“Uma aeromoça, notando as lágrimas que me rolavam na face, inclinou-se para mim calmamente, deu-me uma batidinha no braço e perguntou: ‘Está-se sentindo mal? Posso ajudá-lo?’ Respondi: ‘Não, só estava pensando no tempo em que tinha 12 anos. Eu estava a bordo de um grande navio, o Titanic, que foi a pique e mais de 1.500 pessoas perderam a vida nessas mesmas águas lá embaixo. Ainda não consigo esquecer aquela madrugada frenética e os gritos de socorro que vinham do meio da escuridão e daquelas águas geladas’. ‘Como é triste’, disse a linda aeromoça de cabelos escuros. ‘Lembro-me de ter lido sobre o desastre do Titanic.’

“Completei a viagem até o Líbano. Felizmente, meu meio-irmão mais velho se interessava pela Bíblia. Ele também se tornou mais tarde uma testemunha cristã, dedicada, de Jeová.”

Meu tio Louis concluiu sua história com uma expressão de esperança de que o reino de Deus substituirá o atual sistema satânico de coisas.

“A verdade da Palavra de Deus”, declarou ele, “tem sido uma força orientadora em minha vida. Agradeço a Jeová que me poupou a vida no desastre do Titanic e que tenho tido a oportunidade de servi-lo agora nestes críticos ‘últimos dias’”. Ele morava perto de seu irmão mais velho e a esposa deste, e junto com eles serviu a Jeová o melhor que pôde até o dia de sua morte. Nunca cessou de orar para que a vontade de Deus seja feita na terra como no céu. (Mateus 6:9, 10) Ele tinha forte esperança de que, se morresse antes do Armagedom, Deus o ressuscitaria do poder da sepultura por meio de uma ressurreição para a vida.

Elias Nicola-Yarred, este era o nome verdadeiro de “Louis Garrett”, 12 anos, de Hakoor, Líbano que estava viajando com sua irmã Jamila Nicola-Yarred “Amélia Garrett”, 14 anos.

Embarcaram como passageiros da terceira classe, aonde se constam com os seus nomes verdadeiros na lista oficial do Titanic. Uma vez que chegaram à Florida, seus nomes verdadeiros foram anglicizados - Elias transformou-se “Louis Nicholas Garrett” e Jamila assentou bem o nome “Amélia Garrett”.

“Louis Garrett” morreu fiél a Jeová Deus, aos 81 anos em Atlanta, Geórgia, em 31 de maio de 1981. Seu último irmão Isaac, morreu em março de 1985 em Jacksonville USA, na idade de 91 anos.


Especialmente no último século tornou-se bem evidente a tolice de se confiar na sabedoria humana.

Titanic, o maior, o mais rápido e o mais luxuoso navio da época.
Dizia-se que o Titanic era insubmersível! Já mais sofreria um naufrágio.

Mas o titanic não completou nem sua primeira viagem!














O “Titanic”, de 269 metros de comprimento, era o maior navio dos mares. Seu deslocamento excedia ao dos navios de combate contemporâneos em 5.000 toneladas. Seu casco se dividia em 16 compartimentos à prova de água, e, porque quatro destes podiam ser inundados sem que o navio se afundasse, acreditava-se que fosse insubmersível. “Quanto à segurança, . . . o ‘Titanic’ era a última palavra em matéria de construção.” (“Times” de Nova Iorque, de 16/4/1912) Mas o “iceberg” fatal fez um corte de 90 metros no lado do navio, inundando cinco de seus compartimentos à prova de água, e o “insubmersível’ “Titanic” foi a pique.
O naufrágio resultou na morte de 1.517 pessoas, hierarquizando-a como uma das piores catástrofes marítimas da história e de longe a mais infame. O Titanic desprovia de algumas das mais avançadas tecnologias disponíveis da época e foi popularmente referenciado como "inafundável" - na verdade, um folheto publicitário de 1910, da White Star Line, sobre o Titanic, alegava que ele foi "concebido para ser inafundável". Foi um grande choque para muitos que, apesar da tecnologia avançada e experiente tripulação, o Titanic ainda afundou com uma grande perda de vidas humanas. Os meios de comunicação social sobre o frenesi de vítimas famosas do Titanic, as lendas sobre o que aconteceu a bordo do navio, as mudanças resultantes do direito marítimo, bem como a descoberta do naufrágio em 1985 por uma equipe liderada por Robert Ballard fizeram a história do Titanic persistir famosa desde então.
Noventa anos após a tragédia do Titanic, em abril de 1912, foi identificado um bebê vítima do naufrágio, disse o jornal londrino The Times. O corpo dele, junto com outros 43 não-identificados, foi encontrado flutuando na água e enterrado na Nova Escócia, Canadá. Na lápide tumular constava: “Uma criança desconhecida”. Por meio do teste de DNA, uma equipe de 50 cientistas, historiadores, genealogistas e dentistas identificaram a criança como Eino Panula, um bebê finlandês de um ano e um mês que havia morrido com a mãe e quatro irmãos. A família queria começar vida nova na América com o pai que havia ido na frente e esperou por eles em vão. Como ninguém reclamou nem identificou o corpo do bebê, a tripulação do navio de resgate canadense o “adotou”, arcando com as despesas do enterro. Outras vítimas desconhecidas do Titanic talvez venham também a ser identificadas por meio do teste de DNA. Para ajudar na investigação, “uma prima de segundo grau [de um dos mortos] forneceu uma amostra de sangue logo após o ‘centésimo aniversário’ dele”, disse o artigo.

