quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

SOMOS ENERGIA

 
 
 
 
 
 


1.1  SOMOS MÁQUINAS ENERGÉTICAS

Somos energia imersa num banho de energia, pois, tal como nós, também todo o mundo, todo o Universo, tudo o que nos rodeia, é energia, e também Deus é energia. Na verdade, Deus é o nome que damos ao conjunto de toda a energia.

Somos energia em evolução, - e todo o nosso percurso evolutivo, passado de um lado e de outro do muro da vida, e em sucessivas camadas energéticas de diferentes propriedades, não é senão um jogo de interacção da nossa energia com as energias alheias.


1.2  SOMOS MÁQUINAS ENERGÉTICAS COM VÁRIOS PATAMARES

Todos os nossos corpos são complexos de energia dispostos em vários patamares:

  • o primeiro patamar é o nosso corpo físico, a nossa organização celular, uma estrutura energética concreta, que recebe e emite energia sob a forma de acções;
  • o segundo patamar é o nosso corpo astral, uma estrutura energética não visível que recebe e emite pacotes de energia chamados emoções, que tomam a forma de sentimentos e desejos;
  • o terceiro patamar é o nosso corpo mental, uma estrutura energética ainda mais subtil que recebe e emite pacotes de energia chamados pensamentos, que tomam a forma de juízos, raciocínios, decisões e escolhas
.

1.3  SOMOS MÁQUINAS ENERGÉTICAS EM INTERACÇÃO COM UM MUNDO DE ENERGIA

Fazemo-lo continuamente, por um processo incessante de recepção / emissão:

- respirar, comer, ouvir é receber energia do exterior;
- dizer uma palavra, emitir um som, mandar um olhar, exprimir uma emoção, formar um pensamento, fazer um gesto, agir
   a nível físico, emocional ou mental é emitir energia para o exterior.

Ora, emitir e receber significa trocar e toda a troca implica transformação. Desde logo, portanto, somos máquinas energéticas de troca e transformação.



2.   SOMOS MATÉRIA

Mas aqui surge o aparente paradoxo: é que toda a energia é matéria.

Assim, uma vez que toda a energia é matéria, todo o Universo também o é, e não só o plano físico e concreto em que hoje habitamos, mas todos os planos e camadas vibratórias em que iremos morar, por mais altas que elas sejam, neste planeta ou em qualquer outro.

E uma vez que também nós, sendo energia, somos matéria, são matéria também todos os nossos corpos, o físico, o emocional, o mental e os mais subtis acima destes, bem como tudo o que produzimos sob a forma de pensamentos e emoções (e por isso, aliás, é que os nossos pensamentos e as nossas emoções, ao gerarem-se, apresentam imediatamente uma forma (formas-pensamento e formas-emoção).

Mas, sendo assim, onde é que está e o que é esse tal de espírito? Existe mesmo, ou são, afinal, os materialistas que têm razão e os espiritualistas os tristes iludidos?

Para compreender o que se passa e dar uma resposta esclarecedora, é preciso distinguir entre energia potencial e energia cinética, entre poder e manifestação.



3.    PODER E MANIFESTAÇÃO: Manifestações da Energia

3.1  ENERGIA POTENCIAL E ENERGIA CINÉTICA

- Energia potencial: é a capacidade de produzir trabalho, de se manifestar como movimento;
- Energia cinética: é a manifestação da energia potencial, é o trabalho em si mesmo, ou seja, é o movimento manifestado.

Todo o Universo é movimento e, como tal, é a manifestação de um Poder, de uma Capacidade. É a essa Capacidade que chamamos Deus. O Universo é Deus manifestado.


3.2  AS 3 MANIFESTAÇÕES DA ENERGIA

- Como forma:                nome comum dado a essa energia:    matéria
- Como vida:                   nome comum dado a essa energia:    prana
- Como consciência:    nome comum dado a essa energia:    espírito

Então, aquilo a que chamamos espírito não é mais do que a nossa consciência individual, - uma capacidade pessoal, um poder pessoal que se encontra em desenvolvimento contínuo.

Os nossos corpos, inegavelmente matéria a qualquer nível, seja físico, emocional ou mental, são os veículos, as ferramentas, os mecanismos através dos quais a nossa consciência se expressa e manifesta no mundo material.


3.3  ENERGIA DAS FORMAS (matéria)

É o mundo visível ou invisível da matéria (os nossos sentidos são janelas muito limitadas para a percepção do mundo), que nos rodeia e que é constituído por várias camadas energéticas de densidades cada vez mais diluídas e, por isso, de formas cada vez mais plasmáveis, cada vez menos fixas.

-  Todas as camadas são matéria, são "cenários" que servem apenas para neles colhermos experiências, não valem
    senão como palcos de representação;
-  Que se pretende com tais experiências? Desenvolver em cada um de nós uma capacidade, uma energia potencial de
    natureza eminentemente pessoal, o tal poder individual a que chamamos consciência;
-  Como se processa esse desenvolvimento, que é feito através da colheita de experiências? Com a entrada em cena de
    uma outra modalidade de energia chamada vida, ou energia vital.

3.4  ENERGIA DA VIDA (prana)

O que é a vida? É a energia que anima as formas, a matéria.

As 4 pulsões da vida (os 4 f's dos ingleses):

  - Sentir:                                   to feel
  - Alimentar-se:                       to feed
  - Lutar pela sobrevivência:   to fight
  - Reproduzir-se:                     to fuck

É porque existem estas 4 pulsões em cada um de nós que cada um de nós interage com o mundo exterior, com o tal mundo das formas, com o cenário (e neste cenário estão também incluídos todos os outros seres, minerais, vegetais, animais e humanos que fazem parte do elenco da peça de teatro em que nos encontramos).

É no exercício desse processo de intercâmbio energético (feito, como vimos, de troca e transformação) que cada um vai desenvolvendo em si uma aptidão, uma capacidade cada vez mais refinada de interagir com maior eficiência com esse mundo exterior. Ou seja, uma consciência individual cada vez mais sofisticada: poder associado a responsabilidade.


3.5  ENERGIA DA CONSCIÊNCIA (kundalini)

Há diferenças de base entre a energia consciencial e as duas outras energias, - a das formas e a da vida:

  - enquanto estas últimas são energias manifestadas, coisas visíveis, observáveis, a consciência é uma abstracção, um
    poder de manipular a matéria, de gerar movimento, que, se não se manifesta, simplesmente não se revela, não existe;
  - enquanto aquelas últimas são energias não pessoais, têm carácter colectivo, existem em toda a parte e independente-
    mente de nós, a consciência é pessoal, desenvolve-se em cada um de nós por um processo interior de crescimento.

Por isso, dizer consciência é dizer espírito.

Esta capacidade emergente e em crescimento em cada um de apreender o mundo exterior das formas e de sobre ele agir, manifesta-se das 3 maneiras já mencionadas: formulando juízos, elaborando raciocínios e tomando decisões.

