quarta-feira, 31 de março de 2010




É PRECISO CAIR PARA DAR VALOR A QUANDO NOS LEVANTAMOS!

Sequestradores de alma - Você pode ser uma vítima

Li este artigo no site que frequento "Somos Todos Um", e achei que muitas pessoas vivem assim prisioneiras. Esta é uma forma de dar força a essas pessoas a ter coragem de avançar e lutarem pela sua própria liberdade: a de viver cada dia da sua Vida com alegria!!!!





- Você sabe o que é ser prisioneiro psicológico da trama secreta e obscura de outro alguém?
- Já teve ou está numa relação onde se sente preso e sem liberdade para ser você desde os aspectos mais simples até nos mais profundos do seu ser? Sempre abre mão dos seus desejos e escolhas em nome de acertar a sua relação com o outro, sentindo-se sempre devedor de algo não palpável?
- Percebe ser freqüentemente julgado e criticado sem se quer ter errado?
- Costuma ter dificuldade para discernir se seus sentimentos sobre sua liberdade são verossímeis ou não...
- Sente dúvida sobre si mesmo a ponto de se sentir culpado?
- Sente-se obrigado a fazer coisas em conjunto que pelo seu estilo de personalidade não gostaria de fazer nem junto e nem separado...?
- Fica preso como se andando em círculos se repetindo neste tipo de situação desagradável para você?

Se as respostas forem positivas é bem provável que você esteja sendo mais uma vitima desse tipo de seqüestro emocional.

Quais tipos de pessoas costumam ser vítimas desse tipo de seqüestrador?

- Em geral, são pessoas com carências afetivas importantes, pessoas de boa índole com certa dose de ingenuidade em relação ao outro e benevolência acima do limite. Pessoas sem malícias maiores. Pessoas que acreditam que a doença emocional sempre vai morar ao lado e nunca na própria casa onde se vive.

Como agem estes seqüestradores de almas?

- O primeiro passo é o da sedução sem limites. O seqüestrador se transforma naquilo em que a vítima mais necessita no momento e nunca as promessas são falsas, sempre as cumpre. As ofertas vêm desde suprimento de carência afetiva, a oferta de trabalho, dinheiro, roupas, viagens, etc.

O problema começa quando o preço oculto neste pacote de suposta bondade, doação e boa vontade começam a ser cobrados num padrão de sofisticação intelectual em que a vítima dificilmente consegue discernir como sendo algum tipo de cobrança, mas sente-se culpada e na obrigação de servir aos desejos e reclamações do parceiro. Este por sua vez, num mecanismo perverso, visa aprisionar o outro num sistema sutilmente violento onde a principal arma é a inserção do sentimento de culpa, a desqualificação e a negação de tudo que signifique a identidade do parceiro.

Como resultado, uma importante quebra da auto-estima e confiança se estabelece somando-se ao entendimento de que só se sobrevive psiquicamente através da dependência emocional e dos ditames do suposto seqüestrador.

Como escapar deste tipo de enredamento psicológico e de alma?

- Em primeiro lugar, é preciso se ter plena consciência de que algo está errado. Que as sensações diárias não estão nada boas e que algo deve ser feito, mesmo que não se tenha clareza sobre a totalidade da situação.
- Em segundo, saber que podemos fazer escolhas na vida, por mais difíceis que elas possam parecer.
- Em terceiro, se estiver muito confuso e com dificuldades para discernir o certo do errado, o justo do injusto e sentir um constante desconforto, não deixe de buscar auxílio de amigos, se tiver, de uma convicção religiosa e sempre busque apoio num processo terapêutico.

Os danos causados pro este tipo de vivência se forem por período demasiado longo, podem ser devastadores na vida de uma pessoa.

Lembre-se, sua vida é única e que estamos aqui para sermos felizes de verdade. Não se acostume com o que não lhe faz bem, tudo pode mudar para melhor. Ouse e conquiste.



Escrito por: -  
:: Silvia Malamud : retirado do site "Somos Todos Um"

terça-feira, 30 de março de 2010

Tristeza



Há dias assim. Aceite a sua tristeza, viva-a intensamente, chore e deite para fora tudo aquilo que lhe aperta o coração, toda a sua dor, raiva ou aquilo que seja que lhe está perturbando. Fique no seu canto, no seu quarto, onde se sentir melhor, só, e aceite o que está sentindo. Não fuja desse sentimento, senão ele disfarçado o perseguirá. Não está escrito em lado nenhum que a tristeza não tenha de ser vivida. Viva-a e depois deixa-a ir. Porque, há dias asssim ...

domingo, 28 de março de 2010

Acredite





Pensamos muitas vezes que Deus não escuta nossos apelos. Nós é que não escutamos as suas respostas.
(François Mauriac)

sábado, 27 de março de 2010

For anonymous

" i really enjoy all your writing style, very interesting, don't give up as well as keep penning for the reason that it simply truly worth to look through it, excited to read far more of your current content articles, enjoy your day!" 
..... I don't  know who you are, where you live, and as you are, but i know that your words touched me! Thanks ....   For you  
are my favorite flowers 

AMAR



Alguém já amou?

Amou outro ser humano, ao ponto de abdicar de si próprio e da sua pópria Vida?

Sentiu dentro de si, quando essa pessoa estava perto, borboletas no estomâgo, provocando leves cócegas de prazer que se espalham pelo corpo inteiro, da cabeça até aos pés, igual que uma criança num momento de alegria pura?

Um sentir o sangue correr nas veias com uma força brutal, coração ao mesmo compasse, e uma alegria interior invadindo a alma?

Uma vontade incontrolável de agarrar e apertar junto a si essa pessoa, querendo que o seu pulsar se junte ao seu?

Uma emoção vulcânica quando ela toca no seu corpo e quando ao mesmo tempo sente acontecer o mesmo com ela?

Uma explosão de prazer que chega a fazer chorar quando os dois se unem num só?

Uma dor arrebatadora quando essa pessoa afasta-se de si, temendo-a perder para outras?

Um sentir que É AMADA verdadeiramente, como ninguém mais a amou, como niguém mais a protegeu, como ninguém mais a ENTENDEU, como ninguém mais a apoiou, mesmo sabendo que tinha errado?

Que lhe deu coragem nos momentos que chorou, que se sentiu só e perdida na Vida, quando defendeu seus princípios, mesmo quando era apontada pelos demais?

Um sentir que AMA verdadeiramente, como nunca amou, como nunca tentou proteger, apoiar, defender, mesmo sabendo que essa pessoa tinha errado?

Uma certeza absoluta que não amará mais nenhum ser humano até que Deus lhe leve a Vida?

EU NÃO!!!


Por: Analuz.

quarta-feira, 24 de março de 2010

A reencarnação


A reencarnação não é apenas uma hipótese religioso/filosófica. Do tema também se ocupam cientistas do mais alto prestígio. Suas pesquisas e conclusões são bastante aceitas nos meios acadêmicos.

Um dos pioneiros nessa abordagem científica é o Dr. Ian Stevenson, médico psiquiatra, ex-diretor do Departamento de Psiquiatria da Universidade de Virgínia e agora é diretor da Divisão de Estudos da Personalidade da Mesma Universidade. Suas credenciais são impecáveis, com inúmeros artigos publicados em jornais e revistas científicas especializadas. Dr. Stevenson estuda diligentemente o assunto por mais de 40 anos e reúne em arquivos documentação científica de mais de 3.000 casos de memórias de uma vida passada, em crianças de todas as partes do mundo. São lembranças espontâneas, isso é, sem utilização de recursos tais como hipnose, regressão etc. Muitas pessoas, incluindo cépticos, pesquisadores acadêmicos concordam que esses casos oferecem a melhor evidência (senão provas) da reencarnação. Nos anos 60, escreveu e publicou partes de seus trabalhos no seu famoso livro "Vinte casos Sugestivos de Reencarnação" que inaugurou a abordagem séria e acadêmica na pesquisa do fenômeno. Ele atuou conjuntamente com o famoso pesquisador indiano N.H. Banerjee, com o qual participou de muitas pesquisas. O Dr. Stevenson não aparece em programas de Rádio ou TV, em jornais ou revistas populares, muito menos sensacionalistas, reservando-se apenas aos meios acadêmicos.

Entre seus casos de maior evidência estão os seguintes casos que passamos de forma resumida:

1- Sam Taylor é um garoto de Vermont nascido um ano e meio após a morte de seu avô paterno. Quando Sam tinha um ano e meio de idade, enquanto seu pai trocava sua fralda ele disse; "quando eu tinha a sua idade eu costumava trocar suas fraldas também". Seu pai ficou atônito a medida que essas declarações de seu pequeno filho se repetiam. Ele comentou com a esposa (mãe de Sam) e ambos discutiram o assunto. Nenhum deles sequer tinha qualquer idéia sobre reencarnação, pois eram de famílias batista, embora não fossem eles próprios religiosos. Os fatos relembrados pelo pequeno Sam foram estudados pelo Dr. Stevenson, e todos provaram ser verdadeiros, embora o garoto nunca os tivesse ouvido, pois seus pais não costumavam conversar sobre seu avô paterno.

2- Kumkum Verma, uma garota da Índia começou a falar de uma vida anterior quando tinha pouco mais de três anos de idade.
Ela disse ter vivido na cidade de Darbhanga, num bairro chamado Urdu Bazar, cerca de 40 km da vila onde ela morava. Ela insistia que seu nome era Sundari e fez muitas declarações sobre sua suposta vida passada. Seu pai, um homem educado e culto, médico homeopata e dono de terras não conhecia ninguém, em Urdu Bazar. Kumkum falava de detalhes de sua vida passada, sobre o nome de seu filho, que o mesmo trabalhava como ferreiro artesão e o nome de seu neto. Mencionou que havia um cofre de ferro na sua casa e que ela mantinha uma cobra doméstica próxima ao cofre e que alimentava-a com leite. Falou do lago próximo a sua casa. Narrou sobre seu pai anterior, o nome da cidade onde este morava e o fato de que a casa de seu pai era rodeada por um pomar de mangas. Sua tia atual anotou essas declarações uns seis meses antes que alguém tentasse identificar essa personalidade. É digno de nota que Kumkum falava com um sotaque idêntico ao usado por essa família de Urdu Bazar, com termos típicos de uso dessa família, bem diferentes da maneira educada que sua família atual costumava falar. O Dr. Stevenson estudou esse caso e todas as declarações de Kumkum foram verificadas corretamente.

3- O caso de Shanti Devi é um dos melhores casos de memórias de crianças acerca de uma vida passada. É notável também pelo fato de que o próprio Mahatma Gandhi designou um comitê de 15 homens proeminentes para estudar e acompanhar esse caso. Esse grupo incluía parlamentares, religiosos, estudiosos, homens da Ciência, médicos e jornalistas.

Tudo começou em 18 de Janeiro de 1902 em Chaturbhuj, distrito cidade sagrada de Mathura. Uma família local foi abençoada com o nascimento de uma menina, a qual deram o nome de Lugdi, que cresceu muito religiosa, tendo visitado muitos lugares de peregrinação desde muito jovem. Em uma dessas peregrinações ela feriu gravemente a perna e por isso, depois de tratamentos iniciais em Mathura, teve que ser levada para tratamento em Agra. Lugdi casou-se com um próspero dono de lojas de roupas e tecidos chamado Kedarnath Chaube, que tinha lojas em Mathura com uma filial em Hardwar, Em sua primeira gravidez, Lugdi perdeu a criança numa cesariana. Na segunda gravidez, seu esposo preocupado levou-a para um grande hospital em Agra, onde ela se submeteu a uma segunda cesariana, quando ela deu aà luz um menino em 25 de Setembro de 1925. Nove dias após, entretanto, a saúde de Lugdi deteriorou e ela veio a falecer em 4 de Outubro deste ano.

 Shanti Devi

Em 11 de Dezembro de 1926, em Chirawala Mahulla, um pequeno bairro de Delhi, Babu Rang Bahadur Mathur, foi abençoado com o nascimento de uma filha, a qual chamou de Shanti Devi. Ela era como qualquer outra menina, exceto pelo fato de que falava muito e aos quatro anos de idade começou a narrar acontecimento estranhos. Ela falava acerca de seu "esposo" e seu "filho" dizendo que ambos moravam em Mathura e que seu esposo tinha lojas de tecidos. Após narrar vários incidentes conexos com sua vida anterior, seus pais ficaram preocupados.

Depois de atrair a atenção local, Shanti Devi atraiu a atenção da imprensa de todo o país. Foi quando Gandhi interveio e designou um comitê para pesquisar os fatos. Shanti Devi foi levada à cidade de Mathura, onde mostrou conhecer todos os lugares e pessoas ligadas a sua vida anterior. Várias tentativas foram feitas para induzi-la ao erro, colocando-se pessoas ligadas a ela no meio de muitas outras, as quais ela imediatamente as reconheceu, ou quando apresentaram outro homem como sendo seu esposo, mas ela o identificou como o irmão de seu esposo. Ou quando seu pai permaneceu calado, quase anônimo no meio de outros homens e ela prontamente o reconheceu e o abraçou chorando. Contou detalhes de sua vida conjugal que só ela e seu antigo esposo conheciam. Ela indicou com precisão, detalhes da casa onde morou, mesmo antes de lá chegar, e da casa das amigas vizinhas. Tudo foi verificado e o caso foi re-estudado pelo Dr. Stevenson, baseado em documentos e reportagens de jornais da época, além dele entrevistar a própria Shanti Devi na década de 60.

Atualmente, muitos pesquisadores estudam esses casos, que são catalogados e objeto de estudos sérios e críticos.

GOSTEI

terça-feira, 23 de março de 2010

A união


Metade de ti é homem,
metade de ti é mulher,
metade de ti é água,
metade de ti é fogo,
metade de ti é lua,
metade de ti é sol,
metade de ti é luz,
metade de ti é treva,
metade de ti é beleza,
metade de ti é feiura,
metade de ti é passado,
metade de ti é futuro,
metade de ti é sonho,
metade de ti é suor,
metade de ti é bondade,
metade de ti é maldade,
metade de ti é quente,
metade de ti é frio,
metade de ti é treva,
metade de ti é beleza,
metade de ti é palavra,
metade de ti é silêncio,
metade de ti é criança,
metade de ti é adulto,
metade de ti é espírito,
metade de ti é matéria,
metade de ti é bem,
metade de ti é mal,
metade de ti é alegria,
metade de ti é tristeza,
metade de ti é prazer,
metade de ti é dor,
metade de ti é flor,
metade de ti é espinho,
metade de ti é verdade,
metade de ti é mentira,
metade de ti és tu,
metade de ti sou eu,
metade de ti é luxúria,
metade de ti é castidade,
metade de ti é vida,
metade de ti é morte,
metade de ti é todo mundo,
metade de ti é ninguém,
metade de ti é pedir,
metade de ti é dar,
metade de ti é pobreza,
metade de ti é riqueza,
metade de ti é razão,
metade de ti é coração,
metade de ti é fortaleza,
metade de ti é fraqueza,
metade de ti é sabedoria,
metade de ti é ignorância,
metade de ti é vazio,
metade de ti é plenitude,
metade de ti é unidade,
metade de ti é multiplicidade,
metade de ti é certeza,
metade de ti é mistério...

És duas metades que se buscam, e que querem se beijar...

És duas metades que se procuram, e que desejam se unir...

És duas metades ansiosas pela comunhão...

És duas metades que desejam fazer as pazes...

És duas metades que desejam se reconciliar...

És duas metades que desejam se casar... Tens dentro de ti dois enamorados que brigam e que se amam...

"Uma casa dividida contra si mesma não poderá permanecer"

"Convém que faças as pazes com teu inimigo enquanto estás a caminho"

(autor desconhecido)

segunda-feira, 22 de março de 2010

Afinal existe .....

A PEQUENA ALMA - explicação simples da Vida


- Eu sei quem sou!
E Deus disse:
- Que bom! Quem és tu?
E a Pequena Alma gritou:
- Eu sou Luz
E Deus sorriu.
- É isso mesmo! - exclamou Deus. - Tu és Luz!

A Pequena Alma ficou muito contente, porque tinha descoberto aquilo que todas as almas do Reimo deveriam descobrir.

- Uauu, isto é mesmo bom! - disse a Pequena Alma.

Mas, passado pouco tempo, saber quem era já não lhe chegava. A pequena Alma sentia-se agitada por dentro, e agora queria ser quem era. Então foi ter com Deus (o que não é má ideia para qualquer alma que queira ser Quem Realmente É) e disse:

- Olá Deus! Agora que sei Quem Sou, posso sê-lo?

E Deus disse:
- Quer dizer que queres ser Quem já És?

- Bem, uma coisa é saber Quem Sou, e outra coisa é s~e-lo mesmo. Quero sentir como é ser a Luz! - respondeu a pequena Alma.

- Mas tu já és Luz - repetiu Deus, sorrindo outra vez.
- Sim, mas quero senti-lo! - gritou a Pequena Alma.

- Bem, acho que já era de esperar. Tu sempre foste aventureira - disse Deus com uma risada. Depois a sua expressão mudou.

- Há só uma coisa...
O quê? - perguntou a Pequena Alma.

- Bem, não há nada para além da Luz. Porque eu não criei nada para além daquilo que tu és; por isso, não vai ser fácil experimentares-te como Quem És, porque não há nada que tu não sejas.

- Hã? - disse a Pequena Alma, que já estava um pouco confusa.

- Pensa assim: tu és como uma vela ao Sol. Estás lá sem dúvida. Tu e mais milhões, ziliões de outras velas que constituem o Sol. E o Sol não seria não seria o Sol sem vocês. "Não seria um sol sem uma das suas velas... e isso não seria de todo o Sol, pois não brilharia tanto. E no entanto, como podes conhecer-te como a Luz quando estás no meio da Luz - eis a questão".