TITANIC


a história (ficção/ realidade), que mais impactou a minha vida!
um amor puro, nascido em segundos, como se sempre se conheceçem, combatido até à morte!

senti ...  suas alegrias, desejos, paixão, complicidade, felicidade, a cada segundo do filme.., cada... e ainda sigo sentindo...

a sua separação, a sua luta, a morte... levando... mas deixando algo muito forte... principalmente a confiança nela, mulher, sobrevivente, que quando morreria, morreu, foi ter com ele, na confiança irremovível  de que ele estava à sua espera!!!

a simplicidade e profissionalismo das personagens, conseguiram transmitir  no écran segundo a segundo, passo a passo, que o amor entre dois seres pode ser puro, pura entrega, e que poder ser realizado como  duas crianças que apenas querem viver esse amor, na vida.... e mais nada......

o voarem ....  junto... de braços abertos, sentindo tudo aquilo que a natureza nos dá, sem imposições, as lágrimas compartilhadas, a tentativa de extrema protecção daquele que amas, a dor da despedida na morte compartilhada,


tudo me mostrou que um tipo de amor assim não é deste mundo, muito difícil de ser alcançado aqui, onde estamos,

e, só me resta, muita pena, minha, de Deus não me ter ofertado em toda a minha vida, um sentimento tão completo, tão profundo, transbordando de pureza, onde se possa sentir  simplesmente que a vida vale apenas ser vivida por simples e sincero AMOR







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terça-feira, 31 de maio de 2011

A maior força do universo




Para alcançarmos a felicidade, uma vida plena, usufruindo de todas as benesses que esta vida nos oferece, devemos ter conhecimento, dentro de nossa condição de discernimento, como funciona esta máquina maravilhosa que é o ser humano.
Devemos entender que nossas ações, no dia a dia, passam por influências que fogem do nosso comando, mesmo que seja naquele momento em que necessitamos acionar nosso mecanismo de ação corporal e mental.
Uma simples sede passa a ser um ato complexo que aciona outra gama de mecanismos do nosso organismo, influenciado por determinações, no primeiro momento fora de nossa consciência.
A vontade externa, isto é, a consciência de beber água veio de uma necessidade interna de nosso organismo que naquele momento necessita dessa água.
Cientistas têm descoberto que muitos atos que no primeiro momento acreditamos ser de nossa vontade consciente surgem primeiramente do nosso inconsciente.
Nosso organismo possui células das mais variadas, que tem inteligência e função própria independente.
Todas as células têm função específica em nosso organismo, sem nosso conhecimento e domínio.  Algumas  células produzem secreção por contra própria.
As células dos testículos secretam o sêmem, as células dos rins secretam  a urina.
Há células que tem a função de soldados que defendem o corpo das investidas ou ataques de matérias venenosas ou de germes.
Essas células detectam tais organismos estranhos e os expulsam de nosso corpo.
Há células que tem a função de transportar os alimentos  para os tecidos e órgãos.
Assim entendendo, as células fazem seu trabalho sem nosso conhecimento e vontade.
Essas funções são controladas pelo sistema nervoso simpático que os mantêm conectados e em comunhão com nosso cérebro. Todos os impulsos cerebrais são transmitidos às células.
Sendo assim, passamos a entender que nosso organismo depende de nosso estado cerebral e está diretamente ligado e enormemente afetado pelas condições de nosso estado de ânimo.
Se houver em nosso cérebro estado de desânimo, depressão e outras emoções e pensamentos negativos, de imediato essas influências serão absorvidas  por cada célula de nosso corpo.
Desta forma, fica criada uma confusão e um desconforto que serão sorvidos pelo nosso sistema nervoso, e as células soldados entram em descompasso, criando um estado de pânico, perdendo suas funções, tornando-se ineficientes, ocasionando as doenças do corpo e da mente.
A força vital passa a não funcionar satisfatoriamente, baixando o nível de sua vitalidade, criando em nossa mente, pelo descompasso do funcionamento das células, o desânimo, a infelicidade, a desarmonia, a ansiedade e outros malefícios da mente e do corpo.
Passamos assim a entender que o pensamento é a maior força do universo, e a arma mais poderosa de que se tem notícia. O pensamento move montanhas, transforma e edifica, quando é constituído de forma construtiva, sadia.
Sendo assim, precisamos aperfeiçoar nossa técnica para utilizar nossa força do pensamento.
O pensamento passa a ser palpável, sentido.
O pensamento é uma grande força que tem a capacidade de mover e criar coisas.
O pensamento é dinâmico e sutil. 
Através do pensamento você se torna poderoso, criador e destruidor, conforme a direção dada a esse pensamento.
Quando  aprende a controlar o pensamento em busca de seus objetivos  e sonhos, você passa a ser uma pessoa poderosa, provida de uma força descomunal.
O mundo é movido por pensamentos.
Toda a exteriorização da realidade é em virtude do pensamento.
O bem, o mal, o amigo, o inimigo, a virtude, o malefício existem somente em sua mente.
O homem cria em sua mente um mundo do bem ou do mal, da alegria e da felicidade, do sofrimento e da paz.
Toda situação em que se possa encontrar uma pessoa parte de sua imaginação, de sua criação mental.
Sendo assim, devemos estar atentos e vigilantes para a qualidade de pensamento que aflora à nossa mente.
Só e somente dessa forma podemos alcançar a felicidade tão almejada por todos.



