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domingo, 1 de maio de 2011

Obsessão espiritual - uma visão espiritista



No dicionário, obsessão significa “preocupação constante, idéia fixa”. Além dessa definição, o que o Espiritismo entende como obsessão?


Obsessão é o envolvimento de uma entidade espiritual, de um espírito, com um encarnado, naquele momento em que este se encontra envolto em maus pensamentos com sentimentos de ódio, rancor e mágoa. O encarnado entra nessa sintonia, e esses espíritos alimentam a dele com outras informações, ao mesmo tempo em que são também alimentados pelo pensamento negativo, pela idéia fixa do obsedado.


Muitas vezes, a pessoa fica muito tempo com o problema da obsessão porque não quer mudar o pensamento. Mesmo participando de assistências espirituais e sendo orientada, ou ouvindo o Evangelho por muito tempo, não consegue modificar o pensamento; está sempre com aquela mágoa, com aquele rancor. E isso permanece por longo tempo, até ela realmente resolver modificar o pensamento através do Evangelho, ou se conscientizar da importância dessa modificação; e, gradativamente, ela vai se transformando, melhorando. O obsessor só se aproxima através dessa sintonia, isto é, quando o espírito e o encarnado estão na mesma freqüência. Muitas vezes, ouvimos alguém dizer que um espírito o empurrou, derrubou, ou fez alguma coisa, mas isso não acontece. Se a pessoa estiver numa faixa positiva, isso não ocorre, porque nenhuma entidade pode se aproximar e atuar se a pessoa não estiver naquela faixa negativa. Se a pessoa acorda e diz “hoje nada dá certo no meu dia”, é claro que ela já criou essa condição; então, nada vai dar cer
to no dia porque ela está pensando que não vai dar certo. É uma forma muito negativa de sentir a vida, de viver, e essas entidades aproveitam esses momentos para fazer alguma coisa, porque aquela pessoa está na sintonia de que nada vai dar certo.

E importante o que nós aprendemos com a Doutrina, como acordar e fazer uma prece, elevar o pensamento, não se envolver com coisas negativas. Muitas vezes, pode acontecer alguma coisa, mas a pessoa procura se resguardar, não entrar naquela faixa, mantendo-se distante de uma discussão, por exemplo. E, muitas vezes, as discussões começam com uma palavra: as pessoas se envolvem, ficam buscando coisas do passado; e as entidades estão ali alimentando esse tipo de atitude.


Quando e como sabemos se estamos sendo obsedados?


Pelo nosso mal-estar. A pessoa não se sente bem; tem sintomas que, muitas vezes, são inexistentes para o médico. Ela apresenta dor de cabeça, principalmente na nuca. Muitas vezes, tem dor de estômago – a revolta, a raiva, dão muita dor de estômago. Ou taquicardia. A pessoa encontra alguém de quem não gosta e o coração dispara. Aí, ela começa a perceber que não está bem.
 
E quando ocorre de encontrarmos uma pessoa pela primeira vez e termos esse tipo de reação? Pode ser alguma coisa do passado?

Pode ser um inimigo do passado. Naquele instante, a vibração dela nos envolve com coisas do passado. E isso só acontece quando ficamos chocados ao vermos a pessoa.


Qual a diferença entre obsessão, vampirismo e possessão?


O vampirismo está mais relacionado a aspectos de fluido. Por exemplo, com a pessoa que fuma, automaticamente esses espíritos vêm vampirizar, vêm recolher esse fluido emitido pelo cigarro. Com o álcool é a mesma coisa. Existem esses espíritos que são praticamente vampiros, porque eles vêm sugar essa energia. Na parte sexual também, assim como na alimentação. Muitas vezes, a pessoa não tem fome e está comendo porque alguma coisa dentro dela está influenciando. São os vampiros que vêm se alimentar desses fluidos.


Com as drogas também; todo tipo de viciação tem um correspondente na espiritualidade que nós podemos considerar como sendo esses vampiros. E quanto mais a pessoa se deixa levar e envolver por essas entidades, mais fraca ela fica, porque eles vêm sugando a energia e a mente; não dá para desviar.


André Luiz tem um caso no livro Sexo e Destino em que ele fala sobre isso; a pessoa não está bebendo, mas ela tem o campo mental favorável, e aí os espíritos influenciam para que ela beba.


No caso da obsessão, como já comentamos, é aquele envolvimento de acordo com a nossa sintonia. Quanto à possessão, existe uma coisa que Kardec apresenta no livro Obras Póstumas: há a possessão física e a possessão mental. No caso da possessão, seria a possessão dos nossos pensamentos. Ele toma posse dos nossos pensamentos, porque nós permitimos. A pessoa se envolve de uma forma negativa, e permite que essas entidades se apoderem de sua mente.


Por exemplo, a pessoa pode ter um ódio violento por alguém, e ela se transfigura; diante daquela pessoa já não é ela que age, mas o espírito agindo por ela. Há coisas que uma pessoa com ódio faz que, quando percebe, diz que não foi ela que fez. Ela sequer tem consciência do que fez, da agressão, da violência.


O ciúme também leva a pessoa a extremos, a atitudes impensadas; em que é o outro tomando atitudes pela pessoa. Ela tem o campo mental favorável e o espírito toma posse. Então, na verdade, a posse realmente é perispirítica; não é que o espírito invade o corpo da pessoa e esta sai do mesmo. Todo o processo, no caso da obsessão, da subjugação, é uma posse perispirítica. O espírito influencia e domina os movimentos da pessoa, envolvendo física e espiritualmente. Ele consegue isso pelo grau de revolta em que a pessoa se encontra. É aquela pessoa que fica cega, que entra naquela faixa bastante negativa e vai dando alimento para que o espírito a comande.


Como se dá o tratamento e a assistência de desobsessão?


A assistência de desobsessão é feita de um modo sigiloso, para que a pessoa não se contamine com aquilo que o espírito estiver falando. Vou dar um exemplo: até algum tempo atrás, as sessões de desobsessão eram públicas: o espírito se manifestava e a pessoa na platéia ficava ouvindo aquilo e dizendo “ele é o meu obsessor”, podendo revoltar-se ainda mais.


Hoje, a pessoa obsedada ouve o Evangelho, toma um passe, entra na sala e só então as entidades são vistas pelos médiuns. Os médiuns dão passividade, mas só depois que a pessoa sair da sala. Com ela no recinto, o espírito não se manifesta, porque o médium controla a mediunidade até que a pessoa se retire. Isso ocorre para que o obsedado não se envolva emocionalmente com o que vai ser dito. Muitas vezes, a pessoa se choca em saber que o espírito quer matá-la ou fazer um tipo de mal.
 
 
E no caso de pessoa obsedada que consegue ver o obsessor?