- Bem, tu és Deus. Pensa em alguma coisa! - disse a Pequena Alma mais animada.

Deus sorriu novamente.
- Já pensei. Já que não podes ver-te como a Luz quando estás na Luz, vamos rodear-te de escuridão - disse Deus.

- O que é a escuridão? perguntou a Pequena Alma.
- É aquilo que tu não és - replicou Deus.

- Eu vou ter medo do escuro? - choramingou a Pequena Alma.

- Só se o escolheres. Na verdade não há nada de que devas ter medo, a não ser que assim o decidas. Porque estamos a inventar tudo. Estamos a fingir.

- Ah! - disse a Pequena Alma, sentindo-se logo melhor.

Depois Deus explicou que, para se experimentar o que quer que seja, tem de aparecer exactamente o oposto.

- É uma grande dádiva, porque sem ela não poderíamos saber como nada é - disse Deus - Não poderíamos conhecer o Quente sem o Frio, o Alto sem o Baixo, o Rápido sem o Lento. Não poderíamos conhecer a Esquerda sem a Direita, o Aqui sem o Ali, o Agora sem o Depois. E por isso, - continuou Deus -quando estiveres rodeada de escuridão, não levantes o punho nem a voz para amaldiçoar a escuridão.

"Sê antes uma Luz na escuridão, e não fiques furiosa com ela. Então saberás Quem Realmente És, e os outros também o saberão. Deixa que a tua Luz brilhe tanto que todos saibam como és especial!"

- Então posso deixar que os outros vejam que sou especial? - perguntou a Pequena Alma.

- Claro! - Deus riu-se. - Claro que podes! Mas lembra-te de que "especial" não quer dizer "melhor"! Todos são especiais, cada qual à sua maneira! Só que muitos esqueceram-se disso. Esses apenas vão ver que podem ser especiais quando tu vires que podes ser especial!

- Uau - disse a Pequena Alma, dançando e saltando e rindo e pulando. - Posso ser tão especial quanto quiser!

- Sim, e podes começar agora mesmo - disse Deus, também dançando e saltando e rindo e pulando juntamente com a Pequena Alma - Que parte de especial é que queres ser?

- Que parte de especial? - repetiu a Pequena Alma. - Não estou a perceber.

- Bem, - explicou Deus - ser a Luz é ser especial, e ser especial tem muitas partes. É especial ser bondoso. É especial ser delicado. É especial ser criativo. É especial ser paciente. Conheces alguma outra maneira de ser especial?

A Pequena Alma ficou em silêncio por um momento.

- Conheço imensas maneiras de ser especial! - exclamou a Pequena Alma - É especial ser prestável. É especial ser generoso. É especial ser simpático. É especial ser atencioso com os outros.

- Sim! - concordou Deus - E tu podes ser todas essas coisas, ou qualquer parte de especial que queiras ser, em qualquer momento. É isso que significa ser a Luz.

- Eu sei o que quero ser, eu sei o que quero ser! - proclamou a Pequena Alma com grande entusiasmo. - Quero ser a parte de especial chamada "perdão". Não é ser especial alguém que perdoa?

- Ah, sim, isso é muito especial, assegurou Deus à Pequena Alma.

- Está bem. É isso que eu quero ser. Quero ser alguém que perdoa. Quero experimentar-me assim - disse a Pequena Alma.

- Bom, mas há uma coisa que devias saber - disse Deus.

A Pequena Alma já começava a ficar um bocadinho impaciente. Parecia haver sempre alguma complicação.

- O que é? - suspirou a Pequena Alma.
- Não há ninguém a quem perdoar.

- Ninguém? A Pequena Alma nem queria acreditar no que tinha ouvido.

- Ninguém! - repetiu Deus. Tudo o que Eu fiz é perfeito. Não há uma única alma em toda a Criação menos perfeita do que tu. Olha à tua volta.

Foi então que a Pequena Alma reparou na multidão que se tinha aproximado. Outras almas tinham vindo de todos os lados - de todo o Reino - porque tinham ouvido dizer que a Pequena Alma estava a ter uma conversa extraordinária com Deus, e todas queriam ouvir o que eles estavam a dizer.

Olhando para todas as outras almas ali reunidas, a Pequena Alma teve de concordar. Nenhuma parecia menos maravilhosa, ou menos perfeita do que ela. Eram de tal forma maravilhosas, e a sua Luz brilhava tanto, que a Pequena Alma mal podia olhar para elas.

- Então, perdoar quem? - perguntou Deus.

- Bem, isto não vai ter piada nenhuma! - resmungou a Pequena Alma - Eu queria experimentar-me como Aquela que Perdoa. Queria saber como é ser essa parte de especial.

E a Pequena Alma aprendeu o que é sentir-se triste.

Mas, nesse instante, uma Alma Amiga destacou-se da multidão e disse:
- Não te preocupes, Pequena Alma, eu vou ajudar-te - disse a Alma Amiga.

- Vais? - a Pequena Alma animou-se. - Mas o que é que tu podes fazer?
- Ora, posso dar-te alguém a quem perdoares!

- Podes?
- Claro! - disse a Alma Amiga alegremente. - Posso entrar na tua próxima vida física e fazer qualquer coisa para tu perdoares.

- Mas porquê? Porque é que farias isso? - perguntou a Pequena Alma. - Tu, que és um ser tão absolutamente perfeito! Tu, que vibras a uma velocidade tão rápida a ponto de criar uma Luz de tal forma brilhante que mal posso olhar para ti! O que é que te levaria a abrandar a tua vibração para uma velocidade tal que tornasse a tua Luz brilhante numa luz escura e baça? O que é que te levaria a ti, que danças sobre as estrelas e te moves pelo Reino à velocidade do pensamento, a entrar na minha vida e a tornares-te tão pesada a ponto de fazeres algo de mal?

- É simples - disse a Alma Amiga. - Faço-o porque te amo.

A Pequena Alma pareceu surpreendida com a resposta.

- Não fiques tão espantada - disse a Alma Amiga - tu fizeste o mesmo por mim. Não te lembras? Ah, nós já dançámos juntas, tu e eu, muitas vezes. Dançámos ao longo das eternidades e através de todas as épocas. Brincámos juntas através de todo o tempo e em muitos sítios. Só que tu não te lembras. Já fomos ambas o Todo. Fomos o Alto e o Baixo, a Esquerda e a Direita. Fomos o Aqui e o Ali, o Agora e o Depois. Fomos o Masculino e o Feminino, o Bom e o Mau - fomos ambas a vítima e o vilão. Encontrámo-nos muitas vezes, tu e eu; cada uma trazendo à outra a oportunidade exacta e perfeita para Expressar e Experimentar Quem Realmente Somos.

- E assim, - a Alma Amiga explicou mais um bocadinho - eu vou entrar na tua próxima vida física e ser a "má" desta vez. Vou fazer alguma coisa terrível, e então tu podes experimentar-te como Aquela Que Perdoa.

- Mas o que é que vais fazer que seja assim tão terrível? - perguntou a Pequena Alma, um pouco nervosa.

- Oh, havemos de pensar nalguma coisa - respondeu a Alma Amiga, piscando o olho.

Então a Alma Amiga pareceu ficar séria, disse numa voz mais calma:

- Mas tens razão acerca de uma coisa, sabes?
- Sobre o quê? - perguntou a Pequena Alma.

- Eu vou ter de abrandar a minha vibração e tornar-me muito pesada para fazer esta coisa não-muito-boa. Vou ter de fingir ser uma coisa muito diferente de mim. E por isso, só te peço um favor em troca.

- Oh, qualquer coisa, o que tu quiseres! - exclamou a Pequena Alma, e começou a dançar e a cantar: - Eu vou poder perdoar, eu vou poder perdoar!

Então a Pequena Alma viu que a Alma Amiga estava muito quieta.
- O que é? - perguntou a Pequena Alma. - O que é que eu posso fazer por ti? És um anjo por estares disposta a fazer isto por mim!

- Claro que esta Alma Amiga é um anjo! - interrompeu Deus, - são todas! Lembra-te sempre: Não te enviei senão anjos.

E então a Pequena Alma quis mais do que nunca satisfazer o pedido da Alma Amiga.

- O que é que posso fazer por ti? - pergintou novamente a Pequena Alma.

- No momento em que eu te atacar e aingir, - respondeu a Alma Amiga - no momento em que eu te fizer a pior coisa que possas imaginar, nesse preciso momento...

- Sim? - interrompeu a Pequena Alma - Sim?
A Alma Amiga ficou ainda mais quieta.

- Lembra-te de Quem Realmente Sou.
- Oh, não me hei-de esquecer! - gritou a Pequena Alma - Prometo! Lembrar-me-ei sempre de ti tal como te vejo aqui e agora.

- Que bom, - disse a Alma Amiga - porque, sabes, eu vou estar a fingir tanto, que eu própria me vou esquecer. E se tu não te lembrares de mim tal como eu sou realmente, eu posso também não me lembrar durante muito tempo. E se eu me esquecer de Quem Sou, tu podes esquecer-te de Quem És, e ficaremos as duas perdidas. Então, vamos precisar que venha outra alma para nos lembrar às duas Quem Somos.

- Não vamos, não! - prometeu outra vez a Pequena Alma. - Eu vou lembrar-me de ti! E vou agradecer-te por esta dádiva - a oportunidade que me dás de me experimentar como Quem Eu Sou.


E assim o acordo foi feito. E a Pequena Alma avançou para uma nova vida, entusiasmada por ser a Luz, que era muito especial, e entusiasmada por ser aquela parte especial a que se chama Perdão.

E a Pequena Alma esperou ansiosamente pela oportunidade de se experimentar como Perdão, e por agradecer a qualquer outra alma que o tornasse possível.

E, em todos os momentos dessa nova vida, sempre que uma nova alma aparecia em cena, quer essa nova alma trouxesse alegria ou tristeza - principalmente se trouxesse tristeza - a Pequena Alma pensava no que deus lhe tinha dito.

Lembra-te sempre, - Deus aqui tinha sorrido - não te enviei senão anjos;" 



domingo, 21 de março de 2010

DEPOIS DE ASSISTIREM COMO SE SENTIRAM???



EU FIQUEI COM VERGONHA DE SER ADULTA

O Poder das Palavras




As palavras têm poder, cada som, cada sílaba, cada letra é uma vibração que ao falar estamos soltando no ar.   As ondas repercutem nos campos sutis das pessoas que as ouvem, mas mais ainda, repercutem em todo o universo, pois tudo está interligado.
É importante conscientizar-se do poder da palavra para utilizá-la sabiamente em nossas vidas.
Mas o pensamento também é energia que se materializa, e mesmo que isso ocorra num plano mais sutil, a influência se manifesta ao nosso redor, pois “tudo o que está em cima, está embaixo”, e portanto tudo está interligado.  Todo pensamento é palavra, pois aprendemos a pensar assim.  E todo pensamento é energia também, energia da mesma matéria-prima que nosso corpo, que os animais, que as plantas e tudo o que existe incluindo os minerais, o vento, a luz, etc. 
Ocorre que há diferenças nas vibrações de cada elemento no universo, assim por exemplo, uma pedra vibra em uma freqüência baixa, por isso pode se tocar e vê-la.  Já uma luz, vibra em uma freqüência muito superior, por isso, apesar de a enxergarmos, não podemos tocá-la, já um pensamento não podemos nem sequer vê-lo, mas ele está lá, existe e gera repercussões, mesmo à distância. 

O mundo sutil onde as palavras se manifestam, se chama AKASHA.  A influência deste mundo, afeta nossas vidas como um todo, não só no presente mas também no futuro.
Cada palavra expressada tem efeito em nossas vidas, e esta influência poderá ser a nosso favor ou contra nós, conforme a idéia nela expressa.

 “No início era o verbo”, diz a Bíblia (João,1:1). E o verbo ainda hoje cria o universo humano.
A palavra é muito poderosa, pode condenar, salvar, iluminar e mandar a escuridão, pode fazer adoecer, curar e dar esperança, fazer alguém feliz ou triste.  Através da palavra pode-se vampirizar uma pessoa, profetizar ou amaldiçoar.   O pensamento correto leva à palavra e à ação corretas, e assim se faz à felicidade conforme dito em Tiago, 3:12-3 no novo testamento :

“Aquele que não tropeça ao falar é realmente um homem perfeito, capaz de refrear todo seu corpo. Quando colocamos um freio na boca dos cavalos, a fim de que nos obedeçam, conseguimos dirigir todo seu corpo.” 
O Dhammapada, uma das escrituras do budismo, ensina: 
“Tudo o que somos hoje é resultado do que temos pensado. O que pensamos hoje é o que seremos amanhã: nossa vida é uma criação da nossa mente. Se um homem fala ou age com uma mente impura, o sofrimento o acompanha como a roda segue a pata do boi que puxa a carreta. (...) Se um homem fala ou age com a mente pura, a felicidade o acompanha como sua sombra inseparável.” 
Assim como a cabeça do cavalo, a palavra vai à frente, abre caminho e define as linhas pelas quais o futuro será construído

Jesus Cristo ensina em Mateus, 12;34-37 : “A boca fala daquilo de que o coração está cheio. O homem bom do seu bom tesouro tira o bem, mas o homem mau do seu mau tesouro tira o mal. Eu lhes digo que de toda palavra inútil que os homens disserem darão contas no dia do Juízo. Pois por suas palavras você será justificado, e por suas palavras será condenado”. 

No Ocultismo, sabemos que cada palavra mesmo que ociosa têm o mesmo poder de uma palavra pronunciada, isso significa dizer que mesmo as palavras pensadas, têm poder sobre o universo, como é pregado pelas várias e antigas tradições religiosas.
Segundo um antigo provérbio tibetano : “As palavras não têm nem pontas, nem corte, mas podem ferir o coração de um homem”. 
Sabemos desse poder sobre as outras pessoas, quando somos crianças, nossos pais têm poder sobre nós e vão nos ensinando a entender palavras pronunciadas com vários sentidos, bons ou maus.    Conscientizamo-nos de que as palavras têm poder criador e devemos pronunciá-las sabiamente.

No livro da Gênese, na Bíblia, a criação é realizada através do poder da palavra de Deus. Na medida em que Deus falava, sua criação surgia. (lembre-se de que somos a Sua imagem e semelhança).  
O poder de Deus fluiu através da sua palavra. Encontramos referência ao poder da palavra em outros livros da Bíblia: "Nossas palavras também podem criar ou destruir", "Abençoai e não amaldiçoeis", "o Espírito Santo opera através da Palavra de Deus" ou o clássica "No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus" de João Evangelista.

As forças invisíveis da natureza, influenciam favoravelmente na energia da pessoa que manifesta palavras (mesmo pensadas) de bondade, amor e alegria, já o contrário também é verdadeiro. 
O poder da palavra e do pensamento é como o efeito de espadas de fogo. Este fogo, ao passo que ilumina, também pode queimar se não for tomado com cuidado e atenção.  O fogo também representa uma força espiritual e tem o poder de transmutar qualquer energia.  Assim, simbolicamente, a palavra também tem esse poder.  Quem fala sem pensar, também age sem pensar e saber calar é a mais alta sabedoria que existe, além de ser obtida por muita disciplina.   Saber calar, como se faz na meditação, faz com que se abram espaços no nosso ser, seduzindo o espírito a se manifestar, e assim obtemos além de autocontrole e saúde, uma maior consciência em tudo o que fazemos. 

As palavras profetizam, por isso, antes de dizer algo de ruim para outra pessoa ou se lamentar sobre sua vida, pense, ou melhor, afaste pensamentos negativos, pois isso irá se manifestar no Akasha e certamente posteriormente, se fará em sua vida material.

Por isso, aproveite o livre-arbítrio dado por Deus, (o poder de escolher entre uma coisa e outra), e pense positivo, fale positivo e aja positivamente em sua vida.  Desta forma, verá que seu mundo pessoal se iluminará e coisas incríveis acontecerão em sua vida, mas lembre-se; de acordo com suas aspirações é que isso irá ocorrer.

Para Madame Blavatsky, a palavra era uma das principais armas do guerreiro da luz.  
Ela não deixava dúvidas: “O nosso lema é e será sempre ‘não há religião superior à verdade’. O que procuramos é a verdade, e, uma vez encontrada, nós a colocamos diante do mundo, aconteça o que acontecer.”

Referências à palavra também são encontradas no “Livro dos Vedas” da antiga religião da Índia, considerados um dos mais antigos documentos da literatura indiana datado de milhares de anos. O termo Veda significa conhecimento.   Posteriormente, foi codificado na forma escrita. 
Wittgenstein grande pensador ocidental, numa visão empirista e científica, escreveu sobre a palavra :  que "os limites de meu mundo são os limites de minha linguagem".  


Assim, somente o que é nomeável, ou seja, o que pode ser traduzido em palavras ou pensado, existe. 
Os africanos sabem bem do poder da palavra, e não é à toa que lá na África, a palavra é considerada sagrada. Os africanos acreditam que a palavra tem enorme poder que pode ser perdido se for utilizada banalmente.  Assim, eles falam somente o necessário, e escolhem muito bem as palavras a serem usadas.  Na antiga religião judaica também, as letras do alfabeto são constituídas, cada uma com um poder específico e ligados à manifestação de Deus, e entendidos na antiga tradição cabalística.

 Por:
Roberto Dantas
Roberto Dantas é Psicanalista Clínico,
Psicoterapeuta, Sociólogo e Escritor.

sábado, 20 de março de 2010

Consciência:







      Expansão ou Colapso 
"
"Omundo está maluco"; "Estou passando por uma situação muito difícil"; "Estou perdido, não sei o que fazer"; "Estou vivendo muitas mudanças";  "Meu dinheiro está acabando e não sei como recuperar"; "As pessoas estão muito agressivas";  "Ninguém mais respeita ninguém"; "Já não tenho certeza de como  agir"; "Tenho muito medo quando saio de casa"; "Não sei o que meu filho anda fazendo, ele está diferente, estou assustada"; "Não durmo enquanto meus filhos não chegam"; "Quero fugir desta cidade, sorte de quem consegue"; "Daqui uns anos eu vou embora"; "Será que essa crise não vai passar nunca?.."
 