Escrito por Luiz Roberto Teixeira de Siqueira   

O poder dos pensamentos e das palavras

Hoje em dia, fala-se muito em se ter um corpo saudável e atlético. Uma gama de informações e técnicas sobre o assunto podem ser encontradas facilmente, estão a nosso dispor, basta abrir qualquer jornal ou revista para encontrar dicas de saúde.

No entanto, além desta preocupação em termos um corpo saudável e cheio de energia, é preciso observar também a nossa saúde mental. Dominar a mente não é nada fácil, exige-se um trabalho árduo e contínuo de observação de nossos pensamentos.
Desde o momento em que acordamos até quando nos deitamos, nossos pensamentos povoam nossa vida e, na maioria das vezes, nem sequer nos damos conta desse mecanismo.
O texto abaixo é uma adaptação de palestra dada por Maristela Yamacita, instrutora de yoga e massoterapeuta, filiada ao Sistema Shivam Yoga.

O PODER DOS PENSAMENTOS E DAS PALAVRAS

Segundo Swami Sivananda:

“PALAVRA É PODER. PALAVRA É ENERGIA.”
OS PENSAMENTOS, ASSIM COMO AS PALAVRAS TÊM UMA FORÇA, UMA ENERGIA.

Devemos procurar ter muita consciência e cuidado no uso da palavra e no fluxo dos nossos pensamentos.

OS PENSAMENTOS E AS PALAVRAS AFETAM NOSSA VIDA E O MUNDO AO NOSSO REDOR.

Nós devemos estar sempre muito vigilantes e conscientes como e o que nós falamos com as pessoas para mantermos relacionamentos mais harmoniosos.
Para que nós usemos palavras adequadas no tom certo, na hora certa, os seus pensamentos também têm que estar harmoniosos e disciplinados.
A qualidade de nossos pensamentos vai determinar a nossa saúde, os nossos relacionamentos e o nosso destino.
É de extrema importância nós fazermos um esforço para não pensarmos coisas negativas de ninguém e nem das situações do cotidiano.
Ainda, conforme Sivananda:

“OS PENSAMENTOS SÃO FORÇAS QUE ESCULPEM A APARÊNCIA, AMOLDAM O CARÁTER, MUDAM O DESTINO E FAZEM DA VIDA UM SUCESSO TOTAL.”

Os pensamentos são como ondas de rádio. Uma pessoa sábia e evoluída que tenha paz, equilíbrio, harmonia e ondas espirituais difunde pelo mundo pensamentos de harmonia e paz. Esses pensamentos viajam com rapidez fulminante em todas as direções, entram na mente das pessoas e nelas produzem sentimentos iguais de harmonia e paz.
Em contraste com isso, a mente repleta de inveja, vingança e ódio de uma pessoa, difunde pensamentos discordantes que entram nas mentes de milhares de pessoas, nelas suscitando pensamentos na mesma onda vibratória.
Nós estamos sujeitos a captar sentimentos positivos e negativos de acordo com a sintonia de nossa mente. Estamos cercados por um oceano de pensamentos, onde absorvemos uns e rejeitamos outros.
Os pensamentos são coisas vivas. Quanto mais forte forem, mais rapidamente frutificarão. O pensamento é focalizado e isso lhe dá determinada direção e, na proporção em que for focalizado e dirigido, estará o efeito que pretende alcançar.
Cada pensamento que nós criamos é uma vibração que jamais perece. Faz vibrar continuamente cada partícula do Universo e, se nossos pensamentos forem nobres, harmônicos e fortes eles colocarão em vibração todas as mentes que tenham afinidade com a nossa.
Não acumule no cérebro informações inúteis. Aprenda a aquietar a mente. Esqueça tudo que não lhe for útil. Só então você poderá encher sua mente de pensamentos positivos e assim você irá adquirir nova força mental.

A TEORIA DA CÉLULA E OS PENSAMENTOS

Uma célula é uma massa de protoplasma com um núcleo. É dotada de inteligência. Certas células representam o papel de soldado, defendem o corpo das investidas ou ataques de matérias venenosas estranhas ou de germes. Elas os digerem e os expelem.
As células realizam seu trabalho sem o conhecimento consciente de nossa vontade. Suas atividades são controladas pelo sistema nervoso simpático. Estão em comunhão direta com a mente no cérebro.
Todo impulso da mente, todo pensamento é transmitido às células. Estas são enormemente afetadas pelas várias condições ou estados de ânimo. Se na mente existir confusão, depressão e outras emoções e pensamentos negativos estes serão transmitidos telegraficamente através dos nervos a cada célula do corpo. As células soldado entram em pânico. Enfraquecem. Ficam incapacitadas para executar corretamente suas funções. Tornam-se ineficientes.
As pessoas que sofrem de doenças, fraquezas e moléstias têm seus átomos, moléculas e células produzindo vibrações desarmoniosas e discordantes. Carecem de espereançca, confiança, fé e alegria. A força vital delas não está funcionando bem, o nível de sua vitalidade é baixo. Estão com a mente cheia de medo, desespero, preocupação e ansiedade.