Muitas vezes, ao ver seu próprio obsessor, a pessoa se assusta e se envolve ainda mais negativamente. Mas são raros os casos, A pessoa percebe, mas não sabe distinguir. Mas se ouvir a comunicação, perturba-se ainda mais. Se ela sabe que um espírito vai fazer-lhe mal, ela não se desliga. Então, é preferível não ouvir.


Muitas vezes, no centro em que trabalhamos, a pessoa fica na escada parada para tentar ouvir o que a entidade vai dizer, o que é uma curiosidade prejudicial. A pessoa tem é que pedir a Deus que a entidade seja orientada, encaminhada, e modificar seu pensamento.


Qual é a seqüência do tratamento?


O que André Luiz diz é que, muitas vezes, enquanto a pessoa está ouvindo o Evangelho, a entidade já está sendo tratada e encaminhada para a espiritualidade. Depois, a pessoa toma o passe porque faz parte da condição da assistência espiritual. Como eu já disse, na primeira vez, o espírito pode até ser levado para um tratamento na espiritualidade, já tendo se desligado do encarnado, que precisa continuar ouvindo o Evangelho. Muitas vezes, percebemos que a pessoa se entusiasma com a Doutrina, passa a dar assistência espiritual às escolas, quer conhecer o Evangelho, passando a fazer os cursos, que também dão sustentação espiritual. Muitas vezes, nós observamos que o aluno está sendo tratado durante o curso. Então, é importante que a pessoa faça cursos, que se interesse.


E como é a conversa com o espírito?


O doutrinador tem mais de ouvir do que falar, porque é aquele momento em que a entidade desencarnada tem a oportunidade de falar sobre o que está sentindo, o que está se passando com ela. O doutrinador tem só de amparar. É como se um filho chegasse com problemas em casa; você deixa que ele desabafe e, depois, incentiva a coisas boas. No caso do obsessor, é a mesma coisa: o doutrinador tem de ser um irmão, um pai para aquela entidade, tratá-la com carinho, com respeito e ouvir o que ela tem a dizer, e não explorar as falhas. O doutrinador vai agir e orientar com amor, mostrar o lado bom do espírito.
 
Às vezes, são entidades que já estão há muitos anos sofrendo.

Elas ficam no sofrimento porque são menos esclarecidas. As vezes, nem sabem que morreram, e só despertam no Centro Espírita. O pensamento cria algo muito negativo em torno de nós, mesmo desencarnados. Então, o espírito desencarnado permanece naquela criação mental, e se alimenta dela.


Existem as orientações de André Luiz, no livro Entre a Terra e o Céu, em que ele fala de um velhinho que há cem anos estava de cócoras no canto de uma casa que ele tinha construído; até que fizeram o Evangelho no Lar e ele, ouvindo aquelas palavras, despertou e começou a ser doutrinado. Mas, durante cem anos, ele ficou ali de cócoras, vivendo os fatos que aconteceram com ele no passado.


Muitas vezes, também, o espírito se desliga, mas o encarnado não. Então, o encarnado mantém os mesmos pensamentos negativos e, mais uma vez, se liga a outras entidades.


Depois de encaminhados, qual o lugar para onde esses espíritos vão?


Na espiritualidade, existem locais onde eles são recebidos e têm orientação. Nós lemos, nos livros de André Luiz, sobre aquelas aulas que são ministradas aos espíritos, que vão começando a ter um sentido diferente do mundo espiritual.


São as Casas Transitórias?


Sim, são os locais de socorro. Eles são trazidos aos centros espíritas, onde estudam. Quando eles podem, vêm e assistem às aulas. O que nós observamos, também, é que nas salas de aula existem como se fossem alto-falantes para que eles possam ouvir e participar da aula. A sala é ampla, e eles ocupam uma parte do recinto para ouvirem as explanações. Eles são trazidos por outros espíritos para que participem das aulas junto com os alunos. Uma coisa interessante: quando nós fazemos a palestra sobre aborto, há a presença de espíritos abortados; eles são levados, todos amparados, para ouvir. E, muitas vezes, eles até se aproximam de mães que fizeram aborto para acariciá-las, e percebemos a emoção delas.


Muitas vezes, a mãe comete o aborto e fica obsediada pois o espírito da criança afoitada fica cobrada o ato praticado. Durante a palestra, o espírito é orientado. Antes do conhecimento da Doutrina Espírita, entendia-se que a vida só passava a existir quando o bebê nascia. Para a Doutrina, a vida começa no momento da concepção.


O espírito obsessor, então, tinha a necessidade de reencarnar, e sua vida foi cortada. Essa é uma obsessão que podemos dizer que foi “provocada”.
 
 
Os obsessores são espíritos apegados à matéria, vingativos, mas também podem ser familiares que nem sabem que estão nos prejudicando?

Sim, são espíritos extremamente ligados à matéria, que insistem em permanecer no erro, mantendo atitudes adquiridas enquanto vivos, como vingança, mágoa, destruição; ou até mesmo, no caso de extremo apego aos bens terrenos, permanecem como se ainda fossem donos da casa, do carro, da roupa, etc. Estes últimos, muitas vezes, não desejam fazer o mal; apenas não querem que ninguém faça uso daquilo que acreditam que ainda lhes pertence.


As pessoas somente são obsediadas se houver afinidade vibratória. Caso contrário, não ocorrerá. Eles se cansam após um período de tentativas e desistem. Onde há oração, leitura do evangelho e vigilância, não ocorre assédio dos espíritos obsessores.


Como mudar essa situação de sermos, às vezes, nossos próprios obsessores, com nossos pensamentos negativos?


Às vezes, a pessoa fica fechada dentro dela mesma, não quer saber de nada; tudo para ela é tristeza, amargura, não participa da vida. Nós tivemos alguns casos assim, em que para a pessoa tudo é ruim; ela não quer viver, não quer participar. Tem uma oportunidade de tal uma melhora espiritual e física, mas não aceita. Essa é uma auto-obsessão, a pessoa está sempre negativa, rancorosa, sem participar, e não quer ajuda. E mesmo se alguém ajudar, ela não aceita. Pode até ir a um centro espírita, mas continua da mesma forma, sem que nada penetre. Existem exemplos de pessoas que não aceitam receber o passe; então, a energia não chega a ela.


Quais são as alternativas para a auto-desobsessão?


Um exemplo que gosto de lembrar, é o da fila do banco. Tudo em nosso país tem fila. A desordem e a desorganização geram a fila. Quando uma pessoa vai para uma fila, ela demonstra seu estado de espírito. Ela pode começar calma, depois ficar irritada, falar alto, descontrolar-se, brigar, etc... Como também pode levar um livro ou uma revista para enfrentar o desgaste e aproveitar melhor o tempo ali perdido. Essa é uma atitude entre tantas alternativas.