        Estas são algumas das muitas frases que escutamos diariamente.  As pessoas percebem que estão ocorrendo mudanças e esta nova realidade os está assustando.
        Mas, qual é essa realidade?
        Com a proximidade da chegada do próximo milênio, todas as ordens religiosa/esotéricas falam em uma eminente alteração da consciência humana.
        Cria-se e propaga-se milhões de teorias apocalípticas caso não haja esta alteração e explicam quais serão as suas conseqüências.


         As pessoas indagam, caso o pior aconteça, se irão sobreviver de uma maneira ou de outra.  Nesta necessidade de continuar a existir,  pergunta se, pelo menos,  há vida após a morte.
     
         Vamos inverter esta pergunta para tentar respondê-la: 
                      Há vida antes da morte?

Vou propor a você uma brincadeira: Imagine um lugar onde tenha o costume de ficar só e aproveite para observar onde realiza o encontro consigo próprio.
 
     Porém, desta vez,  terá companhia: Olhe para a porta de entrada,  ela se abre e adentra seu mundo particular, com suas vestes negras e sua foice, a imagem da própria morte...      Ela penetra seu olhar seriamente e diz que  vai dar a você, a partir deste exato momento, setenta e duas horas. 

Ao final delas, com pontualidade,  virá lhe buscar.

    Neste acordo existe uma condição: ninguém poderá saber dele, caso contrário ela, num minuto, levará você....   Agora, com sinceridade, analise a reação que você acha que terá.
                                        
 
Pense nas várias opções possíveis:
 

- Revoltar-se contra o destino certo, sair de prumo, desesperar-se e passar o resto de seu tempo chorando e perguntando: Porque EU? - Tentar descobrir o que fez de errado para merecer isto...
- Dizer: Que bom, vou sair deste planeta horrível..
- Contar logo para alguém o seu macabro encontro, porque assim, Ela virá buscá-lo e você ficará rapidamente livre desta ansiedade.
 
- Tentar encontrar alguma maneira de ludibriá-la. - Sair matando todo mundo porque, se você vai morrer, que os outros também morram...
- Ficar trancado em casa com sua família.
- Ficar trancado na sua Igreja pedindo perdão e se arrependendo de seus pecados.
- Deixar seus negócios na mais perfeita ordem para que sua família esteja segura e garantida financeiramente. - Gastar tudo o que tem e se divertir tudo o que pode, seja lá como for.
 

- Falar tudo aquilo que tem vontade para todo mundo, inclusive para a família e para o patrão... - Fazer toda a caridade do mundo para que se lembrem de você como uma pessoa muito boa e rezem pela sua alma...
- Traçar um plano para agir rapidamente e aproveitar, da melhor maneira possível esta oportunidade recebida e o tempo que lhe resta.
     

Poderíamos pensar em outras mil atitudes a  serem tomadas. Nosso objetivo é que você perceba qual poderia escolher, de que maneira reagiria neste momento.
 

    A partir desta situação sua hierarquia de valores, provavelmente, deve ter mudado.    O que era muito importante deixou de ser e o que muitas vezes foi postergado, passa a ser vital. 
    Nesta brincadeira, o objetivo é que você entenda quais valores e necessidades deixaram de ser tão preciosos e quais passaram a ser fundamentais nesta sua breve vida.
    
Quando você não tem muito tempo de futuro, o enfoque  muda.  
Você não pode traçar objetivos a longo prazo. Percebe que tudo que podemos fazer pelos - ou com - nossos entes queridos, agora está limitado a somente setenta e duas horas.
 
    Agora, neste exato momento, pensando com honestidade na atitude que tomaria, analise:  

O quanto você está  longe do que na verdade quer?    O quanto  você se distanciou do que é  importante?  O quanto você deixou de fazer por medo? O quanto seu orgulho ou sua vaidade impediu que você agisse como realmente gostaria? O quanto seu tempo foi bem ou mal utilizado? O quanto seu preconceito impediu que você conhecesse ou experimentasse um mundo novo?

    
Por último: O quanto você perdeu de momentos que poderiam ter sido felizes?
 

   Se na hora do acordo, você escolheu traçar um projeto e agir rapidamente, parabéns, sua vida passou a ter sentido, criou metas a alcançar. Certamente nestes três dias você irá se livrar de muita bagagem desnecessária que só pesa e atrapalha o seu caminhar em direção ao seu destino maior e irá conhecer um outro mundo, uma nova realidade. A esta nova maneira de encarar o mundo, damos o nome de expansão da consciência.
    Se você teve outra escolha, pense com carinho nela, não se julgue e nem aceite o colapso de sua consciência, apenas tente compreender e alterar o que puder de seu comportamento em seu próprio benefício, lute a seu favor  nem que o mundo todo esteja contra, faça o melhor que puder,  afinal, não se esqueça, você tem apenas três dias...


   Fim da brincadeira!...
 
 
Fique feliz!...






Você tem muita sorte, por enquanto ainda há tempo para trabalhar na expansão de sua consciência.  Não espere pelo futuro, aposte no presente, ainda há tempo para ser feliz. 
   Lembre-se de que pode entrar para o novo milênio com a consciência que quiser.
    Não esqueça, a escolha é sua...




Hoje, isto tudo foi só imaginação...

 
 
Por: Zelinda Orlandi Hypolito

Este texto foi retirado do site:
Instituto de Pesquisas Psíquicas Imagick
 
 
Achei o máximo, é excelente para a nossa consciência. 
 
 
 

QUANDO UMA PESSOA QUASE MORRE



Existem muitos relatos em todas as partes do nosso mundo sobre pessoas que foram dadas como mortas clinicamente, e que depois de terem sido reanimadas, relatam as experiências que sentiram naqueles momentos de ausência. Classificadas por EQM, ou "Experiências de Quase-Morte", em inglês NDE, "Near-Death Experience", essas experiências, relatadas por pessoas de diferentes idades, étnias, credos, raças e nacionalidades, assemelham-se extraordináriamente, levando-nos a ponderar sériamente da sua credibilidade! Haverá lugar para supormos que todos estarão a mentir-nos ???  Isso vai na consciência de cada um de nós. Buscas feitas na internet a propósito do assunto encontrei referência a um livro "Vida Depois da Vida ", elaborado pelo  Dr. Moody, transcrevendo para esta página da Caixa dos Milagres os estágios relatados por pessoas que experimentaram EQMs, e que pela sua constância e semelhança foram reunidos.

Os quinze elementos ou estágios que são apresentados em seu livro:

1- Inefabilidade – as pessoas costumam dizer que não conseguem explicar o que sentiram. O dr. Moody entende que a compreensão da linguagem depende de uma série de vivências comuns das quais todos participam. Como a EPM não faz parte de nosso dia-a-dia, os que passaram por ela não sabem como explicar a experiência pela qual passaram.

2- Ouvir a notícia – é comum alguém acidentado ou em uma mesa de operações ouvir o médico ou outra pessoa no local declará-lo morto.

3- Sentimentos de paz e quietude – geralmente, após um momento de dor causada por um grave ferimento ou outro problema físico, a pessoa tem uma sensação extremamente agradável logo no primeiro estágio da experiência.

4- O ruído – os primeiros momentos podem ser acompanhados de ruídos desagradáveis ou sons de campainha muito altos. Em alguns casos, esses ruídos podem ser agradáveis, até mesmo algum tipo de música.

5- O túnel escuro – certas pessoas sentiram, junto com os ruídos, a sensação de estarem sendo puxadas por um túnel escuro e longo, ou através de um espaço vazio, negro.

6- Fora do corpo – após a experiência no túnel escuro a pessoa sente-se fora do corpo, olhando para sua forma física como se fosse outra pessoa. Ela também percebe tudo que acontece à sua volta, e o estado emocional varia de pessoa para pessoa: alguns ficam confusos e preocupados, querendo voltar ao corpo, mas sem saber como; outros não sentem medo e se dão conta do que está acontecendo, mantendo-se calmos. É comum a pessoa perceber que está morta e notar as qualidades de seu novo "corpo", que ninguém vê, e que começa a flutuar. A pessoa também pode ter uma noção do tempo totalmente diferente.

7- Encontrando outras pessoas – muitos dos que passaram pela EPM tiveram consciência de que outras pessoas ou o que chamaram de "seres espirituais" estavam no local para ajudar na passagem para o outro lado, ou para dizer que a hora da pessoa ainda não havia chegado. Alguns encontraram familiares ou amigos que tiveram em vida; outros viram pessoas totalmente desconhecidas.

8- O ser de luz – o encontro com a Luz é considerado o elemento mais marcante das experiências. Ela surge como uma suave claridade que se vai intensificando até tornar-se totalmente brilhante, mas sem prejudicar a visão. Essa Luz é descrita como um ser, do qual emana um amor impossível de ser descrito e que atrai as pessoas de forma irresistível. Nesse caso específico, a descrição do ser varia de acordo com as crenças religiosas. Em seguida, a entidade começa a se comunicar, a perguntar o que a pessoa fez de sua vida sem o menor tom recriminatório. Isso acontece por intermédio do pensamento, sem que seja possível qualquer engano ou mentira na comunicação.

9- A recapitulação – o contato com o ser de luz desencadeia uma recapitulação visual da vida da pessoa, não com o objetivo de julgar ou de conhecê-la, mas para provocar uma reflexão. Além das imagens serem extremamente reais, ela surgem todas de uma vez, como se toda uma vida se passasse num instante.

10 - A barreira ou limite – muitos relataram a impressão de estar se aproximando de uma espécie de barreira ou fronteira que, dependendo da pessoa, se apresentava de forma diferente: uma porta, uma névoa, uma extensão de água.

11- Regresso – o momento em que se inicia a volta ao corpo físico geralmente é o mais complicado. Após os momentos iniciais, em que existe a vontade de retornar ao corpo físico, no restante da experiência as pessoas se acostumam ao ambiente e chegam a não querer mais voltar. Essa situação é acentuada nos que vêem o ser de luz.

12- Contar aos outros – quem passa por uma EQM não a descreve como um sonho, mas como uma experiência real e importante. A pessoa também entende que seus relatos, de forma geral, não serão bem aceitos pelos outros, e muitas vezes ela se cala para não ser considerada louca. Alguns preferem não falar sobre o assunto por achar que a experiência pela qual passaram não pode ser descrita pela nossa linguagem.

13- Efeito sobre a vida – apesar da resistência em falar sobre o assunto, a maioria sente que suas vidas foram modificadas, ampliadas pela experiência. Elas passam a buscar um sentido mais espiritual ou dão mais valor à existência humana, e quase todas ressaltam a importância de cultivar o amor pelo próximo.

14- Nova visão da morte – geralmente, quem passa pela EPM deixa de ter medo da morte física. Não que elas procurem a morte ou deixem de temer o sofrimento que certas formas de morrer podem causar – elas perdem o medo do que vai acontecer depois. O suicídio também é desaconselhado por todas como forma de chegar ao lugar do qual tiveram um vislumbre. Elas passam a ver a vida pós-morte como uma continuação desta, na qual as pessoas seguem aprendendo.

15- Corroboração – uma questão importante se refere à possibilidade de obter provas de que a pessoa realmente teve uma EQM. Na pesquisa do dr. Moody, ele obteve vários relatos de gente que soube repetir tudo o que estava acontecendo à sua volta durante a EPM e, em alguns casos, até em aposentos distantes.



Sinceramente, e como humana, quase acredito na vida após a morte, digo quase porque certezas aqui neste mundo, para nada as há!  A nossa maior certeza é que a incerteza acompanhár-nos-á até ao fim!!
Mas acredito piamente que na busca incessante da certeza, encontro caminhos que me levam ao encontro extraordinário de aquilo que realmente sou!

Por: Analuz

quinta-feira, 18 de março de 2010

quarta-feira, 17 de março de 2010



Um dia quando a solidão tomar conta de ti, os teus olhos chorarem por alguém e os teus lábios não souberem mais sorrir, lembra-te que em um lugar onde tu nem imaginas existe alguém que te ama, que sofre por ti em silêncio e por ti até morreria só para te fazer feliz.

segunda-feira, 15 de março de 2010

sexta-feira, 12 de março de 2010

VIDA depois da morte?





Essa é uma questão que só obterá resposta em cada um de nós após a nossa própria morte! 

Creio que este questionamento é colocado por todo  o ser humano pois todos temos certo o dia que tudo termina aqui na Terra. Pensar ou imaginar que tudo aquilo que somos desaparecerá, na incerteza daquilo que nos espera, se algo nos espera,  e que não mais voltaremos a ver e sentir aqueles que queremos incondicionalmente origina o maior medo existente na vida humana.

Daí deriva, penso eu, muito do mal existente no mundo. Ao inconscientemente sabermos, e digo inconscientemente porque evitamos pensar na morte, que terminamos, e que o derradeiro dia chegará, ainda mais sempre sem avisar, nos faz agir de forma destrutiva para com os outros, sempre na tentativa de demonstrar que somos os melhores, mais poderosos, mais destacados, ricos, inteligentes...etc...,

É-nos inconcebível acreditar que um dia terminamos! Esse sentimento cria um medo e insegurança tal que nos leva a querer sobressair em relação aos outros para provar, a nós mesmos e ao mundo, que somos indestrutiveis. 
  
E por esse medo ser atroz, leva a muitos a  refugiarem-se em diversos enterpocimentos, o que explica grandemente o recurso por muitas pessoas ao álcool, e a todos os outros tipos de drogas existentes na terra, de forma a entorpeçer tudo aquilo que nos provoca o horror de um dia DESAPARECERMOS!!!

Vida depois da morte, só o saberemos no dia mais temido por todos nós, ou não..., pois se não a houver, e tudo terminar, não o saberemos NUNCA!!

Bem hajam

Por: AnaLuz

quarta-feira, 10 de março de 2010

Joana D’Arc: a santa guerreira



Joana D’Arc era uma garota pobre e analfabeta de 17 anos quando decidiu salvar a França dos ingleses. Guiada pelas vozes de santa Catarina, santa Margarida e são Miguel, que ela dizia ouvir desde os 13, deixou a aldeia de Domrémy, na atual Lorena, com a meta de ver o príncipe herdeiro do trono, Carlos VII, o delfim, coroado rei. A vontade tinha fundamento. Era 1429 e a França via-se em maus lençóis: um século antes, fora dizimada por pestes, intempéries e fome. Desde 1337 o país se debatia contra os ingleses, na Guerra dos Cem Anos. A região vivia uma guerra civil entre a população local e o rico ducado da Borgonha, vizinho à Lorena, que se aliara aos ingleses. Para Joana – e suas vozes –, apenas uma França forte e soberana poderia derrotar os inimigos. E isso só aconteceria quando o delfim recebesse a coroa na Catedral de Notre-Dame, em Reims, como mandava a tradição. Destemida, presunçosa e, para alguns, fanática, Joana D’Arc, sem nenhum conhecimento militar, convenceu na base da fé um pequeno grupo de soldados a acompanhá-la. Conseguiu muito mais.
Além de uma conferência com o príncipe, a camponesa obteve o que parecia impossível: seu próprio exército, de cerca de 7 mil homens, e a autorização real para marchar até Orléans (a 130 km de Paris) e livrá-la do cerco inglês. Montada num cavalo branco, a Donzela, como se denominou, inspirou os militares. Os ingleses, porém, não tardaram a chamá-la de vaqueira. De fato, Joana D’Arc havia, até então, apenas montado nas costas do gado do pai. Nunca usara uma armadura, jamais estudara táticas de guerra e nem sequer tinha visto um combate. No entanto, nada disso a intimidava. A prova é uma carta sua endereçada ao alto-comando inglês, pouco antes de invadir Orléans, na qual se afirmava chefe de guerra (posição que não lhe fora dada) e emissária de Deus. “Rei da Inglaterra”, dizia ela no comunicado, “se não entregardes o que haveis tomado e violado na França, vos matarei a todos.”
Seu desempenho como soldado, porém, não se mostrou excepcional: na Batalha de Orléans, ela pisou numa bola de cravos, que machucou seus pés e, por pouco, não a deixou fora do cerco à cidade. Durante o combate, foi ferida no peito por uma flecha, mas resistiu.
Os últimos combates
Em Jargeau, Joana foi derrubada de uma escada por uma pedra e, se não fosse seu elmo, teria sofrido um ferimento sério. Apesar das trapalhadas, a presença de Joana D’Arc foi a inspiração que faltava aos soldados franceses quando chegaram à cidade, em 29 de abril de 1429. Carregando um estandarte branco com a figura de Deus ladeada por dois anjos, ela viu as tropas protagonizarem um ataque sangrento. No dia 8 de maio, 4 mil dos cerca de 5 mil ingleses jaziam aniquilados. Encerrava-se assim a Batalha de Orléans, que alterou o cenário da guerra, até então marcada pela dominação britânica.
"O fato de ela ser mulher e ouvir vozes sagradas era algo fabuloso para as mentes da população do século 15", diz Ricardo Luiz Costa, professor de história medieval da Universidade Federal do Espírito Santo. A aura mística em torno de Joana aumentou ainda mais com novas vitórias nas vilas de Jargeau, Meung e Beauregency. As pessoas passaram a se amontoar para vê-la.
No dia 17 de julho de 1429, seu sonho se realizou: o delfim foi coroado. A missão poderia ter acabado ali, mas a garota tinha incorporado o papel de soldado. Sua nova ambição era expulsar os ingleses de Paris. Mas a total falta de preparo pesou, e Joana nunca mais conheceu a vitória. Na Batalha de Compiègne – que iniciou sem a autorização real –, a jovem, então com 19 anos, foi capturada. “Embora seu julgamento, que durou seis meses, fosse eclesiástico, Joana D’Arc terminou por ser condenada pelo governo inglês, que, ligando suas vitórias militares à bruxaria, pôde justificar suas perdas. Eram derrotas consideradas mais humilhantes por serem para uma mulher", diz a professora inglesa Mary Gordon, autora do livro Joana D’Arc. “A guerreira foi acusada de herege, relapsa e idólatra e levada a morrer na fogueira.” No dia 30 de maio de 1431, Joana caminhou acorrentada até uma praça no centro de Rouen, onde prenderam-na a uma estaca. Uma vez dentro do fogo, ela gritou mais de seis vezes ‘Jesus!’, teria contado um dos carrascos. Seu corpo carbonizado, acabou exposto em praça pública à multidão. Os restos mortais foram queimados e as cinzas atiradas ao rio Sena para impedir o culto. Mas o mito de Joana só aumentou.