O PENSAMENTO, SEU PODER, FUNCIONAMENTOS E USOS

O pensamento é um poder vital, ativamente dinâmico – a força mais vital e sutil que existe no universo.
Nós vivemos em um mundo de pensamentos. Primeiro existe o pensamenteo, depois vem a expressão deste através do órgão vocal, dos gestos etc. O pensamento e a linguagem estão intimamente ligados.

OS PENSAMENTOS SÃO PODERES GIGANTES. CONTROLAM SUA VIDA, AMOLDAM SEU CARÁTER E ESTRUTURAM SEU DESTINO.

A purificação e o controle da mente são a finalidade básica de todos os tipos de yoga.
Pensamentos positivos contínuos fortalecem a sua aura, o seu campo de proteção e iluminam seu rosto. A expressão facial expõe, também, o estado interior da mente.
Os pensamentos de preocupação e de medo são forças terríveis dentro de nós mesmos. Envenenam a própria fonte de vida e destroem a harmonia, a eficiência de agir, a vitalidade e o vigor.
Enquanto que os pensamentos opostos, de bom-humor, alegria e coragem, curam, acalmam e, em vez de irritar, aumentam enormemente a eficiência e multiplicam os poderes mentais. Procure estar de bom-humor sempre. Sorria! Exercite Santosha, o contentamento, um dos preceitos do Yoga.

UM CORPO SÃO TORNA A MENTE SÃ.

A grande lei “os semelhantes exercem mútua atração” também opera no mundo do pensamento. Pessoas que pensam de maneira semelhante procuram umas às outras.
O velho provérbio “um homem se torna o que pensa ser” é uma das leis básicas do pensamento.

PENSE QUE É FELIZ E SE TORNARÁ FELIZ!

Analise sempre seus pensamentos. Pense bem de todos. Faça os outros felizes. Então colherá felicidade. É a lei do Karma.
Pela sua boa maneira de pensar, pelo exame da qualidade de seus pensamentos, pela introspecção, pela sua nobreza mental ativa, a pessoa com discernimento constrói um caráter nobre e amolda seu grande destino.
O mecanismo é assim: o indivíduo semeia um pensamento e colhe uma ação. Semeia um ato e colhe um hábito. Semeia um hábito e colhe um caráter. Semeia um caráter e colhe um destino.
Não reclame de ambientes desfavoráveis. Crie o seu próprio mundo e ambientes mentais. O indivíduo que tenta desenvolver-se ou crescer em ambientes adversos será realmente forte e poderoso. Nada o abalará.
Aquele que por longa prática controlou a ira, possui enorme poder de pensamento.

AFASTE DE SUA MENTE TODOS OS PENSAMENTOS DESNECESSÁRIOS E INÚTEIS. OS PENSAMENTOS INÚTEIS IMPEDEM O SEU CRESCIMENTO ESPIRITUAL.

Seja dono de seu próprio destino. Pelo poder de seu pensamento você mesmo é que faz o seu destino. Pode desfazê-lo se quiser. Em você estão latentes todas as faculdades, energias e poderes. Desenvolva-as e se torne livre e grande!

OM SHIVA!

Fonte: SIVANANDA, Swami. O poder dos pensamentos pela Ioga. Editora Pensamento.

domingo, 29 de maio de 2011

Assim me sinto... de asas cortadas !!



cortei minhas asas, em vida, fui obrigada,sinto-me obrigada, e nesse acto perdi-me...

e por muito que me busque já percebi que não me vou encontrar... nunca... aqui.... porque me perdi, e não tenho mais forças para me encontrar ... não me quero encontrar .... não quero !!!

só me entrego dia a dia àquilo que eu não escolhi, entrego-me à vida e ela me carrega, carrega-me e leva-me, tansporta-me para onde ela quer, porque desisti de lutar, de marcar meu caminho, e ela faça o que quer de mim... faça o quiser ...


não luto mais .... desisti ...


RUN to you ...

Dedicado ao AMOR que não consegui viver nesta Vida (que ninguém conseguiu me dar)!!

Gabriel my Angel

Filosofar me vai na alma




E porque sinto a falta de filosofar, tudo que me vai na alma, e de com quem filosofava, consegui filosofar, como nunca, e porque a vida nos introduz em encruzilhas, forte, muito fortes, que outros nunca entenderiam, mas que faz parte da nossa jornada, continuo em alma quebrada, sempre, até encontrar e filosofar novamente, não neste mundo, mas no outro, quem me entendia e comigo filosofava com toda sua alma!!!

Entrego-me ...

CHORAR ...



e porque sempre me disseram... sempre ouvi... chora ... chorar alívia a alma!!! 




mas digo, chorando, e só o faço quando a minha alma está frágil que nem folha seca ao vento forte... sinto ainda mais a dor dentro ... sinto a solidão... que me fez chorar por não ter ninguém para desabafar o que me dói na alma, o que me fez estravasar o que já não aguento dentro de tanta dor, que tem de sair por não caber mais dentro...


chorar, pouco choro, pois chorando é mostrar a mim mesma, que tentando isso sempre esconder, que, afinal, por muito que me engane, estou, sempre estive ... sózinha ....!!


e no choro, entrego-me a mim mesma ....

sexta-feira, 27 de maio de 2011

EU SOBREVIVI AO NAUFRÁGIO DO TITANIC - Uma história real e emocionante!