Ou seja, aquela capacidade pessoal a que chamamos consciência desdobra-se na verdade em 3 capacidades que se interligam:

uma consciência propriamente dita, que é a capacidade que nos faz apreender e pesar o mundo em volta;
uma inteligência, que é a capacidade que nos faz questionar o mundo em volta, para o compreender;
uma vontade, que é a capacidade que nos faz agir sobre o mundo, procurando adaptar-nos a ele ou querendo que ele se adapte a nós.

É esta consciência tríplice, esta tripla capacidade que se designa por trindade pessoal. É um Pai, Filho e Espírito Santo internos, em que o Pai é a consciência para conhecermos, o Filho é a inteligência para compreendermos e amarmos e o Espírito Santo é a vontade para criarmos e servirmos.

É esta tripla capacidade que nos confere um cunho divino, ela é a impressão digital do Pai em nós, que nos torna seus filhos. É o selo que nos eleva à dignidade de filhos do Altíssimo, mas que ao mesmo tempo nos dá a responsabilidade de sermos participantes, agentes e colaboradores do seu Plano, de um plano vastíssimo a que não apercebemos os contornos, a que chamamos Plano Divino e a que os alquimistas chamavam a Grande Obra.

Somos, por isso, co-criadores dessa Grande Obra e quanto mais eficientes formos nesse processo de colaboração com o Pai mais evoluídos seremos.

Ora evoluir significa tornarmo-nos cada vez mais aptos no grande jogo da troca de energia com o mundo e os outros.



4.   O JOGO DA TROCA DE ENERGIA

4.1  AS SETE LEIS REGULADORAS DOS INTERCÂMBIOS ENERGÉTICOS

1ª: Lei da universalidade energética do Cosmos: nós somos energia num banho de energia

Este é o primeiro aspecto que temos de compreender: todos somos uma estrutura energética (a matéria dos nossos corpos é energia, como são energia todas as suas manifestações sob a forma de acções, ou de emoções e sentimentos, ou de pensamentos). Cada um dos corpos que constituem a nossa Personalidade ou Eu Inferior (o físico, o astral e o mental), e ainda os restantes corpos acima destes que constituem a nossa Individualidade ou Eu Superior (o causal, o búdico e o átmico) e até mesmo a nossa própria Mónada, que nos confere uma natureza divina, tudo isso, absolutamente tudo, é energia. Por uma razão muito simples: é que todo o Universo, manifestação de Deus, é energia, e essa Capacidade Criadora que se manifestou em Universo e a que chamamos Deus é também emergia.

Somos, portanto, energia personalizada movendo-se num oceano de energia e com ele intercambiando energia.

E mais ainda: não só somos energia como somos fontes, motores de projecção de energia para fora de nós.

De facto, qualquer dos nossos corpos (agregados vibratórios extremamente complexos), se manifesta sob a forma de emanações de energia para o exterior: (i) a nível físico, as nossas acções, (ii) a nível astral, as nossas emoções, sentimentos e desejos, (iii) a nível mental, os nossos juízos, raciocínios e decisões.

Nada do que sentimos, pensamos, decidimos, idealizamos de bom ou de mau dentro de nós, e por maior que seja a nossa ingénua ilusão de que conseguimos esconder alguma coisa, fica somente em nós: tudo se projecta para fora inevitavelmente, como automática emissão energética. Somente as nossas acções físicas são visíveis por todos. As nossas manifestações emocionais e mentais são detectáveis, embora apenas por alguns videntes, como formas-emoção e formas-pensamento.

Assim, a qualquer nível (físico, astral ou mental), estamos permanentemente num processo de trocas, de intercâmbios energéticos, em que recebemos e incorporamos em nós (incorporar significa introduzir, assimilar nos nossos corpos) o que vem de fora, seja do meio ambiente, seja dos outros, e em que emitimos ou expulsamos de nós, para esse mesmo meio ambiente ou para os outros, o que dentro geramos de bom ou de mau, como pombas que se soltam da nossa gaiola de luz interior ou como tigres que rasgam a jaula onde prendemos as nossas sombras.

Somos, portanto, motores de energia, que recebem e processam a energia que vem de fora, absorvendo a cor que ela tem, ou que julgamos que tem, e a transformam interiormente e reemitem com a nossa própria cor. Viver é intercambiar energia com o mundo e os outros. E é esse esquema de processamento interior que pode significar o nosso céu ou o nosso inferno, a saúde ou a doença.


2ª: Lei do intercâmbio bidimensional: a troca de energia faz-se a nível horizontal e a nível vertical

O intercâmbio energético que constitui o nosso trajecto terrestre processa-se tanto no plano horizontal das nossas relações com o meio ambiente e com os outros, sejam eles seres encarnados ou desencarnados, como no plano vertical das nossas relações com o mundo espiritual superior a nós, e com os seres que ali residem.


3ª: Lei da polaridade: a energia não é neutra, mas sim polarizada

A energia não é uma grandeza puramente quantitativa, mas, bem ao contrário, ela encontra-se sempre carregada com uma dada qualidade personalizante, que espelha o conteúdo emocional e/ou mental de quem a emite, e os sentimentos e atitudes emocionais e mentais que o animam na situação e no momento específico que esteja a viver; esta qualidade energética confere-lhe uma polaridade, um sinal (+) ou (-) que a afasta tanto mais de uma linha média de equilíbrio e neutralidade quanto mais carregada desse conteúdo invisível ela se encontra para um lado ou para outro; em termos mais comuns, isto traduz-se dizendo que a energia pode ser boa ou má, consoante esse conteúdo seja benéfico, construtivo, de atracção e harmónico, ou, ao contrário, seja maléfico, destrutivo, de repulsão e desarmónico.


4ª: Lei da atracção/repulsão: energias da mesma polaridade atraem-se entre si e energias de polaridades diferentes repelem-se: o positivo atrai o positivo, o negativo atrai o negativo, e o positivo e o negativo repelem-se mutuamente

Esta é a grande lei que está na base da chamada lei da atracção, actualmente tão em voga. Por esta razão, a bondade atrai a bondade e o conflito excita o conflito, o que faz com que seja difícil permanecer tranquilo num oceano de cólera, ou ficar indiferente numa sociedade em delírio, ou manter-se são num mundo doente. Mas é isto mesmo que nos é interiormente pedido, se queremos ter o equilibrado controlo da nossa energia, como tão sabiamente nos lembra Kipling nos versos iniciais do seu famoso poema If: "se fores capaz de manter a cabeça impassível quando todos à tua volta a estão perdendo e te censuram por isso (…)".

Por outro lado, este princípio aponta-nos o caminho do triunfo, que é o do pensamento positivo: se queres que as coisas ao teu redor e na tua vida se reacomodem, aceita-as como prova necessária, atrai a sua reestruturação e ela virá. Se viveres em negação e revolta, que são atitudes destrutivas, vais atrair amargura e fel e receberás choro e ranger de dentes, como diz a Bíblia.