Outra seria ouvir música, cantar, brincar com um animalzinho, caminhar, cuidar de plantas etc... As artes, em geral, fazem as pessoas mudar seu pensamento fixo nas coisas mundanas, elevando-as a um degrau acima do normal.

A reforma íntima é a transformação de valores, a modificação da sua maneira de ser e de viver. Muitas vezes, dizemos aos alunos: “Vocês estão aqui há dois ou três anos; imaginem vocês há três anos. Vocês sentem que modificaram?” E a maioria sente que modificou. Isso é a persistência; você começar a sentir que viver melhor, com pensamentos melhores, é melhor para você. Não participar de discussões, de brigas, não buscar as coisas mais erradas. Não perceber só o errado, porque, muitas vezes, a pessoa só percebe o que há de errado.

Terapia ou análise ajudam a dar suporte em tratamentos espirituais? É bom ter um apoio terapêutico?


Em muitos casos, em que o tratamento espiritual não é suficiente para auxiliar em casos de obsessão mais acentuada, o tratamento terapêutico e fundamental.


Existem centros espíritas que possuem em suas dependências psicólogos especializados para dar acompanhamento a essas pessoas. Na Federação Espírita, palestras e cursos são dados e acompanhados por esses profissionais.




(Extraído da revista Espiritismo e Ciência 13, páginas 26-32)

sábado, 22 de janeiro de 2011

As doenças dos corpos internos



A insistência, por parte dos estudos gnósticos, em afirmar que o trabalho sobre si mesmo, a depuração de nossa psique de todos os chamados defeitos psicológicos – ou Ego – é a condição sine qua non para a aquisição da saúde perfeita, da longevidade e de uma qualidade de vida ideal para atingirmos a autêntica felicidade. Essa depuração cria condições de um equilíbrio estável dos nossos Corpos Internos (etérico, astral, mental e causal). Esses Corpos, quando em desequilíbrio, vibram num estado que chamamos comumente de “Doença”.
É do mundo das emoções e da mente onde se origina a maioria das enfermidades, loucuras e doenças existentes hoje. Acredita-se que as grandes guerras mundiais, as pavorosas epidemias, as grandes obsessões e taras que infestam ciclicamente o mundo são unicamente as consequências materiais dos estados interiores, resultados de uma série de poluições mentais que vemos na atualidade:
Falsa educação, músicas desarmônicas, mensagens subliminares absurdas, manchetes negativistas, sexualidade desenfreada, programas de tevê infestados de violência, gerando entre outras coisas o desrespeito a valores universalmente aceitos, como a família, a fraternidade, o livre-arbítrio etc.
Sem dogmatismos ou falso moralismo, acreditamos sinceramente que os atributos espirituais do ser humano são os verdadeiros alimentos para uma sociedade mais justa e perfeita.
Afirma-se que quando se gera coletivamente um estado emocional negativo, essa vibração é recolhida pelas dimensões superiores da Natureza. E quando as circunstâncias cósmicas e telúricas permitirem, essa energia armazenada retorna, desce, inexoravelmente ao mundo físico, aos que a geraram, criando assim os chamados Carmas individuais, coletivos, nacionais e até mesmo os planetários. Exatamente como a umidade que é recolhida nos céus e depois de certo tempo cai em bendita chuva ou terríveis inundações…
Quando o ser humano viola as leis das causas naturais, essa violação é devolvida na forma de catástrofes, enfermidades, terremotos, morte e desolação. Por isso dissemos que o homem é um Deus em potencial. Ele tem o poder de criar ou destruir a si mesmo e a seu ambiente.
No mundo interior do homem ocorre o mesmo que no exterior. Quando leis são violadas, formas de agir e sentir são erroneamente manifestadas, ocorrem as chamadas enfermidades kármicas(desta e/ou de vidas anteriores). Aclaramos:
Doenças do Corpo Causal: Graves danos no corpo (ou da Vontade) podem produzir o Karmaduro, o chamado karma inegociável, além de enfermidades como a Aids, a arterosclerose, gota, males cardíacos e outros desequilíbrios da sociedade contemporânea.
Doenças do Corpo Mental: Um mental mal trabalhado em desequilíbrio pode gerar desde loucuras, cretinices, idiotias e outras doenças mentais, até insônias, anemias, cistites, ciática, raquitismo, enxaquecas, dores de cabeça crônicas etc.
Doenças do Corpo Astral: O astral normalmente é o campeão na produção e distribuição de enfermidades. Ali podem ser gerados desde os simples abcessos às bronquites, o bócio, alguns problemas cardíacos, câncer, diabetes, nefrites (rins), gangrenas, gastrites e úlceras gástricas, gripes, malária, hemorroidas, tuberculoses etc.
Doenças do Corpo Etérico/Vital: Já as doenças originárias no corpo etérico (vital) são bastante interessantes de se analisar. Por ser contraparte energética do corpo físico, o etérico atua principalmente nos sistemas nervoso e imunológico: Irritações, alergias diversas, calvície, hiperidrose, convulsões, conjuntivites, epilepsia, diarreia, varizes etc.
Quanto às doenças eminentemente kármicas, ou seja, geradas por atos e/ou emoções negativas em passadas encarnações, podemos citar:
- A ira desenfreada gera a cegueira
- A mentira contumaz cria deformidades físicas horríveis
- O abuso da maravilhosa energia sexual é um dos causadores do câncer e da difteria
- O medo e a insegurança geram rins e corações débeis
- A ansiedade descontrolada e o ateísmo afetam os pulmões, além de induzir à malária, ao raquitismo e à tuberculose
- A inveja debilita o estômago, os intestinos e o sangue
- A luxúria ataca o cérebro, a memória, os olhos e debilita a vontade
- O ódio enferma o fígado e o coração
- A gula enferma a garganta, o estômago, o fígado, o pâncreas (diabetes)
- O medo e o egoísmo transtornam o cérebro, a mente, o coração, o estômago, o fígado e os sistemas circulatório e respiratório
- A tuberculose é o fruto do abuso no ateísmo e diversos vícios, e na violação das leis divinas e naturais
- A cólera produz a paralisia parcial do sistema capilar…

Diz-se: “Está vermelho de ira, branco de raiva… Tudo é sinônimo da supressão temporal da ação de grande motor da circulação, e tais perturbações influem seriamente no coração e no espírito.
Isso se deve a que nossos pensamentos, emoções e atitudes atraem átomos e energias inferiores que danificam nossos corpos internos, repercutindo no corpo físico da próxima encarnação (ou Retorno).
Significa que na próxima vida o código genético terá mais ou menos dificuldades em responder às ordens harmonizantes dos átomos divinos do Íntimo.
Enfim, demos uma pequena mostra de como nossa vida “moderna” e sedentária tem nos levado ao aumento dos volumes dos livros de catalogação de doenças das faculdades de medicina.
Graças a Deus não existem doenças incuráveis (com exceção do chamado Karmaduro ou Kamaduro), pois negar qualquer possibilidade de cura é negar a misericórdia do próprio Deus, fonte do princípio universal da Vida.
A grande mensagem dos grandes mestres-magos é da urgente necessidade de nosso retorno ao Jardim do Éden primordial, a Mãe Natureza. Ali, com certeza, seremos agraciados com seus mais belos frutos, como a saúde, a prosperidade verdadeira, a singeleza.
Quando retornarmos ao “suave jugo” e à simplicidade dos seres espirituais que nos rodeiam, teremos então encontrado a verdadeira fonte da eterna juventude e felicidade.
Com as práticas e dicas ensinadas no GnosisOnline, realizaremos verdadeiros trabalhos de cura, harmonia e magia para nós mesmos e para nossos semelhantes. Tudo isso baseados na simples observação dos rituais vivos e dinâmicos do Cosmo vivo.