TUDO começou quando eu estava visitando meus pais idosos e meu tio em Jacksonville, na Flórida, E.U.A. Foi pouco antes de meu tio morrer recentemente. Como de costume, fomos ao Salão do Reino das Testemunhas de Jeová no domingo de manhã para assistir a um discurso público. Ouvimos um excelente discurso: “Será um dos Sobreviventes dos ‘Últimos dias’?” A caminho de volta para casa, meu tio disse: “Esse discurso me fez lembrar do tempo em que sobrevivi a um terrível desastre.” Pausou por um momento, daí disse: “Sabem, eu sobrevivi ao naufrágio do Titanic.”

Mais tarde, pedi a meu tio, Louis Garrett, que me contasse a sua experiência no Titanic.

“Deixe-me voltar ao início”, disse ele. “Nasci em 1900, em Hakoor, Líbano, um vilarejo na região montanhosa que fica cerca de 130 a 140 quilômetros ao norte de Beirute. Minha família possuía e operava um moinho de pedra movido à força hidráulica que moía trigo para a produção de farinha. Meu pai era o moleiro do vilarejo. Minha família decidiu emigrar para os Estados Unidos. Em 1904, minha mãe e minhas duas irmãs deixaram o Líbano. Mais tarde, em 1906, meu irmão mais velho foi para os Estados Unidos. Em 1912, para completar a emigração da família, meu pai, minha irmã e eu devíamos partir para os Estados Unidos.

“Em março de 1912, viajamos de navio até Marselha, França. Enquanto estávamos lá, reservamos passagens no Titanic para irmos a Nova Iorque na sua viagem de estréia. A data da viagem era 10 de abril de 1912. Meu pai teve de ficar em Marselha, porque não passou no exame médico requerido por causa de uma infecção nos olhos.” Meu tio sorriu e exclamou: “As coisas aconteceram de um modo muito afortunado para ele!”

“Minha irmã tinha 14 anos”, prosseguiu ele, “e eu tinha 12 quando embarcamos no Titanic. Ficamos tristes de deixar papai para trás, mas estávamos emocionados de estar a bordo do R.M.S. Titanic, o maior, o mais rápido e o mais luxuoso navio da época — e também se dizia que era insubmersível! Havia mais de 2.200 pessoas a bordo, inclusive algumas das pessoas mais ricas e mais influentes da época. Muitos estavam no Titanic para celebrar a sua viagem de estréia. Era a coisa chique a fazer para os socialmente proeminentes. A velocidade do navio foi como se esperava. A chegada a Nova Iorque estava prevista para quarta-feira, 17 de abril. As águas estavam calmas e o tempo tipicamente um tanto frio para abril.

“No domingo, 14 de abril, nosso quinto dia no mar, o tempo ficou excepcionalmente frio — tão intensamente frio que não havia muitas pessoas no convés superior do navio. Ouvimos dizer que haviam sido dados avisos sobre icebergs (massas de gelo flutuantes) naquela área. Não se esperava avistar algum na rota do navio, portanto o Titanic manteve sua velocidade máxima. Entretanto, o comandante do Californian, outro navio no Atlântico do Norte, avisou por rádio o Titanic sobre serem avistados icebergs no nosso caminho. Isto foi desconsiderado. O preço pago pelo excesso de confiança da parte do comandante Smith, quase 700 co-tripulantes e mais de 800 passageiros, foi realmente muito elevado.

“Às 23,45 horas aproximadamente, no domingo de 14 de abril, eu e minha irmã acordamos devido a uma sacudida. Ela estava no beliche de cima na cabina e exclamou: ‘Aconteceu alguma coisa!’

“‘Torne a dormir’, eu lhe disse. ‘Você se preocupa demais.’ Pouco depois, um senhor idoso, que ficamos conhecendo no navio e que tinha interesse paterno por nós, veio à nossa cabina e disse calmamente: ‘Saiam da cabina e vão ao convés superior. Não se preocupem em levar seus pertences agora. Poderão buscar mais tarde.’

“Nossas passagens eram de terceira classe, o que significava que só podíamos ir até o convés da segunda classe. Mas os da segunda e da terceira classe não podiam ultrapassar um portão vigiado que dava para o convés superior da primeira classe. Todavia, foi-nos dito que seria prudente irmos ao convés superior da primeira classe, a fim de termos mais probabilidade de entrar num barco salva-vidas. O único meio de podermos fazer isso era por subirmos pela escada de ferro desde o convés da terceira classe embaixo até cinco ou seis conveses acima aos barcos salva-vidas. Fizemos isso com muita dificuldade, pois foi difícil para minha irmã trepar na escada de ferro. Mas, com a ajuda de outros, conseguimos.

“Que cena! A maioria dos barcos salva-vidas já tinham partido. A tripulação só permitia que mulheres e crianças entrassem nos barcos salva-vidas — não havia suficientes para todos. Vimos mulheres chorando, não querendo deixar seus maridos; maridos implorando a suas esposas e filhos que se apressassem a entrar nos barcos salva-vidas. Em meio a este total pandemônio e histeria em massa estávamos eu e minha irmã, duas crianças imigrantes, que não sabiam falar inglês, terrivelmente assustadas, chorando e procurando ajuda.