5ª: Lei do fortalecimento e do enfraquecimento: a emissão de energia positiva fortalece e a emissão de energia negativa debilita

Isto acontece porque, sempre que emitimos energia positiva, estabelecemos automaticamente um circuito energético com a Fonte suprema inesgotável, que faz com que se derrame sobre nós um suprimento de energia superior àquele que nós próprios emitimos.

Ao contrário, quando emitimos energia negativa, estamos entregues apenas a nós próprios. Esse circuito não existe, pelo que toda a energia despendida é feita à nossa própria custa, o que significa que há em nós um decréscimo energético resultante da energia retirada e não reposta. A debilitação resultante da persistência com que alimentamos em nós sentimentos e atitudes destrutivas para com outros acaba por ser destrutiva para nós mesmos e conduzir ao nosso enfraquecimento progressivo, que, por via da nossa perda de imunidades, permite o surgimento de doenças, e até de uma morte prematura da qual seremos responsáveis porque se comporta como um suicídio a prazo.


6ª: Lei do retorno energético: só importa o que fazemos aos outros, não o que os outros nos fazem

Este princípio decorre imediatamente do anterior, uma vez que só somos responsáveis pelo que nós próprios fazemos. Qualquer acção, ou palavra, ou pensamento negativos, de conflito, de insulto, de vingança, de inveja, que tenhamos em relação a terceiros, mesmo que nos pareça a legítima resposta a uma agressão, vai recair inevitavelmente sobre nós. Assim, todo aquele que responde com insulto a um insulto está a praticar o que em futebol se chama de um auto-golo, pois está a entrar num processo de auto-punição.

É necessário, por isso, que tenhamos prudência, autocontrolo e discernimento, sempre que somos atingidos por energia conflituosa alheia, mantendo-nos indiferentes ou emitindo mesmo energia positiva e procurando equilíbrio e distância do conflito, para que não fiquemos em sintonia com essa energia doente e acabemos por ficar igualmente doentes.

No fundo, irradiar energia positiva, mesmo quando atacados, acaba por ser um "enorme egoísmo", não é assim?, pois vamos ser disso os grandes beneficiados.

Trata-se de aplicar o sábio preceito de Jesus, de "dar a outra face", isto é, de responder com energia positiva à energia negativa, preceito este que, como é evidente, tem um conteúdo não tanto de natureza moral mas muito mais de resguardo energético pessoal, visando à nossa autoprotecção. Ser bom compensa.


7ª: Lei da prevalência dos corpos: os corpos mais baixos dominam os mais altos

Este princípio tem um conteúdo prático de enorme importância, uma vez que significa que o corpo físico domina o emocional e que o emocional domina o mental. Está aqui o princípio responsável pela maior parte das convulsões dos seres humanos e a origem da maioria dos problemas kármicos que nos afectam. É ele que se traduz nas frases comuns: "somos vítimas dos nossos instintos", ou "a carne é fraca", ou ainda "não sabemos dominar as nossas paixões".

Este princípio, indo do corpo mais baixo para o mais alto, traduz-se em que:

  • o nosso estado físico condiciona o nosso estado emocional ou mental, uma vez que, se estamos com extrema fadiga ou com sono invencível, ou com fome e sede, ou com necessidades fisiológicas urgentes, temos de atender a esses imperativos do corpo material antes de nos mobilizarmos com proveito para outras actividades mais elevadas;
  • o nosso estado emocional de crenças, de sentimentos, de atitudes, de paixões (mundo esse que não é fabricado pelo nosso universo lógico, mental, mas sim pela ganga dos nossos preconceitos, instintos e emoções desviadas), domina a nossa actividade mental e faz com que acabemos por agir impulsivamente, sem atender à razão, a despeito daquilo que a nossa mente vê claramente que é um erro e que nos vai trazer sérios problemas, apenas porque os sentimentos e os desejos cegos nos impelem para o abismo, numa demonstração de que somos dominados pelo mar revolto das paixões em jogo, das crenças fanáticas, dos apegos aos vícios, das vaidades incendiadas.


4.2  AS QUATRO VERDADES ENERGÉTICAS BÁSICAS

Se todos somos inevitavelmente "trocadores" de energia com os outros, ou seja, tanto receptores como emissores de energia, há que ter cuidado no que recebemos e cuidado no que emitimos. E, ao fazê-lo, há quatro regras básicas a ter em conta no nosso relacionamento energético com os outros, porque somos nós que temos a responsabilidade de criar o nosso próprio ambiente. Uma vez mais há que alertar aqui para a responsabilidade que temos de ser os geradores do nosso clima interno e não poderemos nunca culpar terceiros pela nossa desordem íntima.

Assim, vamos a essas quatro verdades básicas:

  a)  A nossa atmosfera energética é construída por nós próprios e não pelos outros;
  b)  As energias atraem-se ou repelem-se por sintonia vibratória;
  c)  Só recebe quem dá:   - para recebermos energia, precisamos de dar;
                                              - só temos aquilo que damos;
  d)  A qualidade do que damos é a qualidade do que recebemos.

Estas verdades assumem uma importância de tal modo determinante nas nossas vidas que deveriam constituir a essência da nossa moral de cada dia e do nosso padrão de comportamento. Para benefício de todos e não apenas de alguns, desses alguns, na realidade da quase totalidade de seres humanos que agem na ilusão ingénua de que, usando a troca de energia a seu favor exclusivo e egoísta, poderão conquistar, possuir e ser vencedores. Mas, inevitavelmente, espalhando negatividade e violência, vão recebê-las de volta e sair perdendo. Inevitavelmente.

Porque aquelas quatro verdades são verdades, fazem parte da estrutura inalterável das coisas. E formam o núcleo-chave de todos os ensinamentos que os Mestres de Sabedoria nos têm procurado transmitir ao longo dos tempos.

O desrespeito destas verdades ou o seu desconhecimento deliberado conduzem ao caos interior. E o caos interior gera o caos exterior.

O clima de guerra, violência e crime que se vê no mundo não é mais do que uma anomalia de trocas energéticas: a errada visão do que significa intercambiar energia com os outros e com o ambiente que nos rodeia. Com terríveis consequências para o próprio e para os demais. 


4.3  RELACÕES COMPORTAMENTAIS

As relações comportamentais entre seres humanos, muitas vezes mesmo em relação aos que nos são mais próximos, estão inquinadas por sentimentos de antagonismo, de prevenção, de suspeita, de tentativa de domínio, envenenadas por uma carga pesadamente negativa. Forjam atitudes formatadas pelo medo, e o medo ao próximo, transformam-no num inimigo a abater ou de quem há que fugir.