Leonardo da Vince


Leonardo nasceu numa aldeia perto de Florença, Itália, em 1452. Seu pai, o tabelião Piero não se casou com a jovem Catarina e recusou-se a dar ao menino um nome, o que veio a tornar famosa a aldeia de Vinci.
Um dos maiores gênios de todos os tempos, principal figura da renascença Leonardo consegue ser um mestre da pintura com apenas meia dúzia de quadros -- os únicos que lhe podem ser atribuídos com toda certeza e exclusividade -- entre os quais estão o mais famoso do mundo, a Mona Lisa, e o mais reproduzido na história da arte, A Ceia.

Leonardo passou a infância na casa do avô, longe do pai, mimado pela mãe. Jovem, não foi um exemplo de força de vontade ou rigidez de caráter. Em 1476, por exemplo, os arquivos locais registram duas denúncias contra ele, por maus costumes (sem revelar o que seriam estes atentados ao pudor público).
Aos 16anos já desenhava e pintava, e o pai mandou-o a Florença para trabalhar no ateliê de Verrocchio. Florença era naquela época, cidade de grande prestígio e de muitas glorias. Seu governador, Lourenço de Médicis, chamado "o magnífico", a transformara num centro de cultura, dera-lhe paz e prosperidade. A arte florentina estava no apogeu: Verrocchio, Botticelli, Filippino Lippi e Ghirlandaio - entre outros - ali trabalham protegidos pelo regente. A extraordinária beleza física de Leonardo abre-lhe as portas: louro, olhos azuis, nariz aquilino, teria sido o modelo para o Davi, de Verrocchio. Mas é a sua inteligência e o espírito brilhante que lhe mantêm essas portas abertas.
O Batismo de Cristo, de Verrocchio, é o seu primeiro trabalho importante de aprendiz: o anjo à esquerda segundo consta, é totalmente seu. Giorgio Vasari, pintor menor, mas o maior historiador da arte do Renascimento e contemporâneo de Leonardo, afirma que Verrocchio acabou desgostoso com a pintura, ao ver-se ultrapassado pelo próprio aluno. O certo, porém, é que Verrocchio exerceu sobre Leonardo profunda influência, a qual, embora pequena no campo artístico, foi bastante marcante no campo intelectual.
Diz Vasari, a propósito de Leonardo: "Se não tivesse sido tão volúvel e inconstante, teria feito um grande proveito na erudição e nas letras". Ou em qualquer campo que escolhesse. O problema é que não se fixava e, ainda muito moço, já se dedicava aos desenhos arquitetônicos e aos inventos mecânicos.

Num ensaio famoso, Freud - o pai da psicanálise - atribui uma causa infantil a esta inconstância de Leonardo: viveu com a mãe somente até os 4 anos, quando ela se casou com um certo Accattabriga del Vacca. Indo morar com o avô paterno, Antonio, assistiu ao casamento do pai com Albiera Amadori. O casal não teve filhos e Leonardo chamava a madrasta de madrinha, ligando-se muito a ela. Mas ainda não tinha 13 anos no dia em que ela morreu, e viu o pai casar-se mais três vezes. E não tinha 14 anos quando morreu o avô, seu grande amigo.
Em 1482, aos 30 anos, oferece seus serviços ao Conde Sforza, Ludovico, o Mouro, e segue para Milão, deixando em Florença, inacabadas, duas obras de pintura: Adoração dos Magos e São Jerônimo. Um dos pastores da Adoração, ao que tudo indica, é o seu auto-retrato aos 22 anos. O que encanta os críticos nas suas pinturas inacabadas é exatamente a possibilidade de verem a obra de arte no ato da sua criação.
Fica em Milão até 1499 para projetar a catedral da cidade, mas acaba esboçando e construindo a rede de canais e um vasto sistema de irrigação e abastecimento de água. Além disso, planeja e organiza a defesa de Milão, pondo em prática sua "inventiva" na construção de máquinas para a guerra: o carro de assalto que imaginou, coberto de toras de madeira, movia-se à força de homens ou animais protegidos no seu interior, disparando sobre o inimigo com armas que se deslocavam sobre a abertura superior; o canhão de canos múltiplos disparava rajadas, como as metralhadoras inventadas séculos depois.
Urbanista, fez um projeto completo para a cidade de Milão, eliminando muros, alinhando ruas, prevendo esgotos, vias de dois pavimentos em que os pedestres andariam por cima, deixando a pista embaixo livre para veículos. As casas seriam amplas e ventiladas, e haveria enormes praças e jardins públicos.
Ainda encontrava tempo para superintender as representações teatrais, organizar as sessões de música no palácio e dirigir as grandes festas, enquanto trabalhava numa gigantesca estátua eqüestre de Francesco Sforza. Só o cavalo estava completo, quando os franceses, invadindo a cidade, destruíram o modelo em gesso em 1500. Também datam dessa época seus estudos de Anatomia e Proporções, de Perspectiva e de Óptica.


Também é dessa época o quadro A Virgem dos Rochedos, primeiro daquele período que chegou até nós acabado, embora esteja bastante danificado. É a primeira obra de Leonardo terminada que conhecemos e dela existem duas versões, uma no Museu do Louvre e a outra, provavelmente posterior, na Galeria Nacional de Londres. Um contrato assinado a 25 de abril de l483 obrigava-o a entregar, até o dia 8 de dezembro do mesmo ano, um mural para o altar da Virgem, na Igreja de São Francisco, em Milão. Leonardo contratou os irmãos De Predis para participar da execução, mas antes de terminada a obra romperam o contrato. No dia marcado, Leonardo não entregou o trabalho; começou aí uma questão judicial que durou 25 anos.
Ao que tudo indica, enquanto procurava cumprir a tarefa, com a colaboração dos irmãos De Predis e segundo exigências que determinavam uma série de pormenores na maneira de retratar os personagens, Leonardo trabalhava sozinho em outra versão, pessoal. É esta versão que está no Louvre. Inspira-se no animismo. Segundo esta doutrina, comum no Renascimento, a natureza inteira é animada por almas diversas, todas com caráter espiritual. Assim, a rocha, as flores, os animais e os homens constituem expressões diversificadas de uma mesma força vital e assim devem ser representados. Leonardo afirma, nos seus manuscritos, que a Terra vive e tem uma alma: os rios são suas artérias, os regatos são as veias, o fluxo e o refluxo do mar são o seu alento, nos vulcões está a residência da vida, o oceano em tomo dos mares é um lago de sangue em volta do coração. A Virgem dos Rochedos emerge de uma atmosfera vibrátil, densa, os objetos perdem os contornos rígidos para respirarem livremente, irradiando uma luz interna, nascida do íntimo, como se viesse mesmo da própria vida contida em cada um. O tema e o desenho foram tomados e copiados por contemporâneos, provavelmente alunos seus, com sutilíssimas modificações. Um desses quadros está na Pinacoteca de Milão e outro na Igreja de Affori, perto de Milão.
Na mesma época pintou A Ceia ou O Cenáculo, no qual retrata o momento em que Cristo anuncia haver um traidor entre os presentes. A intenção dramática é evidente na própria escolha da distribuição dos personagens, na fixação da atitude de cada um: espanto, suspeita, indiferença, dúvida, indignação, amor.
A Ceia custou três anos de trabalho, de 1495 a 1497. Pintou-a numa parede do Convento de Santa Maria delle Grazie, em Milão, com mais de 9 metros de comprimento e 4 metros e 20 centímetros de altura. Leonardo começa trabalhando com rapidez, dias inteiros, esquecido de tudo. Mas atravessa uma época difícil. A guerra contra Carlos VIII desvia o bronze necessário para fundir o monumento a Francesco Sforza, que custara tantos anos de trabalho.
Ele se queixa a Ludovico e cai em desgraça.
Por essa época, vive frugalmente, como um monge. Vegetariano por convicção, não bebe porque "o vinho toma a sua vingança ao bebedor". Às vezes, passa vários dias sem pegar um pincel, desenhando e redesenhando as figuras da Ceia. Há uma enorme série de estudos não só do conjunto como de cada um dos apóstolos, inclusive despidos - para melhor estudar o movimento e a atitude de cada um. Esseás desenhos estão em Milão, no Louvre, em Windsor, na Academia de Veneza e na Albertina de Viena. As duas figuras centrais, Cristo e Judas, merecem um longo estudo e uma incansável busca por modelos dignos. Judas acaba ficando muito parecido com Savonarola - que então domina a vida de Florença, até ser queimado.


Os críticos discutem até hoje se Leonardo terminou ou não sua obra. Sem muita sorte, apesar dos novos processos que ensaiou, em pouco tempo as cores começaram a desbotar, as paredes a descascar, a umidade atacando a têmpera aplicada diretamente sobre o muro.
É até possível que Leonardo tenha abandonado o trabalho, por causa das más condições do local. Luca Pacioli, amigo de Leonardo, escreve em 1498 que "o maravilhoso trabalho não está acabado, mas é uma obra-prima, numa localização infeliz".
Os padres de Santa Maria chegam a abrir uma porta no mural. Sucessivas tentativas de restauração comprometem ainda mais a Ceia, que tendo escapado por um triz ao bombardeio aéreo na II Guerra Mundial, ficou sujeita depois a nova tentativa de restauração.
De qualquer forma, a Ceia devolve Leonardo às boas graças de Ludovico, que o presenteia com uma vinha em São Vitório. Mas desde a morte da mulher, em 1496, que Ludovico não é o mesmo homem, a corte não tem para ele o mesmo brilho. E quando os franceses invadem a cidade, em 1500, Leonardo, abalado pela derrota de Ludovico - de quem era conselheiro militar -, poe-se a serviço de César Bórgia. Em Florença ele é o Consultor para Questões de Arquitetura. De 1500 a 1501 viaja o tempo todo.
Vai a Mântua, onde é hóspede de Isabella dáEste (que encomenda, entre outras coisas, um retrato que nunca foi além do primeiro esboço, apesar do empenho da ilustre dama).
Em Veneza estuda o sistema defensivo da cidade, ameaçada pelos turcos, projeta gigantescas catapultas, preocupa-se com o domínio dos ares. Depois de estudar a fundo o vôo das aves conclui que o homem jamais voará batendo asas, mas está certo de que, resolvido o problema da propulsão, o homem voará, porque a estabilidade e o pouso não serão problema. Cria um pára-quedas e começa a estudar um engenho voador mecânico. Chega, inclusive, a criar o parafuso aéreo, uma antevisão do helicóptero, de propulsão mecânica.
Baseado no princípio de Arquimedes inventa uma bomba hidráulica, para elevar água, a primeira do gênero. Imagina ainda uma bomba de poço e uma roda hidráulica. Projeta uma ponte parabólica. Estuda os peixes e, para vencer a resistência da água, aconselha novos perfis para as embarcações. Projeta vários modelos de barco, inclusive um movido a rodas de pás - como os navios a vapor de trezentos anos depois.

Em Veneza é acusado de desrespeito aos mortos, por dissecar cadáveres, o que constituía crime, além de ser um terrível pecado contra a Igreja. O escândalo é abafado.
Nomeado engenheiro militar acompanha César Bórgia nos seus empreendimentos guerreiros e encontra tempo para inventar uma grua de cabrestante com freio dentado e equilibrada por contrapeso, um isqueiro para acender canhões e uma draga palustre de pás escavadoras. E também para pintar: começa Gioconda em 1503.
Segundo Vasari, Francesco del Giocondo, um rico florentino, encomendou a Leonardo - e pagou-lhe muito bem por isso - um retrato de sua mulher, Mona Lisa.
Quatro anos depois o quadro não está pronto. Aqui começa o grande debate: quem é a dama do quadro? A mulher de Giocondo? É este o retrato de uma jovem de 26 anos? Ou é o retrato de Constança dáAvalos, Duquesa de Francavilla, "inclusive com o véu negro de viúva?" Há quem afirme - e a sério - que o encantador sorriso é de um jovem, travestido.


Diz a lenda que Leonardo tocava, para distrair seu modelo, música composta por ele em instrumentos inventados por ele, como um órgão a água e uma lira de prata (que daria de presente a Ludovico). O certo é que a Mona Lisa del Giocondo se tornou o quadro mais célebre da pintura ocidental. Hoje está no Louvre, como principal atração turística, numa sala em que um Rafael e um Correggio passam despercebidos, ofuscados pela fama da Gioconda. Aqui também Leonardo foi copiado. A mesma pose foi repetida por dezenas de artistas que retrataram mulheres vestidas e despidas na mesma posição, à procura do mesmo sorriso inimitável, durante mais de cem anos.
Também data de 1503 Santana, a Virgem e o Menino, cuja exposição é um sucesso. Filipino Lippi, convidado a fazer o quadro para os padres da Annunziata, que queriam a Virgem, o Filho e a Mãe num mesmo altar, recusou-se modestamente, indicando Leonardo, em 1500. Ele recebe dinheiro por conta e não dá andamento ao trabalho, nem apresenta um projeto. Está preocupado com a Geometria, depois com a Hidráulica, em seguida com a Geometria dos Sólidos, e logo com a Anatomia.
Leonardo também não completa o afresco que a República Florentina encomenda para a Sala do Conselho do Palácio da Senhoria. Nesta enorme sala, Leonardo deveria pintar a Batalha de Anghiari, que ficaria de frente para outra pintura comemorativa, a da Batalha de Cascina, a cargo de um jovem que iniciava brilhantemente a carreira: Michelangelo Buonarroti. Certo de superar seu concorrente, Leonardo trabalha com rapidez e segurança. Mas, assim que o afresco começa a deteriorar-se, pois as novas técnicas de Leonardo não aprovam, perde o interesse, faz um depósito de 150 florins e segue para Milão.
Em Milão tenta recuperar a vinha que Ludovico lhe dera, procura acalmar os padres a quem ainda deve A Virgem dos Rochedos e aceita a incumbência de fazer uma estátua eqüestre, um monumento a Trivulce. Mas Ludovico reconquista o poder, os franceses fogem e Leonardo é obrigado a sair às pressas, acusado de colaborar com o inimigo.
Foge para Roma, coloca-se a serviço de Juliano de Medici. Roma não lhe é simpática, prefere Rafael e Michelangelo, artistas mais jovens. Nesta época quase não pinta, aprofunda seus estudos de Matemática, dedica-se decididamente aos projetos de Arquitetura e de Engenharia, aos estudos de Anatomia, à redação do seu tratado sobre pintura (que só será editado posteriormente em Paris para comemorar o seu centenário, em 1551, com o título de Tratado da Pintura).

E só em 1510 acaba por fim Santana, a Virgem e o Menino, ainda assim sem alguns detalhes.
A morte de Juliano precipita sua partida de Roma. Aceita o convite de amigos franceses e deixa definitivamente a Itália em 1516. Leva seus manuscritos, centenas de desenhos, três quadros - todos os três feitos por encomenda e nenhum deles entregue.
Doente, com um problema de articulação na mão esquerda, não pinta mais, vai aos poucos perdendo as forças. Mora no Castelo de Cloux, perto de Amboise, no Touraine - uma residência de Francisco I. O rei é uma das suas visitas constantes. Outra é De Beatis, secretário do Cardeal de Aragon, a quem confessa que dissecara trinta cadáveres, corpos que precisou comprar ou roubar para arrancar a pele, seguir o caminho das veias, estudar a junção dos ossos, aprender a disposição dos músculos, á procura dos segredos do movimento do homem. Mostra suas pesquisas, as conclusões a que chegou, as questões que formulou, tudo anotado numa escrita peculiar, intraduzível, indecifrável durante anos (até que se descobriu que ele escrevia para ser lido diante de um espelho). Esses cadernos, se revelados e aceitos na época, certamente teriam feito a medicina avançar cem anos, no mínimo.
O mês de abril de 1519 ele o passa na cama, cercado por três quadros: a Mona Lisa del Giocondo; Santana, a Virgem e o Menino e o São João Batista, que provavelmente pintou em Roma como sua última obra.

No dia 2 de maio o Rei Francisco I visita mais uma vez Mestre Leonardo. Para aliviar-lhe a dor, sustenta sua cabeça nos braços. "Reconhecendo que não podia gozar de honra maior" (segundo Vasari), Leonardo da Vinci morre nos braços do rei.

Está morto o homem que inventou sapatos para caminhar sobre a água, que inventou o salva-vidas, que inventou o compasso parabólico, que inventou máquinas capazes de fazer lentes telescópicas de 6 metros e lentes côncavas, que demonstrou a impossibilidade do moto-contínuo, que descobriu a mecânica dos músculos, que mediu a distância do Sol a Terra e o tamanho da Lua. Está morto o homem que pintou o quadro mais reproduzido do mundo, além de pintar o quadro mais célebre, mas que entre todas suas obras só gostava verdadeiramente de Santana, a Virgem e o Menino.