“O último barco salva-vidas estava sendo lotado. Um cavalheiro de meia-idade estava com a esposa grávida, bem jovem. Ele a ajudou a entrar no barco salva-vidas, daí olhou para o convés e viu outros que queriam embarcar nele. Beijou a esposa, despedindo-se dela, e, ao retornar ao convés, agarrou a primeira pessoa que encontrou no caminho. Felizmente, eu estava ali no lugar certo e na hora certa, e ele me colocou no barco salva-vidas. Eu gritei pela minha irmã que tinha ficado paralisada de terror. Com a ajuda de outros, ela também foi empurrada para dentro do barco salva-vidas. Quem era o cavalheiro bravo que fez este ato de bondade? Ficamos sabendo que era John Jacob Astor IV. Ele tinha então 48 anos e sua esposa, Madeleine, 19 anos. Estavam viajando para os Estados Unidos porque queriam que seu filho nascesse ali. Muitas histórias foram escritas nos jornais contando como John Jacob Astor deu a sua vida por um jovem imigrante. Os registros da história da família Astor indicam que, segundo a Sra. Astor, o Sr. Astor discutiu com um dos tripulantes que tentara impedi-lo de ajudar a esposa a entrar no barco salva-vidas. Ele fez isso mesmo assim. E, como já mencionei, beijou-a e, voltando ao convés, começou a ajudar outros a entrar no barco salva-vidas.

“Sentia-me feliz de estar no barco salva-vidas, mas, mesmo assim tinha pena dos que foram deixados no Titanic. Olhando para trás para o enorme e belo navio, pude vê-lo de outro ângulo e, estando ainda acesas algumas luzes, pude ver o tamanho e a beleza do navio. Na calada da noite, sendo o som conduzido tão bem por cima das águas, podíamos ouvir a banda tocar no convés e as pessoas cantar: ‘Mais perto de Ti, meu Deus.’ A tripulação remou o mais longe possível do navio. Havia temores de que aconteceria uma sucção quando o navio fizesse seu mergulho final até as profundezas do oceano. Isso não aconteceu, tampouco houve uma explosão como alguns pensaram que haveria. As águas estavam extraordinariamente calmas naquela noite, o que foi bom, pois a maior parte dos barcos salva-vidas estava sobrecarregada de gente.

“O Titanic afundou por volta das 2,20 horas da madrugada, no dia 15 de abril de 1912, segundo os registros. Eu o vi submergir no oceano para seu fim horrível. O momento em que afundou deixou em mim uma recordação de uma coisa que me persegue até hoje. Foi o barulho lúgubre de pessoas que gemiam e gritavam freneticamente pedindo socorro, ao serem lançadas nas águas geladas. Quase todos morreram do frio das águas. O barulho durou cerca de 45 minutos e, daí, foi se desvanecendo.”

Meu tio calou-se por um momento, relembrando. Depois prosseguiu: “Enviara-se um SOS por volta da meia-noite. Foi recebido pelo S. S. Carpathia, da Cunard White Star Line. Ele se achava a uns 93 quilômetros de distância e virou imediatamente para o lado contrário de sua rota, que era em direção a Gibraltar, e veio a todo vapor para socorrer. Chegou por volta das 4:30 horas da madrugada. É curioso que o S. S. Californian se achava a apenas 32 quilômetros do local onde o Titanic naufragou, mas o operador do rádio não recebeu o sinal SOS porque estava de folga. Relatos posteriores diziam que o Californian viu realmente luzes de foguetes de sinalização dentro da noite, mas pensou-se que os passageiros do Titanic estivessem lançando fogos de artifício em celebração de sua viagem de estréia.

“O Carpathia completou as operações de salvamento por volta das 8,30 horas da manhã. Nosso barco salva-vidas foi um dos últimos a ser salvo. Após sermos levados a bordo do navio, sermos agasalhados, terem-nos dado chá quente e fazerem sentir-nos bem, eu me sentia feliz de estar vivo, embora estivesse com um casaco e sapatos grandes demais para mim.

“Mais tarde, o comandante do Carpathia convidou todos os sobreviventes a ir ao convés para ver o iceberg. Na minha mente de 12 anos de idade ficou gravado o tamanho dele como sendo da altura de uma casa de dois andares, muito mais larga e com uma enorme chaminé. O navio nos conduziu até Nova Iorque antes de continuar sua viagem até Gibraltar, um gesto bondoso da parte da direção da Cunard White Star Line. Chegamos a Nova Iorque às 20,30 horas de quinta-feira, 18 de abril, e fomos levados às docas da Cunard White Star.

“Relembrando aquelas longas horas no barco salva-vidas, parece agora um milagre termos alcançado com segurança o Carpathia. O frio cortante era quase insuportável. Ficamos todos juntinhos para nos conservar quentes. As pessoas eram bondosas umas com as outras. Lembro-me de como ventava no convés do Carpathia. Os ventos chegavam a atingir diversos nós por hora. Felizmente, os ventos haviam deixado de soprar por tempo suficiente para a missão de resgate. Se as águas não tivessem permanecido calmas e tranqüilas durante esse período, é duvidoso que as operações de salvamento tivessem sido tão bem-sucedidas.”