As relações de sinal contrário, de união, de verdade, de permuta, são as mais raras, e só ocorrem quando efectivamente o grau de confiança recíproco entre as partes se encontra já cimentado por algumas vidas anteriores vividas a dois, em relativa concórdia. Mas, mesmo na maioria destas relações, que se poderia crer que estariam pautadas pelo amor, este "amor" é possessivo, ou busca um ganho, uma troca da qual se saia como vencedor. Não se trata, pois, de amor incondicional, o único verdadeiro, mas sim de amor mercenário, mercantilizado, em que cada parte dá na expectativa de receber mais.

Então, as relações humanas são, na esmagadora maioria, negativas, determinadas pelo medo e não pelo amor verdadeiro, buscam vencer a batalha, numa postura de defesa/ataque com o objectivo de ganhar, de possuir, - e disto resulta que, em vez de ganhar, todos perdem. Opostamente, as relações deterrminadas pelo amor e não pelo medo, buscam a troca, a comunhão, - e disso resulta que todos ganham.

Negativas: dominadas pelo medo:  atitude de defesa/ataque                 Æ todos perdem
Positivas:  dominadas pelo amor:   atitude de troca, de comunhão        Æ todos ganham

Esta é, aliás, uma verdade matemática, comprovada pelo ramo da Matemática designado por teoria dos jogos. De facto, em qualque jogo, o único modo de fazer com que, ao cabo de uma série indefinida de jogadas, todos ganhem é o de jogar sem fazer nenhuma batota. Desde que um dos parceiros de jogo esteja empenhado em ser fraudulento, na expectativa de ludibriar os outros, ao cabo de umas tatntas jogadas, tanto ele como os demais acabam a perder em relação ao que poderiam ter ganho se tivessem sido honestos e jogado de forma limpa.

Ora o que é a vida senão um jogo de inifinitas variações e infinitas jogadas. Queres que todos, ao final desse jogo que nunca sabemos quando acaba, fiquem a ganhar? Usa a lucidez e a claridade do amor e não a névoa e a cegueira do medo.


4.4  BLOQUEIOS E DESVIOS

Mas as relações comportamentais anómalas podem ainda gerar outros males, e esses, por sua vez, geram em cada um doenças e desequilíbrios energéticos de toda a ordem. Na verdade, são os responsáveis pelos nossos estados de saúde ou de desequilíbrio a todos os níveis, seja físico, seja emocional, seja mental (ver Tema E3 - Doença e Cura). As anomalias relacionais cifram-se em dos grandes grupos: os bloqueios e os desvios.

Bloqueios relacionais: negar a troca, não comunicar:     - eu não dou nada
                                                                                                - eu afasto-me dos outros

Desvios relacionais: atitudes erradas:                              - eu tenho medo dos outros
                                                                                                - eu minto, eu agrido, eu domino

Os bloqueios e os desvios relacionais reflectem-se sempre nas estruturas energéticas dos nossos corpos, muito em particular nos chakras, causando neles paralisações, deficiências de circulação de energias e disfunções. O assunto é em parte objecto de outros temas (ver, além do anteriormente citado, também o Tema B2 - Os Chakras), pelo que aqui apenas daremos algumas noções genéricas sobre o papel que desempenham nas trocas de energia e a necessidade de se encontarem saudáveis e equilibrados para que tenhamos saúde e equilíbrio.



5.    OS CHAKRAS

5.1  PORTAS DE TROCA DE ENERGIA COM O MUNDO

Os chakras são as nossas portas de comunicação com o mundo energético exterior (os sentidos são as "janelas", os chakras são as "portas"), e os seus desequilíbrios vão arrastar doenças no corpo físico e anomalias de comportamento nos corpos emocional e mental.

Somos moradores de uma casa com 5 janelas envidraçadas (os sentidos), sempre abertas e através de cujos vidros espreitamos o mundo, e 7 portas (os chakras), que podem estar abertas, semifechadas ou totalmente abertas, que podem ranger ou ser silenciosas, que podem estar emperradas ou deslizar suavemente, e que podem ter uma cortina que seleccione quem entre ou estar desprotegidas e permitir a livre entrada a qualquer intruso..

Gostamos de estar às janelas, é através delas que passamos o tempo a saciar a nossa curiosidade de espiar o mundo. Mas é somente pelas portas, sem que o percebamos, porque estamos entretidos à janela, que se faz a renovação do ar da casa, essencial para a higiene da nossa morada.

No início do nosso percurso existencial como seres humanos, só a primeira porta (correspondente ao 1º chakra, chamado chakra básico), está aberta, mas a plena renovação do ar interior só se dará quando todas elas derem passagem ao vento purificador que vem de fora. Ora, o problema é que, por uma porta aberta, se ela não estiver protegida, tanto entram as brisas como as tempestades, tanto os bons como os maus. Esta a razão por que os chakras têm de estar energizados e em equilíbrio, caso contrário, vão ser os elementos de penetração de doenças ambientais (ver Tema E3 - Doença e Cura) ou de influenciações de espíritos intrusos (ver Tema C1 - Mediunidade e Influenciação).


5.2  A ABERTURA DAS PORTAS (despertar dos chakras: amigos e intrusos)

Ao processo longo, longo, de plena abertura dos chakra como portas de comunicação energética com o exterior, processo esse que se realiza através de todo o cordão de reencarnações que constitui a nossa evolução humana, chama-se despertar dos chakras.

Esse despertar vai-se operando chakra a chakra, de uma forma paulatina que acompanha a expansão da nossa consciência (ver Tema B2 - Os Chakras), e aqui apenas referimos a sua sequência, e a visão da vida que cada um vai tendo ao longo desse caminho e que vai determinar o seu comportamento para com os outros e para consigo mesmo.

- Chakras inferiores (instintivos-sensórios):
  1º  chakra: Fome    
  2º  chakra: Sexo                                                                         "Somos todos inimigos"
  3º  chakra: Medo
- Chakra central (racionais-analíticos):
  4º  chakra: Amor horizontal                                                       "Somos semelhantes, embora não iguais"
- Chakras superiores (intuitivos-sintéticos):
  5º  chakra: Comunic. verbal: som/palavra                               "Não há bem nem mal": não-dualidade, não-julgamento
  6º  chakra: Comunic. visual: luz/imagem, amor vertical:        "Eu e os outros somos um": não-separatividade
  7º  chakra: Comunic. espiritual (místicos-unitários):               "Eu e o Pai somos um": ligação ao Eu Superior, encontro
                                                                                                                                                      com Deus



6.    FINALE APPASSIONATO: PLASMAGEM CRIADORA

Temos todo o poder que nos foi outorgado pela presença em nós de uma consciência, de uma trindade pessoal que nos confere a capacidade divina de co-criar e configura em nós a existência de um Deus interno.
Por que não fazemos a nossa parte?

Temos toda a ajuda dos planos mais altos da espiritualidade, que se manifesta de mil maneiras, na humanidade inteira e em cada um de nós, e nos convoca ao serviço.
Por que não fazemos a nossa parte?

Ora a nossa parte chama-se plasmagem criadora. O que é?