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quarta-feira, 31 de março de 2010




É PRECISO CAIR PARA DAR VALOR A QUANDO NOS LEVANTAMOS!

Sequestradores de alma - Você pode ser uma vítima

Li este artigo no site que frequento "Somos Todos Um", e achei que muitas pessoas vivem assim prisioneiras. Esta é uma forma de dar força a essas pessoas a ter coragem de avançar e lutarem pela sua própria liberdade: a de viver cada dia da sua Vida com alegria!!!!





- Você sabe o que é ser prisioneiro psicológico da trama secreta e obscura de outro alguém?
- Já teve ou está numa relação onde se sente preso e sem liberdade para ser você desde os aspectos mais simples até nos mais profundos do seu ser? Sempre abre mão dos seus desejos e escolhas em nome de acertar a sua relação com o outro, sentindo-se sempre devedor de algo não palpável?
- Percebe ser freqüentemente julgado e criticado sem se quer ter errado?
- Costuma ter dificuldade para discernir se seus sentimentos sobre sua liberdade são verossímeis ou não...
- Sente dúvida sobre si mesmo a ponto de se sentir culpado?
- Sente-se obrigado a fazer coisas em conjunto que pelo seu estilo de personalidade não gostaria de fazer nem junto e nem separado...?
- Fica preso como se andando em círculos se repetindo neste tipo de situação desagradável para você?

Se as respostas forem positivas é bem provável que você esteja sendo mais uma vitima desse tipo de seqüestro emocional.

Quais tipos de pessoas costumam ser vítimas desse tipo de seqüestrador?

- Em geral, são pessoas com carências afetivas importantes, pessoas de boa índole com certa dose de ingenuidade em relação ao outro e benevolência acima do limite. Pessoas sem malícias maiores. Pessoas que acreditam que a doença emocional sempre vai morar ao lado e nunca na própria casa onde se vive.

Como agem estes seqüestradores de almas?

- O primeiro passo é o da sedução sem limites. O seqüestrador se transforma naquilo em que a vítima mais necessita no momento e nunca as promessas são falsas, sempre as cumpre. As ofertas vêm desde suprimento de carência afetiva, a oferta de trabalho, dinheiro, roupas, viagens, etc.

O problema começa quando o preço oculto neste pacote de suposta bondade, doação e boa vontade começam a ser cobrados num padrão de sofisticação intelectual em que a vítima dificilmente consegue discernir como sendo algum tipo de cobrança, mas sente-se culpada e na obrigação de servir aos desejos e reclamações do parceiro. Este por sua vez, num mecanismo perverso, visa aprisionar o outro num sistema sutilmente violento onde a principal arma é a inserção do sentimento de culpa, a desqualificação e a negação de tudo que signifique a identidade do parceiro.

Como resultado, uma importante quebra da auto-estima e confiança se estabelece somando-se ao entendimento de que só se sobrevive psiquicamente através da dependência emocional e dos ditames do suposto seqüestrador.

Como escapar deste tipo de enredamento psicológico e de alma?

- Em primeiro lugar, é preciso se ter plena consciência de que algo está errado. Que as sensações diárias não estão nada boas e que algo deve ser feito, mesmo que não se tenha clareza sobre a totalidade da situação.
- Em segundo, saber que podemos fazer escolhas na vida, por mais difíceis que elas possam parecer.
- Em terceiro, se estiver muito confuso e com dificuldades para discernir o certo do errado, o justo do injusto e sentir um constante desconforto, não deixe de buscar auxílio de amigos, se tiver, de uma convicção religiosa e sempre busque apoio num processo terapêutico.

Os danos causados pro este tipo de vivência se forem por período demasiado longo, podem ser devastadores na vida de uma pessoa.

Lembre-se, sua vida é única e que estamos aqui para sermos felizes de verdade. Não se acostume com o que não lhe faz bem, tudo pode mudar para melhor. Ouse e conquiste.



Escrito por: -  
:: Silvia Malamud : retirado do site "Somos Todos Um"

terça-feira, 30 de março de 2010

Tristeza



Há dias assim. Aceite a sua tristeza, viva-a intensamente, chore e deite para fora tudo aquilo que lhe aperta o coração, toda a sua dor, raiva ou aquilo que seja que lhe está perturbando. Fique no seu canto, no seu quarto, onde se sentir melhor, só, e aceite o que está sentindo. Não fuja desse sentimento, senão ele disfarçado o perseguirá. Não está escrito em lado nenhum que a tristeza não tenha de ser vivida. Viva-a e depois deixa-a ir. Porque, há dias asssim ...

domingo, 28 de março de 2010

Acredite





Pensamos muitas vezes que Deus não escuta nossos apelos. Nós é que não escutamos as suas respostas.
(François Mauriac)

sábado, 27 de março de 2010

For anonymous

" i really enjoy all your writing style, very interesting, don't give up as well as keep penning for the reason that it simply truly worth to look through it, excited to read far more of your current content articles, enjoy your day!" 
..... I don't  know who you are, where you live, and as you are, but i know that your words touched me! Thanks ....   For you  
are my favorite flowers 

AMAR



Alguém já amou?

Amou outro ser humano, ao ponto de abdicar de si próprio e da sua pópria Vida?

Sentiu dentro de si, quando essa pessoa estava perto, borboletas no estomâgo, provocando leves cócegas de prazer que se espalham pelo corpo inteiro, da cabeça até aos pés, igual que uma criança num momento de alegria pura?

Um sentir o sangue correr nas veias com uma força brutal, coração ao mesmo compasse, e uma alegria interior invadindo a alma?

Uma vontade incontrolável de agarrar e apertar junto a si essa pessoa, querendo que o seu pulsar se junte ao seu?

Uma emoção vulcânica quando ela toca no seu corpo e quando ao mesmo tempo sente acontecer o mesmo com ela?

Uma explosão de prazer que chega a fazer chorar quando os dois se unem num só?

Uma dor arrebatadora quando essa pessoa afasta-se de si, temendo-a perder para outras?

Um sentir que É AMADA verdadeiramente, como ninguém mais a amou, como niguém mais a protegeu, como ninguém mais a ENTENDEU, como ninguém mais a apoiou, mesmo sabendo que tinha errado?

Que lhe deu coragem nos momentos que chorou, que se sentiu só e perdida na Vida, quando defendeu seus princípios, mesmo quando era apontada pelos demais?

Um sentir que AMA verdadeiramente, como nunca amou, como nunca tentou proteger, apoiar, defender, mesmo sabendo que essa pessoa tinha errado?

Uma certeza absoluta que não amará mais nenhum ser humano até que Deus lhe leve a Vida?

EU NÃO!!!


Por: Analuz.

quarta-feira, 24 de março de 2010

A reencarnação


A reencarnação não é apenas uma hipótese religioso/filosófica. Do tema também se ocupam cientistas do mais alto prestígio. Suas pesquisas e conclusões são bastante aceitas nos meios acadêmicos.

Um dos pioneiros nessa abordagem científica é o Dr. Ian Stevenson, médico psiquiatra, ex-diretor do Departamento de Psiquiatria da Universidade de Virgínia e agora é diretor da Divisão de Estudos da Personalidade da Mesma Universidade. Suas credenciais são impecáveis, com inúmeros artigos publicados em jornais e revistas científicas especializadas. Dr. Stevenson estuda diligentemente o assunto por mais de 40 anos e reúne em arquivos documentação científica de mais de 3.000 casos de memórias de uma vida passada, em crianças de todas as partes do mundo. São lembranças espontâneas, isso é, sem utilização de recursos tais como hipnose, regressão etc. Muitas pessoas, incluindo cépticos, pesquisadores acadêmicos concordam que esses casos oferecem a melhor evidência (senão provas) da reencarnação. Nos anos 60, escreveu e publicou partes de seus trabalhos no seu famoso livro "Vinte casos Sugestivos de Reencarnação" que inaugurou a abordagem séria e acadêmica na pesquisa do fenômeno. Ele atuou conjuntamente com o famoso pesquisador indiano N.H. Banerjee, com o qual participou de muitas pesquisas. O Dr. Stevenson não aparece em programas de Rádio ou TV, em jornais ou revistas populares, muito menos sensacionalistas, reservando-se apenas aos meios acadêmicos.

Entre seus casos de maior evidência estão os seguintes casos que passamos de forma resumida:

1- Sam Taylor é um garoto de Vermont nascido um ano e meio após a morte de seu avô paterno. Quando Sam tinha um ano e meio de idade, enquanto seu pai trocava sua fralda ele disse; "quando eu tinha a sua idade eu costumava trocar suas fraldas também". Seu pai ficou atônito a medida que essas declarações de seu pequeno filho se repetiam. Ele comentou com a esposa (mãe de Sam) e ambos discutiram o assunto. Nenhum deles sequer tinha qualquer idéia sobre reencarnação, pois eram de famílias batista, embora não fossem eles próprios religiosos. Os fatos relembrados pelo pequeno Sam foram estudados pelo Dr. Stevenson, e todos provaram ser verdadeiros, embora o garoto nunca os tivesse ouvido, pois seus pais não costumavam conversar sobre seu avô paterno.

2- Kumkum Verma, uma garota da Índia começou a falar de uma vida anterior quando tinha pouco mais de três anos de idade.
Ela disse ter vivido na cidade de Darbhanga, num bairro chamado Urdu Bazar, cerca de 40 km da vila onde ela morava. Ela insistia que seu nome era Sundari e fez muitas declarações sobre sua suposta vida passada. Seu pai, um homem educado e culto, médico homeopata e dono de terras não conhecia ninguém, em Urdu Bazar. Kumkum falava de detalhes de sua vida passada, sobre o nome de seu filho, que o mesmo trabalhava como ferreiro artesão e o nome de seu neto. Mencionou que havia um cofre de ferro na sua casa e que ela mantinha uma cobra doméstica próxima ao cofre e que alimentava-a com leite. Falou do lago próximo a sua casa. Narrou sobre seu pai anterior, o nome da cidade onde este morava e o fato de que a casa de seu pai era rodeada por um pomar de mangas. Sua tia atual anotou essas declarações uns seis meses antes que alguém tentasse identificar essa personalidade. É digno de nota que Kumkum falava com um sotaque idêntico ao usado por essa família de Urdu Bazar, com termos típicos de uso dessa família, bem diferentes da maneira educada que sua família atual costumava falar. O Dr. Stevenson estudou esse caso e todas as declarações de Kumkum foram verificadas corretamente.

3- O caso de Shanti Devi é um dos melhores casos de memórias de crianças acerca de uma vida passada. É notável também pelo fato de que o próprio Mahatma Gandhi designou um comitê de 15 homens proeminentes para estudar e acompanhar esse caso. Esse grupo incluía parlamentares, religiosos, estudiosos, homens da Ciência, médicos e jornalistas.

Tudo começou em 18 de Janeiro de 1902 em Chaturbhuj, distrito cidade sagrada de Mathura. Uma família local foi abençoada com o nascimento de uma menina, a qual deram o nome de Lugdi, que cresceu muito religiosa, tendo visitado muitos lugares de peregrinação desde muito jovem. Em uma dessas peregrinações ela feriu gravemente a perna e por isso, depois de tratamentos iniciais em Mathura, teve que ser levada para tratamento em Agra. Lugdi casou-se com um próspero dono de lojas de roupas e tecidos chamado Kedarnath Chaube, que tinha lojas em Mathura com uma filial em Hardwar, Em sua primeira gravidez, Lugdi perdeu a criança numa cesariana. Na segunda gravidez, seu esposo preocupado levou-a para um grande hospital em Agra, onde ela se submeteu a uma segunda cesariana, quando ela deu aà luz um menino em 25 de Setembro de 1925. Nove dias após, entretanto, a saúde de Lugdi deteriorou e ela veio a falecer em 4 de Outubro deste ano.

 Shanti Devi

Em 11 de Dezembro de 1926, em Chirawala Mahulla, um pequeno bairro de Delhi, Babu Rang Bahadur Mathur, foi abençoado com o nascimento de uma filha, a qual chamou de Shanti Devi. Ela era como qualquer outra menina, exceto pelo fato de que falava muito e aos quatro anos de idade começou a narrar acontecimento estranhos. Ela falava acerca de seu "esposo" e seu "filho" dizendo que ambos moravam em Mathura e que seu esposo tinha lojas de tecidos. Após narrar vários incidentes conexos com sua vida anterior, seus pais ficaram preocupados.

Depois de atrair a atenção local, Shanti Devi atraiu a atenção da imprensa de todo o país. Foi quando Gandhi interveio e designou um comitê para pesquisar os fatos. Shanti Devi foi levada à cidade de Mathura, onde mostrou conhecer todos os lugares e pessoas ligadas a sua vida anterior. Várias tentativas foram feitas para induzi-la ao erro, colocando-se pessoas ligadas a ela no meio de muitas outras, as quais ela imediatamente as reconheceu, ou quando apresentaram outro homem como sendo seu esposo, mas ela o identificou como o irmão de seu esposo. Ou quando seu pai permaneceu calado, quase anônimo no meio de outros homens e ela prontamente o reconheceu e o abraçou chorando. Contou detalhes de sua vida conjugal que só ela e seu antigo esposo conheciam. Ela indicou com precisão, detalhes da casa onde morou, mesmo antes de lá chegar, e da casa das amigas vizinhas. Tudo foi verificado e o caso foi re-estudado pelo Dr. Stevenson, baseado em documentos e reportagens de jornais da época, além dele entrevistar a própria Shanti Devi na década de 60.

Atualmente, muitos pesquisadores estudam esses casos, que são catalogados e objeto de estudos sérios e críticos.

GOSTEI

terça-feira, 23 de março de 2010

A união


Metade de ti é homem,
metade de ti é mulher,
metade de ti é água,
metade de ti é fogo,
metade de ti é lua,
metade de ti é sol,
metade de ti é luz,
metade de ti é treva,
metade de ti é beleza,
metade de ti é feiura,
metade de ti é passado,
metade de ti é futuro,
metade de ti é sonho,
metade de ti é suor,
metade de ti é bondade,
metade de ti é maldade,
metade de ti é quente,
metade de ti é frio,
metade de ti é treva,
metade de ti é beleza,
metade de ti é palavra,
metade de ti é silêncio,
metade de ti é criança,
metade de ti é adulto,
metade de ti é espírito,
metade de ti é matéria,
metade de ti é bem,
metade de ti é mal,
metade de ti é alegria,
metade de ti é tristeza,
metade de ti é prazer,
metade de ti é dor,
metade de ti é flor,
metade de ti é espinho,
metade de ti é verdade,
metade de ti é mentira,
metade de ti és tu,
metade de ti sou eu,
metade de ti é luxúria,
metade de ti é castidade,
metade de ti é vida,
metade de ti é morte,
metade de ti é todo mundo,
metade de ti é ninguém,
metade de ti é pedir,
metade de ti é dar,
metade de ti é pobreza,
metade de ti é riqueza,
metade de ti é razão,
metade de ti é coração,
metade de ti é fortaleza,
metade de ti é fraqueza,
metade de ti é sabedoria,
metade de ti é ignorância,
metade de ti é vazio,
metade de ti é plenitude,
metade de ti é unidade,
metade de ti é multiplicidade,
metade de ti é certeza,
metade de ti é mistério...

És duas metades que se buscam, e que querem se beijar...

És duas metades que se procuram, e que desejam se unir...

És duas metades ansiosas pela comunhão...

És duas metades que desejam fazer as pazes...

És duas metades que desejam se reconciliar...

És duas metades que desejam se casar... Tens dentro de ti dois enamorados que brigam e que se amam...

"Uma casa dividida contra si mesma não poderá permanecer"

"Convém que faças as pazes com teu inimigo enquanto estás a caminho"

(autor desconhecido)

segunda-feira, 22 de março de 2010

Afinal existe .....

A PEQUENA ALMA - explicação simples da Vida


- Eu sei quem sou!
E Deus disse:
- Que bom! Quem és tu?
E a Pequena Alma gritou:
- Eu sou Luz
E Deus sorriu.
- É isso mesmo! - exclamou Deus. - Tu és Luz!

A Pequena Alma ficou muito contente, porque tinha descoberto aquilo que todas as almas do Reimo deveriam descobrir.

- Uauu, isto é mesmo bom! - disse a Pequena Alma.

Mas, passado pouco tempo, saber quem era já não lhe chegava. A pequena Alma sentia-se agitada por dentro, e agora queria ser quem era. Então foi ter com Deus (o que não é má ideia para qualquer alma que queira ser Quem Realmente É) e disse:

- Olá Deus! Agora que sei Quem Sou, posso sê-lo?

E Deus disse:
- Quer dizer que queres ser Quem já És?

- Bem, uma coisa é saber Quem Sou, e outra coisa é s~e-lo mesmo. Quero sentir como é ser a Luz! - respondeu a pequena Alma.

- Mas tu já és Luz - repetiu Deus, sorrindo outra vez.
- Sim, mas quero senti-lo! - gritou a Pequena Alma.

- Bem, acho que já era de esperar. Tu sempre foste aventureira - disse Deus com uma risada. Depois a sua expressão mudou.

- Há só uma coisa...
O quê? - perguntou a Pequena Alma.

- Bem, não há nada para além da Luz. Porque eu não criei nada para além daquilo que tu és; por isso, não vai ser fácil experimentares-te como Quem És, porque não há nada que tu não sejas.

- Hã? - disse a Pequena Alma, que já estava um pouco confusa.

- Pensa assim: tu és como uma vela ao Sol. Estás lá sem dúvida. Tu e mais milhões, ziliões de outras velas que constituem o Sol. E o Sol não seria não seria o Sol sem vocês. "Não seria um sol sem uma das suas velas... e isso não seria de todo o Sol, pois não brilharia tanto. E no entanto, como podes conhecer-te como a Luz quando estás no meio da Luz - eis a questão".