Desalinhamento dos Corpos Internos

Mens sana in corpore sano; mente são em corpo são, é o que diziam os antigos… Uma vida interna saudável geral carmas positivos na vida, e quanto mais equilibrada for nossa vida, mais luminosos e saudáveis serão nossos corpos internos, refletindo no mundo físico grande vigor, saúde, potência sexual e equilíbrio mental.
Quando há algum abuso, seja de que natureza for, podem-se produzir rasgos, choques, rupturas das células sutis dos corpos internos, ocasionando doenças gravíssimas. Esses danos podem ter diversas causas: ambiente onde se concentram energias deletérias (muito estudadas pelo Feng Shui), larvas astrais, entidades negativas do astral (elementais trabalhados pela magia negra, magos negros, espíritos obsessores, energia de inveja de encarnados etc.), notícias muito negativas etc.
Essas causas podem gerar os seguintes distúrbios: Um grave dano no corpo mental ao transmitir-se reflexamente ao cérebro físico produz a loucura. A desconexão entre o corpo astral e o mental ocasiona loucura furiosa. Se não há ajuste entre o astral e o etérico, produz-se o idiota ou o cretino.

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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

A DOR



A AVENTURA DE LIDAR COM A DOR

Resumo escrito por:SurajaVibhu
A dor é uma verdadeira prisão da mente e do espírito, uma experiência de teste e ao mesmo tempo de aventura na vida de uma pessoa. Ela pode ser uma experiência estressante, temerosa e esgotante. E a aventura está em ajustar essa realidade dentro das nossas vidas. Se a superarmos seremos vencedores e se vivermos com ela seremos perdedores. Algumas vezes a dor indiretamente nos ensina um caminho importante na nossa vida. E a aventura nessa relação com a dor consiste somente em aprender sobre nós mesmos e sobre o universo a nossa volta, que é a aventura pessoal mais verdadeira.Existem muitos tipos de dor. Na verdade os caminhos em que a dor pode nos pregar uma armadilha são incontáveis. Existe a dor momentânea, a dor de longo prazo que é um pouco menos confortável, a dor mais leve, e a dor de duração prolongada e agonizante. Existe a dor física, a dor mental, a dor emocional, e a dor espiritual. Nesses quatro tipos básicos de dor podem haver possibilidades ilimitadas de caminhos distorcidos que podem nos afetar em todos os níveis possíveis da nossa realidade de vida consciente, ou subliminar.A vida é uma aventura quando se trata de ações físicas, reações e decisões que estão presentes desde o nascimento até a morte. Na aventura da vida muitas coisas nos afetarão. A dor é uma daquelas aventuras que todos nós encontraremos de um ou de outro modo e a maioria de nós terá de lidar com todos esses quatro tipos possíveis de dor nas nossas vidas. Mesmo um pequeno corte na ponta do nosso dedo provocará a dor física, a dor mental na forma de imaginação medrosa, e a dor emocional na forma de stress de algum grau.Ver como tratamos com a dor em cada parte da vida mostra-nos com que profundidade o nosso caráter experimental e mesmo a nossa disciplina se desenvolveu, e a que ponto pusemos o nosso centro Espiritual, o nosso núcleo de crenças e valores, em teste. Enquanto colhemos as recompensas da auto-disciplina na meditação, seja ela vinda das férias mentais, ou da ação da vida real nas interações sociais, trabalho ou jogo, sentimos que temos de algum modo aprendido a lidar com o impacto que a dor crônica teve nas nossas vidas. Também sentimos que é possível nos modificar através de algum tipo de cura que ocorre com este passar pela dor da nova realidade. Nos pegamos cultivando uma nova atitude em direção à vida em geral. Uma atitude mais positiva e sã de cura que permite que mais força e autoconfiança entre nas nossas vidas. Tudo isso está sendo uma cura em todos os níveis das nossas vidas.Enquanto a vida continua, com as nossas novas atitudes mais positivas, sentimos as nossas vidas mudando como nunca tínhamos imaginado. Nos damos conta de que há muito tempo a dor crônica que nos afetava, roubou a qualidade de nossas vidas. Mas ao mesmo tempo vemos que ao tomar uma responsabilidade pessoal pela aventura da nossa dor nos liberta de alguns aspectos mais negativos e de seus efeitos. Isto com certeza é cura.Tomar uma responsabilidade pessoal pela nossa dor na vida não necessariamente nos liberta da própria dor, mas realmente nos liberta das cadeias em que a dor nos colocou. Isto também nos dá uma visão diferente e mais claramente definida da dor em geral. A dor não nos escraviza totalmente; Nós é que nos escravizamos parcialmente com as nossas atitudes e visões da dor. A aventura de lidar com a dor é uma busca da nossa própria vida e crenças. Ela nos leva da escravização cega, à compreensão esclarecedora sobre a nossa própria capacidade e responsabilidade de pegar o controle de nossas vidas. A aventura é baseada na auto-descoberta e na auto-liberação em qualquer grau que nos encontremos, através dos nossos próprios esforços pessoais na arte de se auto-curar.
A AVENTURA DE LIDAR COM A DOR Originalmente publicado no Shvoong: http://pt.shvoong.com/humanities/484369-aventura-lidar-com-dor/

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

A depressão





A depressão está ligada ao sentimento de culpa do passado que armazenamos no nosso coração, ao sentimento de tristeza e melancolia, frente às dificuldades e problemas do presente e à ansiedade diante do futuro.
Poderemos até dizer que a depressão é a doença da alma!

Verificamos que grande número de doentes perante a pergunta ”sabe porque está deprimido?”, dificilmente encontram razões conscientes para a causa.

O homem actual é um ser solitário.

A família não é mais o que era, uma estrutura de apoio, todos vivem correndo, sem tempo para o diálogo, para a partilha. Vai-se cavando um fosso que afasta as pessoas daquilo que realmente as deveria unir, pois no meio de tantas corridas deixou de haver tempo para sorrir, para dizer umas às outras o quanto se amam, para além das suas diferenças.