- é a capacidade de participar na rearmonização do mundo;

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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

SOMOS ENERGIA

 
 
 
 
 
 


1.1  SOMOS MÁQUINAS ENERGÉTICAS

Somos energia imersa num banho de energia, pois, tal como nós, também todo o mundo, todo o Universo, tudo o que nos rodeia, é energia, e também Deus é energia. Na verdade, Deus é o nome que damos ao conjunto de toda a energia.

Somos energia em evolução, - e todo o nosso percurso evolutivo, passado de um lado e de outro do muro da vida, e em sucessivas camadas energéticas de diferentes propriedades, não é senão um jogo de interacção da nossa energia com as energias alheias.


1.2  SOMOS MÁQUINAS ENERGÉTICAS COM VÁRIOS PATAMARES

Todos os nossos corpos são complexos de energia dispostos em vários patamares:

  • o primeiro patamar é o nosso corpo físico, a nossa organização celular, uma estrutura energética concreta, que recebe e emite energia sob a forma de acções;
  • o segundo patamar é o nosso corpo astral, uma estrutura energética não visível que recebe e emite pacotes de energia chamados emoções, que tomam a forma de sentimentos e desejos;
  • o terceiro patamar é o nosso corpo mental, uma estrutura energética ainda mais subtil que recebe e emite pacotes de energia chamados pensamentos, que tomam a forma de juízos, raciocínios, decisões e escolhas
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1.3  SOMOS MÁQUINAS ENERGÉTICAS EM INTERACÇÃO COM UM MUNDO DE ENERGIA

Fazemo-lo continuamente, por um processo incessante de recepção / emissão:

- respirar, comer, ouvir é receber energia do exterior;
- dizer uma palavra, emitir um som, mandar um olhar, exprimir uma emoção, formar um pensamento, fazer um gesto, agir
   a nível físico, emocional ou mental é emitir energia para o exterior.

Ora, emitir e receber significa trocar e toda a troca implica transformação. Desde logo, portanto, somos máquinas energéticas de troca e transformação.



2.   SOMOS MATÉRIA

Mas aqui surge o aparente paradoxo: é que toda a energia é matéria.

Assim, uma vez que toda a energia é matéria, todo o Universo também o é, e não só o plano físico e concreto em que hoje habitamos, mas todos os planos e camadas vibratórias em que iremos morar, por mais altas que elas sejam, neste planeta ou em qualquer outro.

E uma vez que também nós, sendo energia, somos matéria, são matéria também todos os nossos corpos, o físico, o emocional, o mental e os mais subtis acima destes, bem como tudo o que produzimos sob a forma de pensamentos e emoções (e por isso, aliás, é que os nossos pensamentos e as nossas emoções, ao gerarem-se, apresentam imediatamente uma forma (formas-pensamento e formas-emoção).

Mas, sendo assim, onde é que está e o que é esse tal de espírito? Existe mesmo, ou são, afinal, os materialistas que têm razão e os espiritualistas os tristes iludidos?

Para compreender o que se passa e dar uma resposta esclarecedora, é preciso distinguir entre energia potencial e energia cinética, entre poder e manifestação.



3.    PODER E MANIFESTAÇÃO: Manifestações da Energia

3.1  ENERGIA POTENCIAL E ENERGIA CINÉTICA

- Energia potencial: é a capacidade de produzir trabalho, de se manifestar como movimento;
- Energia cinética: é a manifestação da energia potencial, é o trabalho em si mesmo, ou seja, é o movimento manifestado.

Todo o Universo é movimento e, como tal, é a manifestação de um Poder, de uma Capacidade. É a essa Capacidade que chamamos Deus. O Universo é Deus manifestado.


3.2  AS 3 MANIFESTAÇÕES DA ENERGIA

- Como forma:                nome comum dado a essa energia:    matéria
- Como vida:                   nome comum dado a essa energia:    prana
- Como consciência:    nome comum dado a essa energia:    espírito

Então, aquilo a que chamamos espírito não é mais do que a nossa consciência individual, - uma capacidade pessoal, um poder pessoal que se encontra em desenvolvimento contínuo.

Os nossos corpos, inegavelmente matéria a qualquer nível, seja físico, emocional ou mental, são os veículos, as ferramentas, os mecanismos através dos quais a nossa consciência se expressa e manifesta no mundo material.


3.3  ENERGIA DAS FORMAS (matéria)

É o mundo visível ou invisível da matéria (os nossos sentidos são janelas muito limitadas para a percepção do mundo), que nos rodeia e que é constituído por várias camadas energéticas de densidades cada vez mais diluídas e, por isso, de formas cada vez mais plasmáveis, cada vez menos fixas.

-  Todas as camadas são matéria, são "cenários" que servem apenas para neles colhermos experiências, não valem
    senão como palcos de representação;
-  Que se pretende com tais experiências? Desenvolver em cada um de nós uma capacidade, uma energia potencial de
    natureza eminentemente pessoal, o tal poder individual a que chamamos consciência;
-  Como se processa esse desenvolvimento, que é feito através da colheita de experiências? Com a entrada em cena de
    uma outra modalidade de energia chamada vida, ou energia vital.

3.4  ENERGIA DA VIDA (prana)

O que é a vida? É a energia que anima as formas, a matéria.

As 4 pulsões da vida (os 4 f's dos ingleses):

  - Sentir:                                   to feel
  - Alimentar-se:                       to feed
  - Lutar pela sobrevivência:   to fight
  - Reproduzir-se:                     to fuck

É porque existem estas 4 pulsões em cada um de nós que cada um de nós interage com o mundo exterior, com o tal mundo das formas, com o cenário (e neste cenário estão também incluídos todos os outros seres, minerais, vegetais, animais e humanos que fazem parte do elenco da peça de teatro em que nos encontramos).

É no exercício desse processo de intercâmbio energético (feito, como vimos, de troca e transformação) que cada um vai desenvolvendo em si uma aptidão, uma capacidade cada vez mais refinada de interagir com maior eficiência com esse mundo exterior. Ou seja, uma consciência individual cada vez mais sofisticada: poder associado a responsabilidade.


3.5  ENERGIA DA CONSCIÊNCIA (kundalini)

Há diferenças de base entre a energia consciencial e as duas outras energias, - a das formas e a da vida:

  - enquanto estas últimas são energias manifestadas, coisas visíveis, observáveis, a consciência é uma abstracção, um
    poder de manipular a matéria, de gerar movimento, que, se não se manifesta, simplesmente não se revela, não existe;
  - enquanto aquelas últimas são energias não pessoais, têm carácter colectivo, existem em toda a parte e independente-
    mente de nós, a consciência é pessoal, desenvolve-se em cada um de nós por um processo interior de crescimento.

Por isso, dizer consciência é dizer espírito.

Esta capacidade emergente e em crescimento em cada um de apreender o mundo exterior das formas e de sobre ele agir, manifesta-se das 3 maneiras já mencionadas: formulando juízos, elaborando raciocínios e tomando decisões.