- Bem, tu és Deus. Pensa em alguma coisa! - disse a Pequena Alma mais animada.

Deus sorriu novamente.
- Já pensei. Já que não podes ver-te como a Luz quando estás na Luz, vamos rodear-te de escuridão - disse Deus.

- O que é a escuridão? perguntou a Pequena Alma.
- É aquilo que tu não és - replicou Deus.

- Eu vou ter medo do escuro? - choramingou a Pequena Alma.

- Só se o escolheres. Na verdade não há nada de que devas ter medo, a não ser que assim o decidas. Porque estamos a inventar tudo. Estamos a fingir.

- Ah! - disse a Pequena Alma, sentindo-se logo melhor.

Depois Deus explicou que, para se experimentar o que quer que seja, tem de aparecer exactamente o oposto.

- É uma grande dádiva, porque sem ela não poderíamos saber como nada é - disse Deus - Não poderíamos conhecer o Quente sem o Frio, o Alto sem o Baixo, o Rápido sem o Lento. Não poderíamos conhecer a Esquerda sem a Direita, o Aqui sem o Ali, o Agora sem o Depois. E por isso, - continuou Deus -quando estiveres rodeada de escuridão, não levantes o punho nem a voz para amaldiçoar a escuridão.

"Sê antes uma Luz na escuridão, e não fiques furiosa com ela. Então saberás Quem Realmente És, e os outros também o saberão. Deixa que a tua Luz brilhe tanto que todos saibam como és especial!"

- Então posso deixar que os outros vejam que sou especial? - perguntou a Pequena Alma.

- Claro! - Deus riu-se. - Claro que podes! Mas lembra-te de que "especial" não quer dizer "melhor"! Todos são especiais, cada qual à sua maneira! Só que muitos esqueceram-se disso. Esses apenas vão ver que podem ser especiais quando tu vires que podes ser especial!

- Uau - disse a Pequena Alma, dançando e saltando e rindo e pulando. - Posso ser tão especial quanto quiser!

- Sim, e podes começar agora mesmo - disse Deus, também dançando e saltando e rindo e pulando juntamente com a Pequena Alma - Que parte de especial é que queres ser?

- Que parte de especial? - repetiu a Pequena Alma. - Não estou a perceber.

- Bem, - explicou Deus - ser a Luz é ser especial, e ser especial tem muitas partes. É especial ser bondoso. É especial ser delicado. É especial ser criativo. É especial ser paciente. Conheces alguma outra maneira de ser especial?

A Pequena Alma ficou em silêncio por um momento.

- Conheço imensas maneiras de ser especial! - exclamou a Pequena Alma - É especial ser prestável. É especial ser generoso. É especial ser simpático. É especial ser atencioso com os outros.

- Sim! - concordou Deus - E tu podes ser todas essas coisas, ou qualquer parte de especial que queiras ser, em qualquer momento. É isso que significa ser a Luz.

- Eu sei o que quero ser, eu sei o que quero ser! - proclamou a Pequena Alma com grande entusiasmo. - Quero ser a parte de especial chamada "perdão". Não é ser especial alguém que perdoa?

- Ah, sim, isso é muito especial, assegurou Deus à Pequena Alma.

- Está bem. É isso que eu quero ser. Quero ser alguém que perdoa. Quero experimentar-me assim - disse a Pequena Alma.

- Bom, mas há uma coisa que devias saber - disse Deus.

A Pequena Alma já começava a ficar um bocadinho impaciente. Parecia haver sempre alguma complicação.

- O que é? - suspirou a Pequena Alma.
- Não há ninguém a quem perdoar.

- Ninguém? A Pequena Alma nem queria acreditar no que tinha ouvido.

- Ninguém! - repetiu Deus. Tudo o que Eu fiz é perfeito. Não há uma única alma em toda a Criação menos perfeita do que tu. Olha à tua volta.

Foi então que a Pequena Alma reparou na multidão que se tinha aproximado. Outras almas tinham vindo de todos os lados - de todo o Reino - porque tinham ouvido dizer que a Pequena Alma estava a ter uma conversa extraordinária com Deus, e todas queriam ouvir o que eles estavam a dizer.

Olhando para todas as outras almas ali reunidas, a Pequena Alma teve de concordar. Nenhuma parecia menos maravilhosa, ou menos perfeita do que ela. Eram de tal forma maravilhosas, e a sua Luz brilhava tanto, que a Pequena Alma mal podia olhar para elas.

- Então, perdoar quem? - perguntou Deus.

- Bem, isto não vai ter piada nenhuma! - resmungou a Pequena Alma - Eu queria experimentar-me como Aquela que Perdoa. Queria saber como é ser essa parte de especial.

E a Pequena Alma aprendeu o que é sentir-se triste.

Mas, nesse instante, uma Alma Amiga destacou-se da multidão e disse:
- Não te preocupes, Pequena Alma, eu vou ajudar-te - disse a Alma Amiga.

- Vais? - a Pequena Alma animou-se. - Mas o que é que tu podes fazer?
- Ora, posso dar-te alguém a quem perdoares!

- Podes?
- Claro! - disse a Alma Amiga alegremente. - Posso entrar na tua próxima vida física e fazer qualquer coisa para tu perdoares.

- Mas porquê? Porque é que farias isso? - perguntou a Pequena Alma. - Tu, que és um ser tão absolutamente perfeito! Tu, que vibras a uma velocidade tão rápida a ponto de criar uma Luz de tal forma brilhante que mal posso olhar para ti! O que é que te levaria a abrandar a tua vibração para uma velocidade tal que tornasse a tua Luz brilhante numa luz escura e baça? O que é que te levaria a ti, que danças sobre as estrelas e te moves pelo Reino à velocidade do pensamento, a entrar na minha vida e a tornares-te tão pesada a ponto de fazeres algo de mal?

- É simples - disse a Alma Amiga. - Faço-o porque te amo.

A Pequena Alma pareceu surpreendida com a resposta.

- Não fiques tão espantada - disse a Alma Amiga - tu fizeste o mesmo por mim. Não te lembras? Ah, nós já dançámos juntas, tu e eu, muitas vezes. Dançámos ao longo das eternidades e através de todas as épocas. Brincámos juntas através de todo o tempo e em muitos sítios. Só que tu não te lembras. Já fomos ambas o Todo. Fomos o Alto e o Baixo, a Esquerda e a Direita. Fomos o Aqui e o Ali, o Agora e o Depois. Fomos o Masculino e o Feminino, o Bom e o Mau - fomos ambas a vítima e o vilão. Encontrámo-nos muitas vezes, tu e eu; cada uma trazendo à outra a oportunidade exacta e perfeita para Expressar e Experimentar Quem Realmente Somos.

- E assim, - a Alma Amiga explicou mais um bocadinho - eu vou entrar na tua próxima vida física e ser a "má" desta vez. Vou fazer alguma coisa terrível, e então tu podes experimentar-te como Aquela Que Perdoa.

- Mas o que é que vais fazer que seja assim tão terrível? - perguntou a Pequena Alma, um pouco nervosa.

- Oh, havemos de pensar nalguma coisa - respondeu a Alma Amiga, piscando o olho.

Então a Alma Amiga pareceu ficar séria, disse numa voz mais calma:

- Mas tens razão acerca de uma coisa, sabes?
- Sobre o quê? - perguntou a Pequena Alma.

- Eu vou ter de abrandar a minha vibração e tornar-me muito pesada para fazer esta coisa não-muito-boa. Vou ter de fingir ser uma coisa muito diferente de mim. E por isso, só te peço um favor em troca.

- Oh, qualquer coisa, o que tu quiseres! - exclamou a Pequena Alma, e começou a dançar e a cantar: - Eu vou poder perdoar, eu vou poder perdoar!

Então a Pequena Alma viu que a Alma Amiga estava muito quieta.
- O que é? - perguntou a Pequena Alma. - O que é que eu posso fazer por ti? És um anjo por estares disposta a fazer isto por mim!

- Claro que esta Alma Amiga é um anjo! - interrompeu Deus, - são todas! Lembra-te sempre: Não te enviei senão anjos.

E então a Pequena Alma quis mais do que nunca satisfazer o pedido da Alma Amiga.

- O que é que posso fazer por ti? - pergintou novamente a Pequena Alma.

- No momento em que eu te atacar e aingir, - respondeu a Alma Amiga - no momento em que eu te fizer a pior coisa que possas imaginar, nesse preciso momento...

- Sim? - interrompeu a Pequena Alma - Sim?
A Alma Amiga ficou ainda mais quieta.

- Lembra-te de Quem Realmente Sou.
- Oh, não me hei-de esquecer! - gritou a Pequena Alma - Prometo! Lembrar-me-ei sempre de ti tal como te vejo aqui e agora.

- Que bom, - disse a Alma Amiga - porque, sabes, eu vou estar a fingir tanto, que eu própria me vou esquecer. E se tu não te lembrares de mim tal como eu sou realmente, eu posso também não me lembrar durante muito tempo. E se eu me esquecer de Quem Sou, tu podes esquecer-te de Quem És, e ficaremos as duas perdidas. Então, vamos precisar que venha outra alma para nos lembrar às duas Quem Somos.

- Não vamos, não! - prometeu outra vez a Pequena Alma. - Eu vou lembrar-me de ti! E vou agradecer-te por esta dádiva - a oportunidade que me dás de me experimentar como Quem Eu Sou.


E assim o acordo foi feito. E a Pequena Alma avançou para uma nova vida, entusiasmada por ser a Luz, que era muito especial, e entusiasmada por ser aquela parte especial a que se chama Perdão.

E a Pequena Alma esperou ansiosamente pela oportunidade de se experimentar como Perdão, e por agradecer a qualquer outra alma que o tornasse possível.

E, em todos os momentos dessa nova vida, sempre que uma nova alma aparecia em cena, quer essa nova alma trouxesse alegria ou tristeza - principalmente se trouxesse tristeza - a Pequena Alma pensava no que deus lhe tinha dito.

Lembra-te sempre, - Deus aqui tinha sorrido - não te enviei senão anjos;" 



domingo, 21 de março de 2010

DEPOIS DE ASSISTIREM COMO SE SENTIRAM???



EU FIQUEI COM VERGONHA DE SER ADULTA

O Poder das Palavras




As palavras têm poder, cada som, cada sílaba, cada letra é uma vibração que ao falar estamos soltando no ar.   As ondas repercutem nos campos sutis das pessoas que as ouvem, mas mais ainda, repercutem em todo o universo, pois tudo está interligado.
É importante conscientizar-se do poder da palavra para utilizá-la sabiamente em nossas vidas.
Mas o pensamento também é energia que se materializa, e mesmo que isso ocorra num plano mais sutil, a influência se manifesta ao nosso redor, pois “tudo o que está em cima, está embaixo”, e portanto tudo está interligado.  Todo pensamento é palavra, pois aprendemos a pensar assim.  E todo pensamento é energia também, energia da mesma matéria-prima que nosso corpo, que os animais, que as plantas e tudo o que existe incluindo os minerais, o vento, a luz, etc. 
Ocorre que há diferenças nas vibrações de cada elemento no universo, assim por exemplo, uma pedra vibra em uma freqüência baixa, por isso pode se tocar e vê-la.  Já uma luz, vibra em uma freqüência muito superior, por isso, apesar de a enxergarmos, não podemos tocá-la, já um pensamento não podemos nem sequer vê-lo, mas ele está lá, existe e gera repercussões, mesmo à distância. 

O mundo sutil onde as palavras se manifestam, se chama AKASHA.  A influência deste mundo, afeta nossas vidas como um todo, não só no presente mas também no futuro.
Cada palavra expressada tem efeito em nossas vidas, e esta influência poderá ser a nosso favor ou contra nós, conforme a idéia nela expressa.

 “No início era o verbo”, diz a Bíblia (João,1:1). E o verbo ainda hoje cria o universo humano.
A palavra é muito poderosa, pode condenar, salvar, iluminar e mandar a escuridão, pode fazer adoecer, curar e dar esperança, fazer alguém feliz ou triste.  Através da palavra pode-se vampirizar uma pessoa, profetizar ou amaldiçoar.   O pensamento correto leva à palavra e à ação corretas, e assim se faz à felicidade conforme dito em Tiago, 3:12-3 no novo testamento :

“Aquele que não tropeça ao falar é realmente um homem perfeito, capaz de refrear todo seu corpo. Quando colocamos um freio na boca dos cavalos, a fim de que nos obedeçam, conseguimos dirigir todo seu corpo.” 
O Dhammapada, uma das escrituras do budismo, ensina: 
“Tudo o que somos hoje é resultado do que temos pensado. O que pensamos hoje é o que seremos amanhã: nossa vida é uma criação da nossa mente. Se um homem fala ou age com uma mente impura, o sofrimento o acompanha como a roda segue a pata do boi que puxa a carreta. (...) Se um homem fala ou age com a mente pura, a felicidade o acompanha como sua sombra inseparável.” 
Assim como a cabeça do cavalo, a palavra vai à frente, abre caminho e define as linhas pelas quais o futuro será construído

Jesus Cristo ensina em Mateus, 12;34-37 : “A boca fala daquilo de que o coração está cheio. O homem bom do seu bom tesouro tira o bem, mas o homem mau do seu mau tesouro tira o mal. Eu lhes digo que de toda palavra inútil que os homens disserem darão contas no dia do Juízo. Pois por suas palavras você será justificado, e por suas palavras será condenado”. 

No Ocultismo, sabemos que cada palavra mesmo que ociosa têm o mesmo poder de uma palavra pronunciada, isso significa dizer que mesmo as palavras pensadas, têm poder sobre o universo, como é pregado pelas várias e antigas tradições religiosas.
Segundo um antigo provérbio tibetano : “As palavras não têm nem pontas, nem corte, mas podem ferir o coração de um homem”. 
Sabemos desse poder sobre as outras pessoas, quando somos crianças, nossos pais têm poder sobre nós e vão nos ensinando a entender palavras pronunciadas com vários sentidos, bons ou maus.    Conscientizamo-nos de que as palavras têm poder criador e devemos pronunciá-las sabiamente.

No livro da Gênese, na Bíblia, a criação é realizada através do poder da palavra de Deus. Na medida em que Deus falava, sua criação surgia. (lembre-se de que somos a Sua imagem e semelhança).  
O poder de Deus fluiu através da sua palavra. Encontramos referência ao poder da palavra em outros livros da Bíblia: "Nossas palavras também podem criar ou destruir", "Abençoai e não amaldiçoeis", "o Espírito Santo opera através da Palavra de Deus" ou o clássica "No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus" de João Evangelista.

As forças invisíveis da natureza, influenciam favoravelmente na energia da pessoa que manifesta palavras (mesmo pensadas) de bondade, amor e alegria, já o contrário também é verdadeiro. 
O poder da palavra e do pensamento é como o efeito de espadas de fogo. Este fogo, ao passo que ilumina, também pode queimar se não for tomado com cuidado e atenção.  O fogo também representa uma força espiritual e tem o poder de transmutar qualquer energia.  Assim, simbolicamente, a palavra também tem esse poder.  Quem fala sem pensar, também age sem pensar e saber calar é a mais alta sabedoria que existe, além de ser obtida por muita disciplina.   Saber calar, como se faz na meditação, faz com que se abram espaços no nosso ser, seduzindo o espírito a se manifestar, e assim obtemos além de autocontrole e saúde, uma maior consciência em tudo o que fazemos. 

As palavras profetizam, por isso, antes de dizer algo de ruim para outra pessoa ou se lamentar sobre sua vida, pense, ou melhor, afaste pensamentos negativos, pois isso irá se manifestar no Akasha e certamente posteriormente, se fará em sua vida material.

Por isso, aproveite o livre-arbítrio dado por Deus, (o poder de escolher entre uma coisa e outra), e pense positivo, fale positivo e aja positivamente em sua vida.  Desta forma, verá que seu mundo pessoal se iluminará e coisas incríveis acontecerão em sua vida, mas lembre-se; de acordo com suas aspirações é que isso irá ocorrer.

Para Madame Blavatsky, a palavra era uma das principais armas do guerreiro da luz.  
Ela não deixava dúvidas: “O nosso lema é e será sempre ‘não há religião superior à verdade’. O que procuramos é a verdade, e, uma vez encontrada, nós a colocamos diante do mundo, aconteça o que acontecer.”

Referências à palavra também são encontradas no “Livro dos Vedas” da antiga religião da Índia, considerados um dos mais antigos documentos da literatura indiana datado de milhares de anos. O termo Veda significa conhecimento.   Posteriormente, foi codificado na forma escrita. 
Wittgenstein grande pensador ocidental, numa visão empirista e científica, escreveu sobre a palavra :  que "os limites de meu mundo são os limites de minha linguagem".  


Assim, somente o que é nomeável, ou seja, o que pode ser traduzido em palavras ou pensado, existe. 
Os africanos sabem bem do poder da palavra, e não é à toa que lá na África, a palavra é considerada sagrada. Os africanos acreditam que a palavra tem enorme poder que pode ser perdido se for utilizada banalmente.  Assim, eles falam somente o necessário, e escolhem muito bem as palavras a serem usadas.  Na antiga religião judaica também, as letras do alfabeto são constituídas, cada uma com um poder específico e ligados à manifestação de Deus, e entendidos na antiga tradição cabalística.

 Por:
Roberto Dantas
Roberto Dantas é Psicanalista Clínico,
Psicoterapeuta, Sociólogo e Escritor.

sábado, 20 de março de 2010

Consciência:







      Expansão ou Colapso 
"
"Omundo está maluco"; "Estou passando por uma situação muito difícil"; "Estou perdido, não sei o que fazer"; "Estou vivendo muitas mudanças";  "Meu dinheiro está acabando e não sei como recuperar"; "As pessoas estão muito agressivas";  "Ninguém mais respeita ninguém"; "Já não tenho certeza de como  agir"; "Tenho muito medo quando saio de casa"; "Não sei o que meu filho anda fazendo, ele está diferente, estou assustada"; "Não durmo enquanto meus filhos não chegam"; "Quero fugir desta cidade, sorte de quem consegue"; "Daqui uns anos eu vou embora"; "Será que essa crise não vai passar nunca?.."
 