Por outro lado cada vez há mais pessoas vivendo sozinhas sem terem com quem conversar, partilhar alegrias e tristezas. Algumas não têm família, outras, a família também deixou de ter tempo para elas!

O homem é um ser gregário, que não nasceu para viver sozinho e sempre que partilha a vida, é mais feliz.

O afastamento da natureza também tem sido prejudicial para o ser humano. Quantas vezes conseguimos hoje apreciar o sol, olhar para uma flor, ouvir o chilrear de um pássaro? O sol é um grande inimigo da depressão.

Pelo contrário, ligamos a televisão, vemos notícias só de desgraças, como se já tivessem deixado de existir coisas bonitas!

O homem de hoje tornou-se medroso: medo das doenças, medo das catástrofes, medo de solidão, …

Mas, acima de tudo, o homem perdeu-se. Não sabe quem é.

Os valores actuais deixaram de ser o SER para passarem a ser o TER. E, nesta corrida, para o TER muita coisa se perde. Por vezes perde-se o principal, a verdadeira identidade. Sim, porque bem lá no fundo, a grande aprendizagem da vida é o amor a que todo o ser humano aspira.

Muitas das vezes a depressão é um remédio para a nossa Alma. Por muito que esta frase  não soe bem a quem está deprimido,  a verdade é que, deprimidos, acabamos por reconhecer aquilo que não estamos a enfrentar, que negamos a nós próprios, que vai contra a nossa natureza pessoal, que nos magoa, que nos fere, que nos deixa tristes, que nos suga a vontade de viver, que não nos dá força para agir, o que nos atormenta, no exterior e  interior,  revela-nos a escuridão do nosso SER que também faz parte de nós e que sempre evitamos. É necessária muita força para sair-mos dela, e muitas das vezes urge o acompanhamento médico, mas quem sai de uma depressão consegue dar mais valor à sua Vida, a todo que o rodeia.

Se está deprimido, sofre de depressão, não esconda o que sente, encontre alguém para o escutar, o apoiar, abraçá-lo e deixa-lo chorar...e não desista, nunca, Você é o mais importante na sua Vida, e ela é tão curta!

E acredite, consegue-se sair dela...

Eu cá estarei para o ouvir, sempre que precisar!


Por: Analuz

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domingo, 1 de maio de 2011

Obsessão espiritual - uma visão espiritista



No dicionário, obsessão significa “preocupação constante, idéia fixa”. Além dessa definição, o que o Espiritismo entende como obsessão?


Obsessão é o envolvimento de uma entidade espiritual, de um espírito, com um encarnado, naquele momento em que este se encontra envolto em maus pensamentos com sentimentos de ódio, rancor e mágoa. O encarnado entra nessa sintonia, e esses espíritos alimentam a dele com outras informações, ao mesmo tempo em que são também alimentados pelo pensamento negativo, pela idéia fixa do obsedado.


Muitas vezes, a pessoa fica muito tempo com o problema da obsessão porque não quer mudar o pensamento. Mesmo participando de assistências espirituais e sendo orientada, ou ouvindo o Evangelho por muito tempo, não consegue modificar o pensamento; está sempre com aquela mágoa, com aquele rancor. E isso permanece por longo tempo, até ela realmente resolver modificar o pensamento através do Evangelho, ou se conscientizar da importância dessa modificação; e, gradativamente, ela vai se transformando, melhorando. O obsessor só se aproxima através dessa sintonia, isto é, quando o espírito e o encarnado estão na mesma freqüência. Muitas vezes, ouvimos alguém dizer que um espírito o empurrou, derrubou, ou fez alguma coisa, mas isso não acontece. Se a pessoa estiver numa faixa positiva, isso não ocorre, porque nenhuma entidade pode se aproximar e atuar se a pessoa não estiver naquela faixa negativa. Se a pessoa acorda e diz “hoje nada dá certo no meu dia”, é claro que ela já criou essa condição; então, nada vai dar cer
to no dia porque ela está pensando que não vai dar certo. É uma forma muito negativa de sentir a vida, de viver, e essas entidades aproveitam esses momentos para fazer alguma coisa, porque aquela pessoa está na sintonia de que nada vai dar certo.

E importante o que nós aprendemos com a Doutrina, como acordar e fazer uma prece, elevar o pensamento, não se envolver com coisas negativas. Muitas vezes, pode acontecer alguma coisa, mas a pessoa procura se resguardar, não entrar naquela faixa, mantendo-se distante de uma discussão, por exemplo. E, muitas vezes, as discussões começam com uma palavra: as pessoas se envolvem, ficam buscando coisas do passado; e as entidades estão ali alimentando esse tipo de atitude.


Quando e como sabemos se estamos sendo obsedados?


Pelo nosso mal-estar. A pessoa não se sente bem; tem sintomas que, muitas vezes, são inexistentes para o médico. Ela apresenta dor de cabeça, principalmente na nuca. Muitas vezes, tem dor de estômago – a revolta, a raiva, dão muita dor de estômago. Ou taquicardia. A pessoa encontra alguém de quem não gosta e o coração dispara. Aí, ela começa a perceber que não está bem.
 
E quando ocorre de encontrarmos uma pessoa pela primeira vez e termos esse tipo de reação? Pode ser alguma coisa do passado?

Pode ser um inimigo do passado. Naquele instante, a vibração dela nos envolve com coisas do passado. E isso só acontece quando ficamos chocados ao vermos a pessoa.


Qual a diferença entre obsessão, vampirismo e possessão?


O vampirismo está mais relacionado a aspectos de fluido. Por exemplo, com a pessoa que fuma, automaticamente esses espíritos vêm vampirizar, vêm recolher esse fluido emitido pelo cigarro. Com o álcool é a mesma coisa. Existem esses espíritos que são praticamente vampiros, porque eles vêm sugar essa energia. Na parte sexual também, assim como na alimentação. Muitas vezes, a pessoa não tem fome e está comendo porque alguma coisa dentro dela está influenciando. São os vampiros que vêm se alimentar desses fluidos.


Com as drogas também; todo tipo de viciação tem um correspondente na espiritualidade que nós podemos considerar como sendo esses vampiros. E quanto mais a pessoa se deixa levar e envolver por essas entidades, mais fraca ela fica, porque eles vêm sugando a energia e a mente; não dá para desviar.


André Luiz tem um caso no livro Sexo e Destino em que ele fala sobre isso; a pessoa não está bebendo, mas ela tem o campo mental favorável, e aí os espíritos influenciam para que ela beba.