“Morreu alguém nos barcos salva-vidas?” perguntei.
“Só sei de uma pessoa no nosso barco salva-vidas que morreu de frio. O corpo foi envolvido num lençol e lançado fora do barco.”
“Havia homens no seu barco salva-vidas?”
“Só mulheres e crianças, segundo a ordem da tripulação, com exceção de poucos membros da tripulação que serviram como remadores. Havia um casal jovem com um bebê, que ludibriou a tripulação. A esposa era muito arguta; ela vestiu o jovem marido de mulher, cobriu-lhe a cabeça com um xale e lhe entregou o bebê. Ele estava num barco salva-vidas e ela no nosso. Ambos foram resgatados pelo Carpathia.

“Ao chegarmos a Nova Iorque, esperávamos ser levados à ilha Ellis para passar pelo serviço de imigração. Entretanto, isto foi dispensado por causa da dor e do sofrimento que os sobreviventes já haviam suportado. Fomos entregues à Cruz Vermelha para sermos reunidos a nossas famílias. Meu irmão mais velho, Isaac, estava em Nova Iorque e nosso encontro foi marcado de uma mistura de sentimentos de alegria e de tristeza. Meu pai ainda se encontrava na França. Entretanto, concluímos que, se ele estivesse conosco no Titanic, não sobreviveria, por causa da norma de deixarem entrar apenas mulheres e crianças nos barcos salva-vidas. Talvez até mesmo tivesse dificultado nossa sobrevivência. Teríamos achado difícil abandonar papai a bordo do Titanic e procurar nossa própria segurança. Felizmente para ele, três meses mais tarde, chegou em segurança num outro navio.”

Meu tio pausou, perdido nos seus pensamentos sobre essa terrível experiência. Finalmente, interrompi seu devaneio. “O senhor sobreviveu àquela tragédia. Bem, quando aprendeu sobre esta iminente tribulação dos ‘últimos dias’?”

“Passemos de 1912 para 1930”, disse ele. “Um colportor procedente de Brooklyn, Nova Iorque, visitara Jacksonville, na Flórida, onde residiam a família de meu irmão mais velho e minha família, composta de minha esposa, meu filho e eu. Meu irmão mais velho vinha estudando a Bíblia com Testemunhas de Jeová que falavam árabe. Ele próprio se tornara Testemunha ativa. O colportor, chamado George Kafoory, realizava diversas reuniões para as pessoas de língua árabe. Eu recebi um exemplar do livro A Harpa de Deus em árabe. Após muitos debates com meu irmão, fiquei tão aborrecido que lhe disse por fim: ‘Eu o repudio como irmão, porque você abandonou a sua antiga religião grega ortodoxa. Não posso crer que você nunca mais fará o sinal da cruz, o símbolo da Trindade.’

“Eu amava meu irmão e fiquei profundamente perturbado com esta brecha entre nós. Passados meses, deparei com aquele livro A Harpa de Deus que eu havia adquirido. Tinha ajuntado pó mas eu o abri e me pus a lê-lo no começo da tarde e prossegui até depois da meia-noite. A verdade da Palavra de Deus começou a penetrar no meu coração. Passei a assistir a um estudo que era feito para pessoas de língua árabe e fui batizado em 1933.

“Mais um acontecimento se destaca em minha vida. Foi em 1949 que tive condições financeiras para fazer uma viagem com a qual vinha sonhando por vários anos. Eu tinha um meio-irmão mais velho no Líbano a quem eu desejava visitar e partilhar com ele a esperança do Reino. No vôo de volta ao Líbano, nossa rota nos levou por cima da Groenlândia e também bem perto acima do local onde o Titanic naufragara. Fiquei tomado de emoção ao olhar para baixo para as águas geladas do Atlântico e refletir sobre aquela ocasião triste.

“Uma aeromoça, notando as lágrimas que me rolavam na face, inclinou-se para mim calmamente, deu-me uma batidinha no braço e perguntou: ‘Está-se sentindo mal? Posso ajudá-lo?’ Respondi: ‘Não, só estava pensando no tempo em que tinha 12 anos. Eu estava a bordo de um grande navio, o Titanic, que foi a pique e mais de 1.500 pessoas perderam a vida nessas mesmas águas lá embaixo. Ainda não consigo esquecer aquela madrugada frenética e os gritos de socorro que vinham do meio da escuridão e daquelas águas geladas’. ‘Como é triste’, disse a linda aeromoça de cabelos escuros. ‘Lembro-me de ter lido sobre o desastre do Titanic.’

“Completei a viagem até o Líbano. Felizmente, meu meio-irmão mais velho se interessava pela Bíblia. Ele também se tornou mais tarde uma testemunha cristã, dedicada, de Jeová.”

Meu tio Louis concluiu sua história com uma expressão de esperança de que o reino de Deus substituirá o atual sistema satânico de coisas.

“A verdade da Palavra de Deus”, declarou ele, “tem sido uma força orientadora em minha vida. Agradeço a Jeová que me poupou a vida no desastre do Titanic e que tenho tido a oportunidade de servi-lo agora nestes críticos ‘últimos dias’”. Ele morava perto de seu irmão mais velho e a esposa deste, e junto com eles serviu a Jeová o melhor que pôde até o dia de sua morte. Nunca cessou de orar para que a vontade de Deus seja feita na terra como no céu. (Mateus 6:9, 10) Ele tinha forte esperança de que, se morresse antes do Armagedom, Deus o ressuscitaria do poder da sepultura por meio de uma ressurreição para a vida.