        Estas são algumas das muitas frases que escutamos diariamente.  As pessoas percebem que estão ocorrendo mudanças e esta nova realidade os está assustando.
        Mas, qual é essa realidade?
        Com a proximidade da chegada do próximo milênio, todas as ordens religiosa/esotéricas falam em uma eminente alteração da consciência humana.
        Cria-se e propaga-se milhões de teorias apocalípticas caso não haja esta alteração e explicam quais serão as suas conseqüências.


         As pessoas indagam, caso o pior aconteça, se irão sobreviver de uma maneira ou de outra.  Nesta necessidade de continuar a existir,  pergunta se, pelo menos,  há vida após a morte.
     
         Vamos inverter esta pergunta para tentar respondê-la: 
                      Há vida antes da morte?

Vou propor a você uma brincadeira: Imagine um lugar onde tenha o costume de ficar só e aproveite para observar onde realiza o encontro consigo próprio.
 
     Porém, desta vez,  terá companhia: Olhe para a porta de entrada,  ela se abre e adentra seu mundo particular, com suas vestes negras e sua foice, a imagem da própria morte...      Ela penetra seu olhar seriamente e diz que  vai dar a você, a partir deste exato momento, setenta e duas horas. 

Ao final delas, com pontualidade,  virá lhe buscar.

    Neste acordo existe uma condição: ninguém poderá saber dele, caso contrário ela, num minuto, levará você....   Agora, com sinceridade, analise a reação que você acha que terá.
                                        
 
Pense nas várias opções possíveis:
 

- Revoltar-se contra o destino certo, sair de prumo, desesperar-se e passar o resto de seu tempo chorando e perguntando: Porque EU? - Tentar descobrir o que fez de errado para merecer isto...
- Dizer: Que bom, vou sair deste planeta horrível..
- Contar logo para alguém o seu macabro encontro, porque assim, Ela virá buscá-lo e você ficará rapidamente livre desta ansiedade.
 
- Tentar encontrar alguma maneira de ludibriá-la. - Sair matando todo mundo porque, se você vai morrer, que os outros também morram...
- Ficar trancado em casa com sua família.
- Ficar trancado na sua Igreja pedindo perdão e se arrependendo de seus pecados.
- Deixar seus negócios na mais perfeita ordem para que sua família esteja segura e garantida financeiramente. - Gastar tudo o que tem e se divertir tudo o que pode, seja lá como for.
 

- Falar tudo aquilo que tem vontade para todo mundo, inclusive para a família e para o patrão... - Fazer toda a caridade do mundo para que se lembrem de você como uma pessoa muito boa e rezem pela sua alma...
- Traçar um plano para agir rapidamente e aproveitar, da melhor maneira possível esta oportunidade recebida e o tempo que lhe resta.
     

Poderíamos pensar em outras mil atitudes a  serem tomadas. Nosso objetivo é que você perceba qual poderia escolher, de que maneira reagiria neste momento.
 

    A partir desta situação sua hierarquia de valores, provavelmente, deve ter mudado.    O que era muito importante deixou de ser e o que muitas vezes foi postergado, passa a ser vital. 
    Nesta brincadeira, o objetivo é que você entenda quais valores e necessidades deixaram de ser tão preciosos e quais passaram a ser fundamentais nesta sua breve vida.
    
Quando você não tem muito tempo de futuro, o enfoque  muda.  
Você não pode traçar objetivos a longo prazo. Percebe que tudo que podemos fazer pelos - ou com - nossos entes queridos, agora está limitado a somente setenta e duas horas.
 
    Agora, neste exato momento, pensando com honestidade na atitude que tomaria, analise:  

O quanto você está  longe do que na verdade quer?    O quanto  você se distanciou do que é  importante?  O quanto você deixou de fazer por medo? O quanto seu orgulho ou sua vaidade impediu que você agisse como realmente gostaria? O quanto seu tempo foi bem ou mal utilizado? O quanto seu preconceito impediu que você conhecesse ou experimentasse um mundo novo?

    
Por último: O quanto você perdeu de momentos que poderiam ter sido felizes?
 

   Se na hora do acordo, você escolheu traçar um projeto e agir rapidamente, parabéns, sua vida passou a ter sentido, criou metas a alcançar. Certamente nestes três dias você irá se livrar de muita bagagem desnecessária que só pesa e atrapalha o seu caminhar em direção ao seu destino maior e irá conhecer um outro mundo, uma nova realidade. A esta nova maneira de encarar o mundo, damos o nome de expansão da consciência.
    Se você teve outra escolha, pense com carinho nela, não se julgue e nem aceite o colapso de sua consciência, apenas tente compreender e alterar o que puder de seu comportamento em seu próprio benefício, lute a seu favor  nem que o mundo todo esteja contra, faça o melhor que puder,  afinal, não se esqueça, você tem apenas três dias...


   Fim da brincadeira!...
 
 
Fique feliz!...






Você tem muita sorte, por enquanto ainda há tempo para trabalhar na expansão de sua consciência.  Não espere pelo futuro, aposte no presente, ainda há tempo para ser feliz. 
   Lembre-se de que pode entrar para o novo milênio com a consciência que quiser.
    Não esqueça, a escolha é sua...




Hoje, isto tudo foi só imaginação...

 
 
Por: Zelinda Orlandi Hypolito

Este texto foi retirado do site:
Instituto de Pesquisas Psíquicas Imagick
 
 
Achei o máximo, é excelente para a nossa consciência. 
 
 
 

QUANDO UMA PESSOA QUASE MORRE



Existem muitos relatos em todas as partes do nosso mundo sobre pessoas que foram dadas como mortas clinicamente, e que depois de terem sido reanimadas, relatam as experiências que sentiram naqueles momentos de ausência. Classificadas por EQM, ou "Experiências de Quase-Morte", em inglês NDE, "Near-Death Experience", essas experiências, relatadas por pessoas de diferentes idades, étnias, credos, raças e nacionalidades, assemelham-se extraordináriamente, levando-nos a ponderar sériamente da sua credibilidade! Haverá lugar para supormos que todos estarão a mentir-nos ???  Isso vai na consciência de cada um de nós. Buscas feitas na internet a propósito do assunto encontrei referência a um livro "Vida Depois da Vida ", elaborado pelo  Dr. Moody, transcrevendo para esta página da Caixa dos Milagres os estágios relatados por pessoas que experimentaram EQMs, e que pela sua constância e semelhança foram reunidos.

Os quinze elementos ou estágios que são apresentados em seu livro:

1- Inefabilidade – as pessoas costumam dizer que não conseguem explicar o que sentiram. O dr. Moody entende que a compreensão da linguagem depende de uma série de vivências comuns das quais todos participam. Como a EPM não faz parte de nosso dia-a-dia, os que passaram por ela não sabem como explicar a experiência pela qual passaram.

2- Ouvir a notícia – é comum alguém acidentado ou em uma mesa de operações ouvir o médico ou outra pessoa no local declará-lo morto.

3- Sentimentos de paz e quietude – geralmente, após um momento de dor causada por um grave ferimento ou outro problema físico, a pessoa tem uma sensação extremamente agradável logo no primeiro estágio da experiência.

4- O ruído – os primeiros momentos podem ser acompanhados de ruídos desagradáveis ou sons de campainha muito altos. Em alguns casos, esses ruídos podem ser agradáveis, até mesmo algum tipo de música.

5- O túnel escuro – certas pessoas sentiram, junto com os ruídos, a sensação de estarem sendo puxadas por um túnel escuro e longo, ou através de um espaço vazio, negro.

6- Fora do corpo – após a experiência no túnel escuro a pessoa sente-se fora do corpo, olhando para sua forma física como se fosse outra pessoa. Ela também percebe tudo que acontece à sua volta, e o estado emocional varia de pessoa para pessoa: alguns ficam confusos e preocupados, querendo voltar ao corpo, mas sem saber como; outros não sentem medo e se dão conta do que está acontecendo, mantendo-se calmos. É comum a pessoa perceber que está morta e notar as qualidades de seu novo "corpo", que ninguém vê, e que começa a flutuar. A pessoa também pode ter uma noção do tempo totalmente diferente.

7- Encontrando outras pessoas – muitos dos que passaram pela EPM tiveram consciência de que outras pessoas ou o que chamaram de "seres espirituais" estavam no local para ajudar na passagem para o outro lado, ou para dizer que a hora da pessoa ainda não havia chegado. Alguns encontraram familiares ou amigos que tiveram em vida; outros viram pessoas totalmente desconhecidas.

8- O ser de luz – o encontro com a Luz é considerado o elemento mais marcante das experiências. Ela surge como uma suave claridade que se vai intensificando até tornar-se totalmente brilhante, mas sem prejudicar a visão. Essa Luz é descrita como um ser, do qual emana um amor impossível de ser descrito e que atrai as pessoas de forma irresistível. Nesse caso específico, a descrição do ser varia de acordo com as crenças religiosas. Em seguida, a entidade começa a se comunicar, a perguntar o que a pessoa fez de sua vida sem o menor tom recriminatório. Isso acontece por intermédio do pensamento, sem que seja possível qualquer engano ou mentira na comunicação.

9- A recapitulação – o contato com o ser de luz desencadeia uma recapitulação visual da vida da pessoa, não com o objetivo de julgar ou de conhecê-la, mas para provocar uma reflexão. Além das imagens serem extremamente reais, ela surgem todas de uma vez, como se toda uma vida se passasse num instante.

10 - A barreira ou limite – muitos relataram a impressão de estar se aproximando de uma espécie de barreira ou fronteira que, dependendo da pessoa, se apresentava de forma diferente: uma porta, uma névoa, uma extensão de água.

11- Regresso – o momento em que se inicia a volta ao corpo físico geralmente é o mais complicado. Após os momentos iniciais, em que existe a vontade de retornar ao corpo físico, no restante da experiência as pessoas se acostumam ao ambiente e chegam a não querer mais voltar. Essa situação é acentuada nos que vêem o ser de luz.

12- Contar aos outros – quem passa por uma EQM não a descreve como um sonho, mas como uma experiência real e importante. A pessoa também entende que seus relatos, de forma geral, não serão bem aceitos pelos outros, e muitas vezes ela se cala para não ser considerada louca. Alguns preferem não falar sobre o assunto por achar que a experiência pela qual passaram não pode ser descrita pela nossa linguagem.

13- Efeito sobre a vida – apesar da resistência em falar sobre o assunto, a maioria sente que suas vidas foram modificadas, ampliadas pela experiência. Elas passam a buscar um sentido mais espiritual ou dão mais valor à existência humana, e quase todas ressaltam a importância de cultivar o amor pelo próximo.

14- Nova visão da morte – geralmente, quem passa pela EPM deixa de ter medo da morte física. Não que elas procurem a morte ou deixem de temer o sofrimento que certas formas de morrer podem causar – elas perdem o medo do que vai acontecer depois. O suicídio também é desaconselhado por todas como forma de chegar ao lugar do qual tiveram um vislumbre. Elas passam a ver a vida pós-morte como uma continuação desta, na qual as pessoas seguem aprendendo.

15- Corroboração – uma questão importante se refere à possibilidade de obter provas de que a pessoa realmente teve uma EQM. Na pesquisa do dr. Moody, ele obteve vários relatos de gente que soube repetir tudo o que estava acontecendo à sua volta durante a EPM e, em alguns casos, até em aposentos distantes.



Sinceramente, e como humana, quase acredito na vida após a morte, digo quase porque certezas aqui neste mundo, para nada as há!  A nossa maior certeza é que a incerteza acompanhár-nos-á até ao fim!!
Mas acredito piamente que na busca incessante da certeza, encontro caminhos que me levam ao encontro extraordinário de aquilo que realmente sou!

Por: Analuz

quarta-feira, 17 de março de 2010



Um dia quando a solidão tomar conta de ti, os teus olhos chorarem por alguém e os teus lábios não souberem mais sorrir, lembra-te que em um lugar onde tu nem imaginas existe alguém que te ama, que sofre por ti em silêncio e por ti até morreria só para te fazer feliz.

sexta-feira, 12 de março de 2010

VIDA depois da morte?





Essa é uma questão que só obterá resposta em cada um de nós após a nossa própria morte! 

Creio que este questionamento é colocado por todo  o ser humano pois todos temos certo o dia que tudo termina aqui na Terra. Pensar ou imaginar que tudo aquilo que somos desaparecerá, na incerteza daquilo que nos espera, se algo nos espera,  e que não mais voltaremos a ver e sentir aqueles que queremos incondicionalmente origina o maior medo existente na vida humana.

Daí deriva, penso eu, muito do mal existente no mundo. Ao inconscientemente sabermos, e digo inconscientemente porque evitamos pensar na morte, que terminamos, e que o derradeiro dia chegará, ainda mais sempre sem avisar, nos faz agir de forma destrutiva para com os outros, sempre na tentativa de demonstrar que somos os melhores, mais poderosos, mais destacados, ricos, inteligentes...etc...,

É-nos inconcebível acreditar que um dia terminamos! Esse sentimento cria um medo e insegurança tal que nos leva a querer sobressair em relação aos outros para provar, a nós mesmos e ao mundo, que somos indestrutiveis. 
  
E por esse medo ser atroz, leva a muitos a  refugiarem-se em diversos enterpocimentos, o que explica grandemente o recurso por muitas pessoas ao álcool, e a todos os outros tipos de drogas existentes na terra, de forma a entorpeçer tudo aquilo que nos provoca o horror de um dia DESAPARECERMOS!!!

Vida depois da morte, só o saberemos no dia mais temido por todos nós, ou não..., pois se não a houver, e tudo terminar, não o saberemos NUNCA!!

Bem hajam

Por: AnaLuz

quarta-feira, 10 de março de 2010

Joana D’Arc: a santa guerreira



Joana D’Arc era uma garota pobre e analfabeta de 17 anos quando decidiu salvar a França dos ingleses. Guiada pelas vozes de santa Catarina, santa Margarida e são Miguel, que ela dizia ouvir desde os 13, deixou a aldeia de Domrémy, na atual Lorena, com a meta de ver o príncipe herdeiro do trono, Carlos VII, o delfim, coroado rei. A vontade tinha fundamento. Era 1429 e a França via-se em maus lençóis: um século antes, fora dizimada por pestes, intempéries e fome. Desde 1337 o país se debatia contra os ingleses, na Guerra dos Cem Anos. A região vivia uma guerra civil entre a população local e o rico ducado da Borgonha, vizinho à Lorena, que se aliara aos ingleses. Para Joana – e suas vozes –, apenas uma França forte e soberana poderia derrotar os inimigos. E isso só aconteceria quando o delfim recebesse a coroa na Catedral de Notre-Dame, em Reims, como mandava a tradição. Destemida, presunçosa e, para alguns, fanática, Joana D’Arc, sem nenhum conhecimento militar, convenceu na base da fé um pequeno grupo de soldados a acompanhá-la. Conseguiu muito mais.
Além de uma conferência com o príncipe, a camponesa obteve o que parecia impossível: seu próprio exército, de cerca de 7 mil homens, e a autorização real para marchar até Orléans (a 130 km de Paris) e livrá-la do cerco inglês. Montada num cavalo branco, a Donzela, como se denominou, inspirou os militares. Os ingleses, porém, não tardaram a chamá-la de vaqueira. De fato, Joana D’Arc havia, até então, apenas montado nas costas do gado do pai. Nunca usara uma armadura, jamais estudara táticas de guerra e nem sequer tinha visto um combate. No entanto, nada disso a intimidava. A prova é uma carta sua endereçada ao alto-comando inglês, pouco antes de invadir Orléans, na qual se afirmava chefe de guerra (posição que não lhe fora dada) e emissária de Deus. “Rei da Inglaterra”, dizia ela no comunicado, “se não entregardes o que haveis tomado e violado na França, vos matarei a todos.”
Seu desempenho como soldado, porém, não se mostrou excepcional: na Batalha de Orléans, ela pisou numa bola de cravos, que machucou seus pés e, por pouco, não a deixou fora do cerco à cidade. Durante o combate, foi ferida no peito por uma flecha, mas resistiu.
Os últimos combates
Em Jargeau, Joana foi derrubada de uma escada por uma pedra e, se não fosse seu elmo, teria sofrido um ferimento sério. Apesar das trapalhadas, a presença de Joana D’Arc foi a inspiração que faltava aos soldados franceses quando chegaram à cidade, em 29 de abril de 1429. Carregando um estandarte branco com a figura de Deus ladeada por dois anjos, ela viu as tropas protagonizarem um ataque sangrento. No dia 8 de maio, 4 mil dos cerca de 5 mil ingleses jaziam aniquilados. Encerrava-se assim a Batalha de Orléans, que alterou o cenário da guerra, até então marcada pela dominação britânica.
"O fato de ela ser mulher e ouvir vozes sagradas era algo fabuloso para as mentes da população do século 15", diz Ricardo Luiz Costa, professor de história medieval da Universidade Federal do Espírito Santo. A aura mística em torno de Joana aumentou ainda mais com novas vitórias nas vilas de Jargeau, Meung e Beauregency. As pessoas passaram a se amontoar para vê-la.
No dia 17 de julho de 1429, seu sonho se realizou: o delfim foi coroado. A missão poderia ter acabado ali, mas a garota tinha incorporado o papel de soldado. Sua nova ambição era expulsar os ingleses de Paris. Mas a total falta de preparo pesou, e Joana nunca mais conheceu a vitória. Na Batalha de Compiègne – que iniciou sem a autorização real –, a jovem, então com 19 anos, foi capturada. “Embora seu julgamento, que durou seis meses, fosse eclesiástico, Joana D’Arc terminou por ser condenada pelo governo inglês, que, ligando suas vitórias militares à bruxaria, pôde justificar suas perdas. Eram derrotas consideradas mais humilhantes por serem para uma mulher", diz a professora inglesa Mary Gordon, autora do livro Joana D’Arc. “A guerreira foi acusada de herege, relapsa e idólatra e levada a morrer na fogueira.” No dia 30 de maio de 1431, Joana caminhou acorrentada até uma praça no centro de Rouen, onde prenderam-na a uma estaca. Uma vez dentro do fogo, ela gritou mais de seis vezes ‘Jesus!’, teria contado um dos carrascos. Seu corpo carbonizado, acabou exposto em praça pública à multidão. Os restos mortais foram queimados e as cinzas atiradas ao rio Sena para impedir o culto. Mas o mito de Joana só aumentou.