No caso da obsessão, como já comentamos, é aquele envolvimento de acordo com a nossa sintonia. Quanto à possessão, existe uma coisa que Kardec apresenta no livro Obras Póstumas: há a possessão física e a possessão mental. No caso da possessão, seria a possessão dos nossos pensamentos. Ele toma posse dos nossos pensamentos, porque nós permitimos. A pessoa se envolve de uma forma negativa, e permite que essas entidades se apoderem de sua mente.


Por exemplo, a pessoa pode ter um ódio violento por alguém, e ela se transfigura; diante daquela pessoa já não é ela que age, mas o espírito agindo por ela. Há coisas que uma pessoa com ódio faz que, quando percebe, diz que não foi ela que fez. Ela sequer tem consciência do que fez, da agressão, da violência.


O ciúme também leva a pessoa a extremos, a atitudes impensadas; em que é o outro tomando atitudes pela pessoa. Ela tem o campo mental favorável e o espírito toma posse. Então, na verdade, a posse realmente é perispirítica; não é que o espírito invade o corpo da pessoa e esta sai do mesmo. Todo o processo, no caso da obsessão, da subjugação, é uma posse perispirítica. O espírito influencia e domina os movimentos da pessoa, envolvendo física e espiritualmente. Ele consegue isso pelo grau de revolta em que a pessoa se encontra. É aquela pessoa que fica cega, que entra naquela faixa bastante negativa e vai dando alimento para que o espírito a comande.


Como se dá o tratamento e a assistência de desobsessão?


A assistência de desobsessão é feita de um modo sigiloso, para que a pessoa não se contamine com aquilo que o espírito estiver falando. Vou dar um exemplo: até algum tempo atrás, as sessões de desobsessão eram públicas: o espírito se manifestava e a pessoa na platéia ficava ouvindo aquilo e dizendo “ele é o meu obsessor”, podendo revoltar-se ainda mais.


Hoje, a pessoa obsedada ouve o Evangelho, toma um passe, entra na sala e só então as entidades são vistas pelos médiuns. Os médiuns dão passividade, mas só depois que a pessoa sair da sala. Com ela no recinto, o espírito não se manifesta, porque o médium controla a mediunidade até que a pessoa se retire. Isso ocorre para que o obsedado não se envolva emocionalmente com o que vai ser dito. Muitas vezes, a pessoa se choca em saber que o espírito quer matá-la ou fazer um tipo de mal.
 
 
E no caso de pessoa obsedada que consegue ver o obsessor?

Muitas vezes, ao ver seu próprio obsessor, a pessoa se assusta e se envolve ainda mais negativamente. Mas são raros os casos, A pessoa percebe, mas não sabe distinguir. Mas se ouvir a comunicação, perturba-se ainda mais. Se ela sabe que um espírito vai fazer-lhe mal, ela não se desliga. Então, é preferível não ouvir.


Muitas vezes, no centro em que trabalhamos, a pessoa fica na escada parada para tentar ouvir o que a entidade vai dizer, o que é uma curiosidade prejudicial. A pessoa tem é que pedir a Deus que a entidade seja orientada, encaminhada, e modificar seu pensamento.


Qual é a seqüência do tratamento?


O que André Luiz diz é que, muitas vezes, enquanto a pessoa está ouvindo o Evangelho, a entidade já está sendo tratada e encaminhada para a espiritualidade. Depois, a pessoa toma o passe porque faz parte da condição da assistência espiritual. Como eu já disse, na primeira vez, o espírito pode até ser levado para um tratamento na espiritualidade, já tendo se desligado do encarnado, que precisa continuar ouvindo o Evangelho. Muitas vezes, percebemos que a pessoa se entusiasma com a Doutrina, passa a dar assistência espiritual às escolas, quer conhecer o Evangelho, passando a fazer os cursos, que também dão sustentação espiritual. Muitas vezes, nós observamos que o aluno está sendo tratado durante o curso. Então, é importante que a pessoa faça cursos, que se interesse.


E como é a conversa com o espírito?


O doutrinador tem mais de ouvir do que falar, porque é aquele momento em que a entidade desencarnada tem a oportunidade de falar sobre o que está sentindo, o que está se passando com ela. O doutrinador tem só de amparar. É como se um filho chegasse com problemas em casa; você deixa que ele desabafe e, depois, incentiva a coisas boas. No caso do obsessor, é a mesma coisa: o doutrinador tem de ser um irmão, um pai para aquela entidade, tratá-la com carinho, com respeito e ouvir o que ela tem a dizer, e não explorar as falhas. O doutrinador vai agir e orientar com amor, mostrar o lado bom do espírito.
 
Às vezes, são entidades que já estão há muitos anos sofrendo.

Elas ficam no sofrimento porque são menos esclarecidas. As vezes, nem sabem que morreram, e só despertam no Centro Espírita. O pensamento cria algo muito negativo em torno de nós, mesmo desencarnados. Então, o espírito desencarnado permanece naquela criação mental, e se alimenta dela.


Existem as orientações de André Luiz, no livro Entre a Terra e o Céu, em que ele fala de um velhinho que há cem anos estava de cócoras no canto de uma casa que ele tinha construído; até que fizeram o Evangelho no Lar e ele, ouvindo aquelas palavras, despertou e começou a ser doutrinado. Mas, durante cem anos, ele ficou ali de cócoras, vivendo os fatos que aconteceram com ele no passado.


Muitas vezes, também, o espírito se desliga, mas o encarnado não. Então, o encarnado mantém os mesmos pensamentos negativos e, mais uma vez, se liga a outras entidades.


Depois de encaminhados, qual o lugar para onde esses espíritos vão?


Na espiritualidade, existem locais onde eles são recebidos e têm orientação. Nós lemos, nos livros de André Luiz, sobre aquelas aulas que são ministradas aos espíritos, que vão começando a ter um sentido diferente do mundo espiritual.


São as Casas Transitórias?


Sim, são os locais de socorro. Eles são trazidos aos centros espíritas, onde estudam. Quando eles podem, vêm e assistem às aulas. O que nós observamos, também, é que nas salas de aula existem como se fossem alto-falantes para que eles possam ouvir e participar da aula. A sala é ampla, e eles ocupam uma parte do recinto para ouvirem as explanações. Eles são trazidos por outros espíritos para que participem das aulas junto com os alunos. Uma coisa interessante: quando nós fazemos a palestra sobre aborto, há a presença de espíritos abortados; eles são levados, todos amparados, para ouvir. E, muitas vezes, eles até se aproximam de mães que fizeram aborto para acariciá-las, e percebemos a emoção delas.


Muitas vezes, a mãe comete o aborto e fica obsediada pois o espírito da criança afoitada fica cobrada o ato praticado. Durante a palestra, o espírito é orientado. Antes do conhecimento da Doutrina Espírita, entendia-se que a vida só passava a existir quando o bebê nascia. Para a Doutrina, a vida começa no momento da concepção.