Elias Nicola-Yarred, este era o nome verdadeiro de “Louis Garrett”, 12 anos, de Hakoor, Líbano que estava viajando com sua irmã Jamila Nicola-Yarred “Amélia Garrett”, 14 anos.

Embarcaram como passageiros da terceira classe, aonde se constam com os seus nomes verdadeiros na lista oficial do Titanic. Uma vez que chegaram à Florida, seus nomes verdadeiros foram anglicizados - Elias transformou-se “Louis Nicholas Garrett” e Jamila assentou bem o nome “Amélia Garrett”.

“Louis Garrett” morreu fiél a Jeová Deus, aos 81 anos em Atlanta, Geórgia, em 31 de maio de 1981. Seu último irmão Isaac, morreu em março de 1985 em Jacksonville USA, na idade de 91 anos.


Especialmente no último século tornou-se bem evidente a tolice de se confiar na sabedoria humana.

Titanic, o maior, o mais rápido e o mais luxuoso navio da época.
Dizia-se que o Titanic era insubmersível! Já mais sofreria um naufrágio.

Mas o titanic não completou nem sua primeira viagem!














O “Titanic”, de 269 metros de comprimento, era o maior navio dos mares. Seu deslocamento excedia ao dos navios de combate contemporâneos em 5.000 toneladas. Seu casco se dividia em 16 compartimentos à prova de água, e, porque quatro destes podiam ser inundados sem que o navio se afundasse, acreditava-se que fosse insubmersível. “Quanto à segurança, . . . o ‘Titanic’ era a última palavra em matéria de construção.” (“Times” de Nova Iorque, de 16/4/1912) Mas o “iceberg” fatal fez um corte de 90 metros no lado do navio, inundando cinco de seus compartimentos à prova de água, e o “insubmersível’ “Titanic” foi a pique.
O naufrágio resultou na morte de 1.517 pessoas, hierarquizando-a como uma das piores catástrofes marítimas da história e de longe a mais infame. O Titanic desprovia de algumas das mais avançadas tecnologias disponíveis da época e foi popularmente referenciado como "inafundável" - na verdade, um folheto publicitário de 1910, da White Star Line, sobre o Titanic, alegava que ele foi "concebido para ser inafundável". Foi um grande choque para muitos que, apesar da tecnologia avançada e experiente tripulação, o Titanic ainda afundou com uma grande perda de vidas humanas. Os meios de comunicação social sobre o frenesi de vítimas famosas do Titanic, as lendas sobre o que aconteceu a bordo do navio, as mudanças resultantes do direito marítimo, bem como a descoberta do naufrágio em 1985 por uma equipe liderada por Robert Ballard fizeram a história do Titanic persistir famosa desde então.
Noventa anos após a tragédia do Titanic, em abril de 1912, foi identificado um bebê vítima do naufrágio, disse o jornal londrino The Times. O corpo dele, junto com outros 43 não-identificados, foi encontrado flutuando na água e enterrado na Nova Escócia, Canadá. Na lápide tumular constava: “Uma criança desconhecida”. Por meio do teste de DNA, uma equipe de 50 cientistas, historiadores, genealogistas e dentistas identificaram a criança como Eino Panula, um bebê finlandês de um ano e um mês que havia morrido com a mãe e quatro irmãos. A família queria começar vida nova na América com o pai que havia ido na frente e esperou por eles em vão. Como ninguém reclamou nem identificou o corpo do bebê, a tripulação do navio de resgate canadense o “adotou”, arcando com as despesas do enterro. Outras vítimas desconhecidas do Titanic talvez venham também a ser identificadas por meio do teste de DNA. Para ajudar na investigação, “uma prima de segundo grau [de um dos mortos] forneceu uma amostra de sangue logo após o ‘centésimo aniversário’ dele”, disse o artigo.

TITANIC


a história (ficção/ realidade), que mais impactou a minha vida!
um amor puro, nascido em segundos, como se sempre se conheceçem, combatido até à morte!

senti ...  suas alegrias, desejos, paixão, complicidade, felicidade, a cada segundo do filme.., cada... e ainda sigo sentindo...

a sua separação, a sua luta, a morte... levando... mas deixando algo muito forte... principalmente a confiança nela, mulher, sobrevivente, que quando morreria, morreu, foi ter com ele, na confiança irremovível  de que ele estava à sua espera!!!

a simplicidade e profissionalismo das personagens, conseguiram transmitir  no écran segundo a segundo, passo a passo, que o amor entre dois seres pode ser puro, pura entrega, e que poder ser realizado como  duas crianças que apenas querem viver esse amor, na vida.... e mais nada......

o voarem ....  junto... de braços abertos, sentindo tudo aquilo que a natureza nos dá, sem imposições, as lágrimas compartilhadas, a tentativa de extrema protecção daquele que amas, a dor da despedida na morte compartilhada,


tudo me mostrou que um tipo de amor assim não é deste mundo, muito difícil de ser alcançado aqui, onde estamos,

e, só me resta, muita pena, minha, de Deus não me ter ofertado em toda a minha vida, um sentimento tão completo, tão profundo, transbordando de pureza, onde se possa sentir  simplesmente que a vida vale apenas ser vivida por simples e sincero AMOR







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