Leonardo da Vince


Leonardo nasceu numa aldeia perto de Florença, Itália, em 1452. Seu pai, o tabelião Piero não se casou com a jovem Catarina e recusou-se a dar ao menino um nome, o que veio a tornar famosa a aldeia de Vinci.
Um dos maiores gênios de todos os tempos, principal figura da renascença Leonardo consegue ser um mestre da pintura com apenas meia dúzia de quadros -- os únicos que lhe podem ser atribuídos com toda certeza e exclusividade -- entre os quais estão o mais famoso do mundo, a Mona Lisa, e o mais reproduzido na história da arte, A Ceia.

Leonardo passou a infância na casa do avô, longe do pai, mimado pela mãe. Jovem, não foi um exemplo de força de vontade ou rigidez de caráter. Em 1476, por exemplo, os arquivos locais registram duas denúncias contra ele, por maus costumes (sem revelar o que seriam estes atentados ao pudor público).
Aos 16anos já desenhava e pintava, e o pai mandou-o a Florença para trabalhar no ateliê de Verrocchio. Florença era naquela época, cidade de grande prestígio e de muitas glorias. Seu governador, Lourenço de Médicis, chamado "o magnífico", a transformara num centro de cultura, dera-lhe paz e prosperidade. A arte florentina estava no apogeu: Verrocchio, Botticelli, Filippino Lippi e Ghirlandaio - entre outros - ali trabalham protegidos pelo regente. A extraordinária beleza física de Leonardo abre-lhe as portas: louro, olhos azuis, nariz aquilino, teria sido o modelo para o Davi, de Verrocchio. Mas é a sua inteligência e o espírito brilhante que lhe mantêm essas portas abertas.
O Batismo de Cristo, de Verrocchio, é o seu primeiro trabalho importante de aprendiz: o anjo à esquerda segundo consta, é totalmente seu. Giorgio Vasari, pintor menor, mas o maior historiador da arte do Renascimento e contemporâneo de Leonardo, afirma que Verrocchio acabou desgostoso com a pintura, ao ver-se ultrapassado pelo próprio aluno. O certo, porém, é que Verrocchio exerceu sobre Leonardo profunda influência, a qual, embora pequena no campo artístico, foi bastante marcante no campo intelectual.
Diz Vasari, a propósito de Leonardo: "Se não tivesse sido tão volúvel e inconstante, teria feito um grande proveito na erudição e nas letras". Ou em qualquer campo que escolhesse. O problema é que não se fixava e, ainda muito moço, já se dedicava aos desenhos arquitetônicos e aos inventos mecânicos.

Num ensaio famoso, Freud - o pai da psicanálise - atribui uma causa infantil a esta inconstância de Leonardo: viveu com a mãe somente até os 4 anos, quando ela se casou com um certo Accattabriga del Vacca. Indo morar com o avô paterno, Antonio, assistiu ao casamento do pai com Albiera Amadori. O casal não teve filhos e Leonardo chamava a madrasta de madrinha, ligando-se muito a ela. Mas ainda não tinha 13 anos no dia em que ela morreu, e viu o pai casar-se mais três vezes. E não tinha 14 anos quando morreu o avô, seu grande amigo.
Em 1482, aos 30 anos, oferece seus serviços ao Conde Sforza, Ludovico, o Mouro, e segue para Milão, deixando em Florença, inacabadas, duas obras de pintura: Adoração dos Magos e São Jerônimo. Um dos pastores da Adoração, ao que tudo indica, é o seu auto-retrato aos 22 anos. O que encanta os críticos nas suas pinturas inacabadas é exatamente a possibilidade de verem a obra de arte no ato da sua criação.
Fica em Milão até 1499 para projetar a catedral da cidade, mas acaba esboçando e construindo a rede de canais e um vasto sistema de irrigação e abastecimento de água. Além disso, planeja e organiza a defesa de Milão, pondo em prática sua "inventiva" na construção de máquinas para a guerra: o carro de assalto que imaginou, coberto de toras de madeira, movia-se à força de homens ou animais protegidos no seu interior, disparando sobre o inimigo com armas que se deslocavam sobre a abertura superior; o canhão de canos múltiplos disparava rajadas, como as metralhadoras inventadas séculos depois.
Urbanista, fez um projeto completo para a cidade de Milão, eliminando muros, alinhando ruas, prevendo esgotos, vias de dois pavimentos em que os pedestres andariam por cima, deixando a pista embaixo livre para veículos. As casas seriam amplas e ventiladas, e haveria enormes praças e jardins públicos.
Ainda encontrava tempo para superintender as representações teatrais, organizar as sessões de música no palácio e dirigir as grandes festas, enquanto trabalhava numa gigantesca estátua eqüestre de Francesco Sforza. Só o cavalo estava completo, quando os franceses, invadindo a cidade, destruíram o modelo em gesso em 1500. Também datam dessa época seus estudos de Anatomia e Proporções, de Perspectiva e de Óptica.


Também é dessa época o quadro A Virgem dos Rochedos, primeiro daquele período que chegou até nós acabado, embora esteja bastante danificado. É a primeira obra de Leonardo terminada que conhecemos e dela existem duas versões, uma no Museu do Louvre e a outra, provavelmente posterior, na Galeria Nacional de Londres. Um contrato assinado a 25 de abril de l483 obrigava-o a entregar, até o dia 8 de dezembro do mesmo ano, um mural para o altar da Virgem, na Igreja de São Francisco, em Milão. Leonardo contratou os irmãos De Predis para participar da execução, mas antes de terminada a obra romperam o contrato. No dia marcado, Leonardo não entregou o trabalho; começou aí uma questão judicial que durou 25 anos.
Ao que tudo indica, enquanto procurava cumprir a tarefa, com a colaboração dos irmãos De Predis e segundo exigências que determinavam uma série de pormenores na maneira de retratar os personagens, Leonardo trabalhava sozinho em outra versão, pessoal. É esta versão que está no Louvre. Inspira-se no animismo. Segundo esta doutrina, comum no Renascimento, a natureza inteira é animada por almas diversas, todas com caráter espiritual. Assim, a rocha, as flores, os animais e os homens constituem expressões diversificadas de uma mesma força vital e assim devem ser representados. Leonardo afirma, nos seus manuscritos, que a Terra vive e tem uma alma: os rios são suas artérias, os regatos são as veias, o fluxo e o refluxo do mar são o seu alento, nos vulcões está a residência da vida, o oceano em tomo dos mares é um lago de sangue em volta do coração. A Virgem dos Rochedos emerge de uma atmosfera vibrátil, densa, os objetos perdem os contornos rígidos para respirarem livremente, irradiando uma luz interna, nascida do íntimo, como se viesse mesmo da própria vida contida em cada um. O tema e o desenho foram tomados e copiados por contemporâneos, provavelmente alunos seus, com sutilíssimas modificações. Um desses quadros está na Pinacoteca de Milão e outro na Igreja de Affori, perto de Milão.
Na mesma época pintou A Ceia ou O Cenáculo, no qual retrata o momento em que Cristo anuncia haver um traidor entre os presentes. A intenção dramática é evidente na própria escolha da distribuição dos personagens, na fixação da atitude de cada um: espanto, suspeita, indiferença, dúvida, indignação, amor.
A Ceia custou três anos de trabalho, de 1495 a 1497. Pintou-a numa parede do Convento de Santa Maria delle Grazie, em Milão, com mais de 9 metros de comprimento e 4 metros e 20 centímetros de altura. Leonardo começa trabalhando com rapidez, dias inteiros, esquecido de tudo. Mas atravessa uma época difícil. A guerra contra Carlos VIII desvia o bronze necessário para fundir o monumento a Francesco Sforza, que custara tantos anos de trabalho.
Ele se queixa a Ludovico e cai em desgraça.
Por essa época, vive frugalmente, como um monge. Vegetariano por convicção, não bebe porque "o vinho toma a sua vingança ao bebedor". Às vezes, passa vários dias sem pegar um pincel, desenhando e redesenhando as figuras da Ceia. Há uma enorme série de estudos não só do conjunto como de cada um dos apóstolos, inclusive despidos - para melhor estudar o movimento e a atitude de cada um. Esseás desenhos estão em Milão, no Louvre, em Windsor, na Academia de Veneza e na Albertina de Viena. As duas figuras centrais, Cristo e Judas, merecem um longo estudo e uma incansável busca por modelos dignos. Judas acaba ficando muito parecido com Savonarola - que então domina a vida de Florença, até ser queimado.


Os críticos discutem até hoje se Leonardo terminou ou não sua obra. Sem muita sorte, apesar dos novos processos que ensaiou, em pouco tempo as cores começaram a desbotar, as paredes a descascar, a umidade atacando a têmpera aplicada diretamente sobre o muro.
É até possível que Leonardo tenha abandonado o trabalho, por causa das más condições do local. Luca Pacioli, amigo de Leonardo, escreve em 1498 que "o maravilhoso trabalho não está acabado, mas é uma obra-prima, numa localização infeliz".
Os padres de Santa Maria chegam a abrir uma porta no mural. Sucessivas tentativas de restauração comprometem ainda mais a Ceia, que tendo escapado por um triz ao bombardeio aéreo na II Guerra Mundial, ficou sujeita depois a nova tentativa de restauração.
De qualquer forma, a Ceia devolve Leonardo às boas graças de Ludovico, que o presenteia com uma vinha em São Vitório. Mas desde a morte da mulher, em 1496, que Ludovico não é o mesmo homem, a corte não tem para ele o mesmo brilho. E quando os franceses invadem a cidade, em 1500, Leonardo, abalado pela derrota de Ludovico - de quem era conselheiro militar -, poe-se a serviço de César Bórgia. Em Florença ele é o Consultor para Questões de Arquitetura. De 1500 a 1501 viaja o tempo todo.
Vai a Mântua, onde é hóspede de Isabella dáEste (que encomenda, entre outras coisas, um retrato que nunca foi além do primeiro esboço, apesar do empenho da ilustre dama).
Em Veneza estuda o sistema defensivo da cidade, ameaçada pelos turcos, projeta gigantescas catapultas, preocupa-se com o domínio dos ares. Depois de estudar a fundo o vôo das aves conclui que o homem jamais voará batendo asas, mas está certo de que, resolvido o problema da propulsão, o homem voará, porque a estabilidade e o pouso não serão problema. Cria um pára-quedas e começa a estudar um engenho voador mecânico. Chega, inclusive, a criar o parafuso aéreo, uma antevisão do helicóptero, de propulsão mecânica.
Baseado no princípio de Arquimedes inventa uma bomba hidráulica, para elevar água, a primeira do gênero. Imagina ainda uma bomba de poço e uma roda hidráulica. Projeta uma ponte parabólica. Estuda os peixes e, para vencer a resistência da água, aconselha novos perfis para as embarcações. Projeta vários modelos de barco, inclusive um movido a rodas de pás - como os navios a vapor de trezentos anos depois.

Em Veneza é acusado de desrespeito aos mortos, por dissecar cadáveres, o que constituía crime, além de ser um terrível pecado contra a Igreja. O escândalo é abafado.
Nomeado engenheiro militar acompanha César Bórgia nos seus empreendimentos guerreiros e encontra tempo para inventar uma grua de cabrestante com freio dentado e equilibrada por contrapeso, um isqueiro para acender canhões e uma draga palustre de pás escavadoras. E também para pintar: começa Gioconda em 1503.
Segundo Vasari, Francesco del Giocondo, um rico florentino, encomendou a Leonardo - e pagou-lhe muito bem por isso - um retrato de sua mulher, Mona Lisa.
Quatro anos depois o quadro não está pronto. Aqui começa o grande debate: quem é a dama do quadro? A mulher de Giocondo? É este o retrato de uma jovem de 26 anos? Ou é o retrato de Constança dáAvalos, Duquesa de Francavilla, "inclusive com o véu negro de viúva?" Há quem afirme - e a sério - que o encantador sorriso é de um jovem, travestido.


Diz a lenda que Leonardo tocava, para distrair seu modelo, música composta por ele em instrumentos inventados por ele, como um órgão a água e uma lira de prata (que daria de presente a Ludovico). O certo é que a Mona Lisa del Giocondo se tornou o quadro mais célebre da pintura ocidental. Hoje está no Louvre, como principal atração turística, numa sala em que um Rafael e um Correggio passam despercebidos, ofuscados pela fama da Gioconda. Aqui também Leonardo foi copiado. A mesma pose foi repetida por dezenas de artistas que retrataram mulheres vestidas e despidas na mesma posição, à procura do mesmo sorriso inimitável, durante mais de cem anos.
Também data de 1503 Santana, a Virgem e o Menino, cuja exposição é um sucesso. Filipino Lippi, convidado a fazer o quadro para os padres da Annunziata, que queriam a Virgem, o Filho e a Mãe num mesmo altar, recusou-se modestamente, indicando Leonardo, em 1500. Ele recebe dinheiro por conta e não dá andamento ao trabalho, nem apresenta um projeto. Está preocupado com a Geometria, depois com a Hidráulica, em seguida com a Geometria dos Sólidos, e logo com a Anatomia.
Leonardo também não completa o afresco que a República Florentina encomenda para a Sala do Conselho do Palácio da Senhoria. Nesta enorme sala, Leonardo deveria pintar a Batalha de Anghiari, que ficaria de frente para outra pintura comemorativa, a da Batalha de Cascina, a cargo de um jovem que iniciava brilhantemente a carreira: Michelangelo Buonarroti. Certo de superar seu concorrente, Leonardo trabalha com rapidez e segurança. Mas, assim que o afresco começa a deteriorar-se, pois as novas técnicas de Leonardo não aprovam, perde o interesse, faz um depósito de 150 florins e segue para Milão.
Em Milão tenta recuperar a vinha que Ludovico lhe dera, procura acalmar os padres a quem ainda deve A Virgem dos Rochedos e aceita a incumbência de fazer uma estátua eqüestre, um monumento a Trivulce. Mas Ludovico reconquista o poder, os franceses fogem e Leonardo é obrigado a sair às pressas, acusado de colaborar com o inimigo.
Foge para Roma, coloca-se a serviço de Juliano de Medici. Roma não lhe é simpática, prefere Rafael e Michelangelo, artistas mais jovens. Nesta época quase não pinta, aprofunda seus estudos de Matemática, dedica-se decididamente aos projetos de Arquitetura e de Engenharia, aos estudos de Anatomia, à redação do seu tratado sobre pintura (que só será editado posteriormente em Paris para comemorar o seu centenário, em 1551, com o título de Tratado da Pintura).

E só em 1510 acaba por fim Santana, a Virgem e o Menino, ainda assim sem alguns detalhes.
A morte de Juliano precipita sua partida de Roma. Aceita o convite de amigos franceses e deixa definitivamente a Itália em 1516. Leva seus manuscritos, centenas de desenhos, três quadros - todos os três feitos por encomenda e nenhum deles entregue.
Doente, com um problema de articulação na mão esquerda, não pinta mais, vai aos poucos perdendo as forças. Mora no Castelo de Cloux, perto de Amboise, no Touraine - uma residência de Francisco I. O rei é uma das suas visitas constantes. Outra é De Beatis, secretário do Cardeal de Aragon, a quem confessa que dissecara trinta cadáveres, corpos que precisou comprar ou roubar para arrancar a pele, seguir o caminho das veias, estudar a junção dos ossos, aprender a disposição dos músculos, á procura dos segredos do movimento do homem. Mostra suas pesquisas, as conclusões a que chegou, as questões que formulou, tudo anotado numa escrita peculiar, intraduzível, indecifrável durante anos (até que se descobriu que ele escrevia para ser lido diante de um espelho). Esses cadernos, se revelados e aceitos na época, certamente teriam feito a medicina avançar cem anos, no mínimo.
O mês de abril de 1519 ele o passa na cama, cercado por três quadros: a Mona Lisa del Giocondo; Santana, a Virgem e o Menino e o São João Batista, que provavelmente pintou em Roma como sua última obra.

No dia 2 de maio o Rei Francisco I visita mais uma vez Mestre Leonardo. Para aliviar-lhe a dor, sustenta sua cabeça nos braços. "Reconhecendo que não podia gozar de honra maior" (segundo Vasari), Leonardo da Vinci morre nos braços do rei.

Está morto o homem que inventou sapatos para caminhar sobre a água, que inventou o salva-vidas, que inventou o compasso parabólico, que inventou máquinas capazes de fazer lentes telescópicas de 6 metros e lentes côncavas, que demonstrou a impossibilidade do moto-contínuo, que descobriu a mecânica dos músculos, que mediu a distância do Sol a Terra e o tamanho da Lua. Está morto o homem que pintou o quadro mais reproduzido do mundo, além de pintar o quadro mais célebre, mas que entre todas suas obras só gostava verdadeiramente de Santana, a Virgem e o Menino.


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