O espírito obsessor, então, tinha a necessidade de reencarnar, e sua vida foi cortada. Essa é uma obsessão que podemos dizer que foi “provocada”.
 
 
Os obsessores são espíritos apegados à matéria, vingativos, mas também podem ser familiares que nem sabem que estão nos prejudicando?

Sim, são espíritos extremamente ligados à matéria, que insistem em permanecer no erro, mantendo atitudes adquiridas enquanto vivos, como vingança, mágoa, destruição; ou até mesmo, no caso de extremo apego aos bens terrenos, permanecem como se ainda fossem donos da casa, do carro, da roupa, etc. Estes últimos, muitas vezes, não desejam fazer o mal; apenas não querem que ninguém faça uso daquilo que acreditam que ainda lhes pertence.


As pessoas somente são obsediadas se houver afinidade vibratória. Caso contrário, não ocorrerá. Eles se cansam após um período de tentativas e desistem. Onde há oração, leitura do evangelho e vigilância, não ocorre assédio dos espíritos obsessores.


Como mudar essa situação de sermos, às vezes, nossos próprios obsessores, com nossos pensamentos negativos?


Às vezes, a pessoa fica fechada dentro dela mesma, não quer saber de nada; tudo para ela é tristeza, amargura, não participa da vida. Nós tivemos alguns casos assim, em que para a pessoa tudo é ruim; ela não quer viver, não quer participar. Tem uma oportunidade de tal uma melhora espiritual e física, mas não aceita. Essa é uma auto-obsessão, a pessoa está sempre negativa, rancorosa, sem participar, e não quer ajuda. E mesmo se alguém ajudar, ela não aceita. Pode até ir a um centro espírita, mas continua da mesma forma, sem que nada penetre. Existem exemplos de pessoas que não aceitam receber o passe; então, a energia não chega a ela.


Quais são as alternativas para a auto-desobsessão?


Um exemplo que gosto de lembrar, é o da fila do banco. Tudo em nosso país tem fila. A desordem e a desorganização geram a fila. Quando uma pessoa vai para uma fila, ela demonstra seu estado de espírito. Ela pode começar calma, depois ficar irritada, falar alto, descontrolar-se, brigar, etc... Como também pode levar um livro ou uma revista para enfrentar o desgaste e aproveitar melhor o tempo ali perdido. Essa é uma atitude entre tantas alternativas.


Outra seria ouvir música, cantar, brincar com um animalzinho, caminhar, cuidar de plantas etc... As artes, em geral, fazem as pessoas mudar seu pensamento fixo nas coisas mundanas, elevando-as a um degrau acima do normal.

A reforma íntima é a transformação de valores, a modificação da sua maneira de ser e de viver. Muitas vezes, dizemos aos alunos: “Vocês estão aqui há dois ou três anos; imaginem vocês há três anos. Vocês sentem que modificaram?” E a maioria sente que modificou. Isso é a persistência; você começar a sentir que viver melhor, com pensamentos melhores, é melhor para você. Não participar de discussões, de brigas, não buscar as coisas mais erradas. Não perceber só o errado, porque, muitas vezes, a pessoa só percebe o que há de errado.

Terapia ou análise ajudam a dar suporte em tratamentos espirituais? É bom ter um apoio terapêutico?


Em muitos casos, em que o tratamento espiritual não é suficiente para auxiliar em casos de obsessão mais acentuada, o tratamento terapêutico e fundamental.


Existem centros espíritas que possuem em suas dependências psicólogos especializados para dar acompanhamento a essas pessoas. Na Federação Espírita, palestras e cursos são dados e acompanhados por esses profissionais.




(Extraído da revista Espiritismo e Ciência 13, páginas 26-32)

sábado, 22 de janeiro de 2011

As doenças dos corpos internos



A insistência, por parte dos estudos gnósticos, em afirmar que o trabalho sobre si mesmo, a depuração de nossa psique de todos os chamados defeitos psicológicos – ou Ego – é a condição sine qua non para a aquisição da saúde perfeita, da longevidade e de uma qualidade de vida ideal para atingirmos a autêntica felicidade. Essa depuração cria condições de um equilíbrio estável dos nossos Corpos Internos (etérico, astral, mental e causal). Esses Corpos, quando em desequilíbrio, vibram num estado que chamamos comumente de “Doença”.
É do mundo das emoções e da mente onde se origina a maioria das enfermidades, loucuras e doenças existentes hoje. Acredita-se que as grandes guerras mundiais, as pavorosas epidemias, as grandes obsessões e taras que infestam ciclicamente o mundo são unicamente as consequências materiais dos estados interiores, resultados de uma série de poluições mentais que vemos na atualidade:
Falsa educação, músicas desarmônicas, mensagens subliminares absurdas, manchetes negativistas, sexualidade desenfreada, programas de tevê infestados de violência, gerando entre outras coisas o desrespeito a valores universalmente aceitos, como a família, a fraternidade, o livre-arbítrio etc.
Sem dogmatismos ou falso moralismo, acreditamos sinceramente que os atributos espirituais do ser humano são os verdadeiros alimentos para uma sociedade mais justa e perfeita.
Afirma-se que quando se gera coletivamente um estado emocional negativo, essa vibração é recolhida pelas dimensões superiores da Natureza. E quando as circunstâncias cósmicas e telúricas permitirem, essa energia armazenada retorna, desce, inexoravelmente ao mundo físico, aos que a geraram, criando assim os chamados Carmas individuais, coletivos, nacionais e até mesmo os planetários. Exatamente como a umidade que é recolhida nos céus e depois de certo tempo cai em bendita chuva ou terríveis inundações…
Quando o ser humano viola as leis das causas naturais, essa violação é devolvida na forma de catástrofes, enfermidades, terremotos, morte e desolação. Por isso dissemos que o homem é um Deus em potencial. Ele tem o poder de criar ou destruir a si mesmo e a seu ambiente.
No mundo interior do homem ocorre o mesmo que no exterior. Quando leis são violadas, formas de agir e sentir são erroneamente manifestadas, ocorrem as chamadas enfermidades kármicas(desta e/ou de vidas anteriores). Aclaramos:
Doenças do Corpo Causal: Graves danos no corpo (ou da Vontade) podem produzir o Karmaduro, o chamado karma inegociável, além de enfermidades como a Aids, a arterosclerose, gota, males cardíacos e outros desequilíbrios da sociedade contemporânea.
Doenças do Corpo Mental: Um mental mal trabalhado em desequilíbrio pode gerar desde loucuras, cretinices, idiotias e outras doenças mentais, até insônias, anemias, cistites, ciática, raquitismo, enxaquecas, dores de cabeça crônicas etc.
Doenças do Corpo Astral: O astral normalmente é o campeão na produção e distribuição de enfermidades. Ali podem ser gerados desde os simples abcessos às bronquites, o bócio, alguns problemas cardíacos, câncer, diabetes, nefrites (rins), gangrenas, gastrites e úlceras gástricas, gripes, malária, hemorroidas, tuberculoses etc.
Doenças do Corpo Etérico/Vital: Já as doenças originárias no corpo etérico (vital) são bastante interessantes de se analisar. Por ser contraparte energética do corpo físico, o etérico atua principalmente nos sistemas nervoso e imunológico: Irritações, alergias diversas, calvície, hiperidrose, convulsões, conjuntivites, epilepsia, diarreia, varizes etc.
Quanto às doenças eminentemente kármicas, ou seja, geradas por atos e/ou emoções negativas em passadas encarnações, podemos citar:
- A ira desenfreada gera a cegueira
- A mentira contumaz cria deformidades físicas horríveis
- O abuso da maravilhosa energia sexual é um dos causadores do câncer e da difteria
- O medo e a insegurança geram rins e corações débeis
- A ansiedade descontrolada e o ateísmo afetam os pulmões, além de induzir à malária, ao raquitismo e à tuberculose
- A inveja debilita o estômago, os intestinos e o sangue
- A luxúria ataca o cérebro, a memória, os olhos e debilita a vontade
- O ódio enferma o fígado e o coração
- A gula enferma a garganta, o estômago, o fígado, o pâncreas (diabetes)
- O medo e o egoísmo transtornam o cérebro, a mente, o coração, o estômago, o fígado e os sistemas circulatório e respiratório
- A tuberculose é o fruto do abuso no ateísmo e diversos vícios, e na violação das leis divinas e naturais
- A cólera produz a paralisia parcial do sistema capilar…