Ou seja, aquela capacidade pessoal a que chamamos consciência desdobra-se na verdade em 3 capacidades que se interligam:

uma consciência propriamente dita, que é a capacidade que nos faz apreender e pesar o mundo em volta;
uma inteligência, que é a capacidade que nos faz questionar o mundo em volta, para o compreender;
uma vontade, que é a capacidade que nos faz agir sobre o mundo, procurando adaptar-nos a ele ou querendo que ele se adapte a nós.

É esta consciência tríplice, esta tripla capacidade que se designa por trindade pessoal. É um Pai, Filho e Espírito Santo internos, em que o Pai é a consciência para conhecermos, o Filho é a inteligência para compreendermos e amarmos e o Espírito Santo é a vontade para criarmos e servirmos.

É esta tripla capacidade que nos confere um cunho divino, ela é a impressão digital do Pai em nós, que nos torna seus filhos. É o selo que nos eleva à dignidade de filhos do Altíssimo, mas que ao mesmo tempo nos dá a responsabilidade de sermos participantes, agentes e colaboradores do seu Plano, de um plano vastíssimo a que não apercebemos os contornos, a que chamamos Plano Divino e a que os alquimistas chamavam a Grande Obra.

Somos, por isso, co-criadores dessa Grande Obra e quanto mais eficientes formos nesse processo de colaboração com o Pai mais evoluídos seremos.

Ora evoluir significa tornarmo-nos cada vez mais aptos no grande jogo da troca de energia com o mundo e os outros.



4.   O JOGO DA TROCA DE ENERGIA

4.1  AS SETE LEIS REGULADORAS DOS INTERCÂMBIOS ENERGÉTICOS

1ª: Lei da universalidade energética do Cosmos: nós somos energia num banho de energia

Este é o primeiro aspecto que temos de compreender: todos somos uma estrutura energética (a matéria dos nossos corpos é energia, como são energia todas as suas manifestações sob a forma de acções, ou de emoções e sentimentos, ou de pensamentos). Cada um dos corpos que constituem a nossa Personalidade ou Eu Inferior (o físico, o astral e o mental), e ainda os restantes corpos acima destes que constituem a nossa Individualidade ou Eu Superior (o causal, o búdico e o átmico) e até mesmo a nossa própria Mónada, que nos confere uma natureza divina, tudo isso, absolutamente tudo, é energia. Por uma razão muito simples: é que todo o Universo, manifestação de Deus, é energia, e essa Capacidade Criadora que se manifestou em Universo e a que chamamos Deus é também emergia.

Somos, portanto, energia personalizada movendo-se num oceano de energia e com ele intercambiando energia.

E mais ainda: não só somos energia como somos fontes, motores de projecção de energia para fora de nós.

De facto, qualquer dos nossos corpos (agregados vibratórios extremamente complexos), se manifesta sob a forma de emanações de energia para o exterior: (i) a nível físico, as nossas acções, (ii) a nível astral, as nossas emoções, sentimentos e desejos, (iii) a nível mental, os nossos juízos, raciocínios e decisões.

Nada do que sentimos, pensamos, decidimos, idealizamos de bom ou de mau dentro de nós, e por maior que seja a nossa ingénua ilusão de que conseguimos esconder alguma coisa, fica somente em nós: tudo se projecta para fora inevitavelmente, como automática emissão energética. Somente as nossas acções físicas são visíveis por todos. As nossas manifestações emocionais e mentais são detectáveis, embora apenas por alguns videntes, como formas-emoção e formas-pensamento.

Assim, a qualquer nível (físico, astral ou mental), estamos permanentemente num processo de trocas, de intercâmbios energéticos, em que recebemos e incorporamos em nós (incorporar significa introduzir, assimilar nos nossos corpos) o que vem de fora, seja do meio ambiente, seja dos outros, e em que emitimos ou expulsamos de nós, para esse mesmo meio ambiente ou para os outros, o que dentro geramos de bom ou de mau, como pombas que se soltam da nossa gaiola de luz interior ou como tigres que rasgam a jaula onde prendemos as nossas sombras.

Somos, portanto, motores de energia, que recebem e processam a energia que vem de fora, absorvendo a cor que ela tem, ou que julgamos que tem, e a transformam interiormente e reemitem com a nossa própria cor. Viver é intercambiar energia com o mundo e os outros. E é esse esquema de processamento interior que pode significar o nosso céu ou o nosso inferno, a saúde ou a doença.


2ª: Lei do intercâmbio bidimensional: a troca de energia faz-se a nível horizontal e a nível vertical

O intercâmbio energético que constitui o nosso trajecto terrestre processa-se tanto no plano horizontal das nossas relações com o meio ambiente e com os outros, sejam eles seres encarnados ou desencarnados, como no plano vertical das nossas relações com o mundo espiritual superior a nós, e com os seres que ali residem.


3ª: Lei da polaridade: a energia não é neutra, mas sim polarizada

A energia não é uma grandeza puramente quantitativa, mas, bem ao contrário, ela encontra-se sempre carregada com uma dada qualidade personalizante, que espelha o conteúdo emocional e/ou mental de quem a emite, e os sentimentos e atitudes emocionais e mentais que o animam na situação e no momento específico que esteja a viver; esta qualidade energética confere-lhe uma polaridade, um sinal (+) ou (-) que a afasta tanto mais de uma linha média de equilíbrio e neutralidade quanto mais carregada desse conteúdo invisível ela se encontra para um lado ou para outro; em termos mais comuns, isto traduz-se dizendo que a energia pode ser boa ou má, consoante esse conteúdo seja benéfico, construtivo, de atracção e harmónico, ou, ao contrário, seja maléfico, destrutivo, de repulsão e desarmónico.


4ª: Lei da atracção/repulsão: energias da mesma polaridade atraem-se entre si e energias de polaridades diferentes repelem-se: o positivo atrai o positivo, o negativo atrai o negativo, e o positivo e o negativo repelem-se mutuamente

Esta é a grande lei que está na base da chamada lei da atracção, actualmente tão em voga. Por esta razão, a bondade atrai a bondade e o conflito excita o conflito, o que faz com que seja difícil permanecer tranquilo num oceano de cólera, ou ficar indiferente numa sociedade em delírio, ou manter-se são num mundo doente. Mas é isto mesmo que nos é interiormente pedido, se queremos ter o equilibrado controlo da nossa energia, como tão sabiamente nos lembra Kipling nos versos iniciais do seu famoso poema If: "se fores capaz de manter a cabeça impassível quando todos à tua volta a estão perdendo e te censuram por isso (…)".

Por outro lado, este princípio aponta-nos o caminho do triunfo, que é o do pensamento positivo: se queres que as coisas ao teu redor e na tua vida se reacomodem, aceita-as como prova necessária, atrai a sua reestruturação e ela virá. Se viveres em negação e revolta, que são atitudes destrutivas, vais atrair amargura e fel e receberás choro e ranger de dentes, como diz a Bíblia.

5ª: Lei do fortalecimento e do enfraquecimento: a emissão de energia positiva fortalece e a emissão de energia negativa debilita

Isto acontece porque, sempre que emitimos energia positiva, estabelecemos automaticamente um circuito energético com a Fonte suprema inesgotável, que faz com que se derrame sobre nós um suprimento de energia superior àquele que nós próprios emitimos.

Ao contrário, quando emitimos energia negativa, estamos entregues apenas a nós próprios. Esse circuito não existe, pelo que toda a energia despendida é feita à nossa própria custa, o que significa que há em nós um decréscimo energético resultante da energia retirada e não reposta. A debilitação resultante da persistência com que alimentamos em nós sentimentos e atitudes destrutivas para com outros acaba por ser destrutiva para nós mesmos e conduzir ao nosso enfraquecimento progressivo, que, por via da nossa perda de imunidades, permite o surgimento de doenças, e até de uma morte prematura da qual seremos responsáveis porque se comporta como um suicídio a prazo.


6ª: Lei do retorno energético: só importa o que fazemos aos outros, não o que os outros nos fazem

Este princípio decorre imediatamente do anterior, uma vez que só somos responsáveis pelo que nós próprios fazemos. Qualquer acção, ou palavra, ou pensamento negativos, de conflito, de insulto, de vingança, de inveja, que tenhamos em relação a terceiros, mesmo que nos pareça a legítima resposta a uma agressão, vai recair inevitavelmente sobre nós. Assim, todo aquele que responde com insulto a um insulto está a praticar o que em futebol se chama de um auto-golo, pois está a entrar num processo de auto-punição.

É necessário, por isso, que tenhamos prudência, autocontrolo e discernimento, sempre que somos atingidos por energia conflituosa alheia, mantendo-nos indiferentes ou emitindo mesmo energia positiva e procurando equilíbrio e distância do conflito, para que não fiquemos em sintonia com essa energia doente e acabemos por ficar igualmente doentes.

No fundo, irradiar energia positiva, mesmo quando atacados, acaba por ser um "enorme egoísmo", não é assim?, pois vamos ser disso os grandes beneficiados.

Trata-se de aplicar o sábio preceito de Jesus, de "dar a outra face", isto é, de responder com energia positiva à energia negativa, preceito este que, como é evidente, tem um conteúdo não tanto de natureza moral mas muito mais de resguardo energético pessoal, visando à nossa autoprotecção. Ser bom compensa.


7ª: Lei da prevalência dos corpos: os corpos mais baixos dominam os mais altos

Este princípio tem um conteúdo prático de enorme importância, uma vez que significa que o corpo físico domina o emocional e que o emocional domina o mental. Está aqui o princípio responsável pela maior parte das convulsões dos seres humanos e a origem da maioria dos problemas kármicos que nos afectam. É ele que se traduz nas frases comuns: "somos vítimas dos nossos instintos", ou "a carne é fraca", ou ainda "não sabemos dominar as nossas paixões".

Este princípio, indo do corpo mais baixo para o mais alto, traduz-se em que:

  • o nosso estado físico condiciona o nosso estado emocional ou mental, uma vez que, se estamos com extrema fadiga ou com sono invencível, ou com fome e sede, ou com necessidades fisiológicas urgentes, temos de atender a esses imperativos do corpo material antes de nos mobilizarmos com proveito para outras actividades mais elevadas;
  • o nosso estado emocional de crenças, de sentimentos, de atitudes, de paixões (mundo esse que não é fabricado pelo nosso universo lógico, mental, mas sim pela ganga dos nossos preconceitos, instintos e emoções desviadas), domina a nossa actividade mental e faz com que acabemos por agir impulsivamente, sem atender à razão, a despeito daquilo que a nossa mente vê claramente que é um erro e que nos vai trazer sérios problemas, apenas porque os sentimentos e os desejos cegos nos impelem para o abismo, numa demonstração de que somos dominados pelo mar revolto das paixões em jogo, das crenças fanáticas, dos apegos aos vícios, das vaidades incendiadas.


4.2  AS QUATRO VERDADES ENERGÉTICAS BÁSICAS

Se todos somos inevitavelmente "trocadores" de energia com os outros, ou seja, tanto receptores como emissores de energia, há que ter cuidado no que recebemos e cuidado no que emitimos. E, ao fazê-lo, há quatro regras básicas a ter em conta no nosso relacionamento energético com os outros, porque somos nós que temos a responsabilidade de criar o nosso próprio ambiente. Uma vez mais há que alertar aqui para a responsabilidade que temos de ser os geradores do nosso clima interno e não poderemos nunca culpar terceiros pela nossa desordem íntima.

Assim, vamos a essas quatro verdades básicas:

  a)  A nossa atmosfera energética é construída por nós próprios e não pelos outros;
  b)  As energias atraem-se ou repelem-se por sintonia vibratória;
  c)  Só recebe quem dá:   - para recebermos energia, precisamos de dar;
                                              - só temos aquilo que damos;
  d)  A qualidade do que damos é a qualidade do que recebemos.

Estas verdades assumem uma importância de tal modo determinante nas nossas vidas que deveriam constituir a essência da nossa moral de cada dia e do nosso padrão de comportamento. Para benefício de todos e não apenas de alguns, desses alguns, na realidade da quase totalidade de seres humanos que agem na ilusão ingénua de que, usando a troca de energia a seu favor exclusivo e egoísta, poderão conquistar, possuir e ser vencedores. Mas, inevitavelmente, espalhando negatividade e violência, vão recebê-las de volta e sair perdendo. Inevitavelmente.

Porque aquelas quatro verdades são verdades, fazem parte da estrutura inalterável das coisas. E formam o núcleo-chave de todos os ensinamentos que os Mestres de Sabedoria nos têm procurado transmitir ao longo dos tempos.

O desrespeito destas verdades ou o seu desconhecimento deliberado conduzem ao caos interior. E o caos interior gera o caos exterior.

O clima de guerra, violência e crime que se vê no mundo não é mais do que uma anomalia de trocas energéticas: a errada visão do que significa intercambiar energia com os outros e com o ambiente que nos rodeia. Com terríveis consequências para o próprio e para os demais. 


4.3  RELACÕES COMPORTAMENTAIS

As relações comportamentais entre seres humanos, muitas vezes mesmo em relação aos que nos são mais próximos, estão inquinadas por sentimentos de antagonismo, de prevenção, de suspeita, de tentativa de domínio, envenenadas por uma carga pesadamente negativa. Forjam atitudes formatadas pelo medo, e o medo ao próximo, transformam-no num inimigo a abater ou de quem há que fugir.

As relações de sinal contrário, de união, de verdade, de permuta, são as mais raras, e só ocorrem quando efectivamente o grau de confiança recíproco entre as partes se encontra já cimentado por algumas vidas anteriores vividas a dois, em relativa concórdia. Mas, mesmo na maioria destas relações, que se poderia crer que estariam pautadas pelo amor, este "amor" é possessivo, ou busca um ganho, uma troca da qual se saia como vencedor. Não se trata, pois, de amor incondicional, o único verdadeiro, mas sim de amor mercenário, mercantilizado, em que cada parte dá na expectativa de receber mais.

Então, as relações humanas são, na esmagadora maioria, negativas, determinadas pelo medo e não pelo amor verdadeiro, buscam vencer a batalha, numa postura de defesa/ataque com o objectivo de ganhar, de possuir, - e disto resulta que, em vez de ganhar, todos perdem. Opostamente, as relações deterrminadas pelo amor e não pelo medo, buscam a troca, a comunhão, - e disso resulta que todos ganham.

Negativas: dominadas pelo medo:  atitude de defesa/ataque                 Æ todos perdem
Positivas:  dominadas pelo amor:   atitude de troca, de comunhão        Æ todos ganham

Esta é, aliás, uma verdade matemática, comprovada pelo ramo da Matemática designado por teoria dos jogos. De facto, em qualque jogo, o único modo de fazer com que, ao cabo de uma série indefinida de jogadas, todos ganhem é o de jogar sem fazer nenhuma batota. Desde que um dos parceiros de jogo esteja empenhado em ser fraudulento, na expectativa de ludibriar os outros, ao cabo de umas tatntas jogadas, tanto ele como os demais acabam a perder em relação ao que poderiam ter ganho se tivessem sido honestos e jogado de forma limpa.

Ora o que é a vida senão um jogo de inifinitas variações e infinitas jogadas. Queres que todos, ao final desse jogo que nunca sabemos quando acaba, fiquem a ganhar? Usa a lucidez e a claridade do amor e não a névoa e a cegueira do medo.


4.4  BLOQUEIOS E DESVIOS

Mas as relações comportamentais anómalas podem ainda gerar outros males, e esses, por sua vez, geram em cada um doenças e desequilíbrios energéticos de toda a ordem. Na verdade, são os responsáveis pelos nossos estados de saúde ou de desequilíbrio a todos os níveis, seja físico, seja emocional, seja mental (ver Tema E3 - Doença e Cura). As anomalias relacionais cifram-se em dos grandes grupos: os bloqueios e os desvios.

Bloqueios relacionais: negar a troca, não comunicar:     - eu não dou nada
                                                                                                - eu afasto-me dos outros

Desvios relacionais: atitudes erradas:                              - eu tenho medo dos outros
                                                                                                - eu minto, eu agrido, eu domino

Os bloqueios e os desvios relacionais reflectem-se sempre nas estruturas energéticas dos nossos corpos, muito em particular nos chakras, causando neles paralisações, deficiências de circulação de energias e disfunções. O assunto é em parte objecto de outros temas (ver, além do anteriormente citado, também o Tema B2 - Os Chakras), pelo que aqui apenas daremos algumas noções genéricas sobre o papel que desempenham nas trocas de energia e a necessidade de se encontarem saudáveis e equilibrados para que tenhamos saúde e equilíbrio.



5.    OS CHAKRAS

5.1  PORTAS DE TROCA DE ENERGIA COM O MUNDO

Os chakras são as nossas portas de comunicação com o mundo energético exterior (os sentidos são as "janelas", os chakras são as "portas"), e os seus desequilíbrios vão arrastar doenças no corpo físico e anomalias de comportamento nos corpos emocional e mental.

Somos moradores de uma casa com 5 janelas envidraçadas (os sentidos), sempre abertas e através de cujos vidros espreitamos o mundo, e 7 portas (os chakras), que podem estar abertas, semifechadas ou totalmente abertas, que podem ranger ou ser silenciosas, que podem estar emperradas ou deslizar suavemente, e que podem ter uma cortina que seleccione quem entre ou estar desprotegidas e permitir a livre entrada a qualquer intruso..

Gostamos de estar às janelas, é através delas que passamos o tempo a saciar a nossa curiosidade de espiar o mundo. Mas é somente pelas portas, sem que o percebamos, porque estamos entretidos à janela, que se faz a renovação do ar da casa, essencial para a higiene da nossa morada.

No início do nosso percurso existencial como seres humanos, só a primeira porta (correspondente ao 1º chakra, chamado chakra básico), está aberta, mas a plena renovação do ar interior só se dará quando todas elas derem passagem ao vento purificador que vem de fora. Ora, o problema é que, por uma porta aberta, se ela não estiver protegida, tanto entram as brisas como as tempestades, tanto os bons como os maus. Esta a razão por que os chakras têm de estar energizados e em equilíbrio, caso contrário, vão ser os elementos de penetração de doenças ambientais (ver Tema E3 - Doença e Cura) ou de influenciações de espíritos intrusos (ver Tema C1 - Mediunidade e Influenciação).


5.2  A ABERTURA DAS PORTAS (despertar dos chakras: amigos e intrusos)

Ao processo longo, longo, de plena abertura dos chakra como portas de comunicação energética com o exterior, processo esse que se realiza através de todo o cordão de reencarnações que constitui a nossa evolução humana, chama-se despertar dos chakras.

Esse despertar vai-se operando chakra a chakra, de uma forma paulatina que acompanha a expansão da nossa consciência (ver Tema B2 - Os Chakras), e aqui apenas referimos a sua sequência, e a visão da vida que cada um vai tendo ao longo desse caminho e que vai determinar o seu comportamento para com os outros e para consigo mesmo.

- Chakras inferiores (instintivos-sensórios):
  1º  chakra: Fome    
  2º  chakra: Sexo                                                                         "Somos todos inimigos"
  3º  chakra: Medo
- Chakra central (racionais-analíticos):
  4º  chakra: Amor horizontal                                                       "Somos semelhantes, embora não iguais"
- Chakras superiores (intuitivos-sintéticos):
  5º  chakra: Comunic. verbal: som/palavra                               "Não há bem nem mal": não-dualidade, não-julgamento
  6º  chakra: Comunic. visual: luz/imagem, amor vertical:        "Eu e os outros somos um": não-separatividade
  7º  chakra: Comunic. espiritual (místicos-unitários):               "Eu e o Pai somos um": ligação ao Eu Superior, encontro
                                                                                                                                                      com Deus



6.    FINALE APPASSIONATO: PLASMAGEM CRIADORA

Temos todo o poder que nos foi outorgado pela presença em nós de uma consciência, de uma trindade pessoal que nos confere a capacidade divina de co-criar e configura em nós a existência de um Deus interno.
Por que não fazemos a nossa parte?

Temos toda a ajuda dos planos mais altos da espiritualidade, que se manifesta de mil maneiras, na humanidade inteira e em cada um de nós, e nos convoca ao serviço.
Por que não fazemos a nossa parte?

Ora a nossa parte chama-se plasmagem criadora. O que é?

- é a capacidade de participar na rearmonização do mundo;

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