Diz-se: “Está vermelho de ira, branco de raiva… Tudo é sinônimo da supressão temporal da ação de grande motor da circulação, e tais perturbações influem seriamente no coração e no espírito.
Isso se deve a que nossos pensamentos, emoções e atitudes atraem átomos e energias inferiores que danificam nossos corpos internos, repercutindo no corpo físico da próxima encarnação (ou Retorno).
Significa que na próxima vida o código genético terá mais ou menos dificuldades em responder às ordens harmonizantes dos átomos divinos do Íntimo.
Enfim, demos uma pequena mostra de como nossa vida “moderna” e sedentária tem nos levado ao aumento dos volumes dos livros de catalogação de doenças das faculdades de medicina.
Graças a Deus não existem doenças incuráveis (com exceção do chamado Karmaduro ou Kamaduro), pois negar qualquer possibilidade de cura é negar a misericórdia do próprio Deus, fonte do princípio universal da Vida.
A grande mensagem dos grandes mestres-magos é da urgente necessidade de nosso retorno ao Jardim do Éden primordial, a Mãe Natureza. Ali, com certeza, seremos agraciados com seus mais belos frutos, como a saúde, a prosperidade verdadeira, a singeleza.
Quando retornarmos ao “suave jugo” e à simplicidade dos seres espirituais que nos rodeiam, teremos então encontrado a verdadeira fonte da eterna juventude e felicidade.
Com as práticas e dicas ensinadas no GnosisOnline, realizaremos verdadeiros trabalhos de cura, harmonia e magia para nós mesmos e para nossos semelhantes. Tudo isso baseados na simples observação dos rituais vivos e dinâmicos do Cosmo vivo.

Desalinhamento dos Corpos Internos

Mens sana in corpore sano; mente são em corpo são, é o que diziam os antigos… Uma vida interna saudável geral carmas positivos na vida, e quanto mais equilibrada for nossa vida, mais luminosos e saudáveis serão nossos corpos internos, refletindo no mundo físico grande vigor, saúde, potência sexual e equilíbrio mental.
Quando há algum abuso, seja de que natureza for, podem-se produzir rasgos, choques, rupturas das células sutis dos corpos internos, ocasionando doenças gravíssimas. Esses danos podem ter diversas causas: ambiente onde se concentram energias deletérias (muito estudadas pelo Feng Shui), larvas astrais, entidades negativas do astral (elementais trabalhados pela magia negra, magos negros, espíritos obsessores, energia de inveja de encarnados etc.), notícias muito negativas etc.
Essas causas podem gerar os seguintes distúrbios: Um grave dano no corpo mental ao transmitir-se reflexamente ao cérebro físico produz a loucura. A desconexão entre o corpo astral e o mental ocasiona loucura furiosa. Se não há ajuste entre o astral e o etérico, produz-se o idiota ou o cretino.

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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

A DOR



A AVENTURA DE LIDAR COM A DOR

Resumo escrito por:SurajaVibhu
A dor é uma verdadeira prisão da mente e do espírito, uma experiência de teste e ao mesmo tempo de aventura na vida de uma pessoa. Ela pode ser uma experiência estressante, temerosa e esgotante. E a aventura está em ajustar essa realidade dentro das nossas vidas. Se a superarmos seremos vencedores e se vivermos com ela seremos perdedores. Algumas vezes a dor indiretamente nos ensina um caminho importante na nossa vida. E a aventura nessa relação com a dor consiste somente em aprender sobre nós mesmos e sobre o universo a nossa volta, que é a aventura pessoal mais verdadeira.Existem muitos tipos de dor. Na verdade os caminhos em que a dor pode nos pregar uma armadilha são incontáveis. Existe a dor momentânea, a dor de longo prazo que é um pouco menos confortável, a dor mais leve, e a dor de duração prolongada e agonizante. Existe a dor física, a dor mental, a dor emocional, e a dor espiritual. Nesses quatro tipos básicos de dor podem haver possibilidades ilimitadas de caminhos distorcidos que podem nos afetar em todos os níveis possíveis da nossa realidade de vida consciente, ou subliminar.A vida é uma aventura quando se trata de ações físicas, reações e decisões que estão presentes desde o nascimento até a morte. Na aventura da vida muitas coisas nos afetarão. A dor é uma daquelas aventuras que todos nós encontraremos de um ou de outro modo e a maioria de nós terá de lidar com todos esses quatro tipos possíveis de dor nas nossas vidas. Mesmo um pequeno corte na ponta do nosso dedo provocará a dor física, a dor mental na forma de imaginação medrosa, e a dor emocional na forma de stress de algum grau.Ver como tratamos com a dor em cada parte da vida mostra-nos com que profundidade o nosso caráter experimental e mesmo a nossa disciplina se desenvolveu, e a que ponto pusemos o nosso centro Espiritual, o nosso núcleo de crenças e valores, em teste. Enquanto colhemos as recompensas da auto-disciplina na meditação, seja ela vinda das férias mentais, ou da ação da vida real nas interações sociais, trabalho ou jogo, sentimos que temos de algum modo aprendido a lidar com o impacto que a dor crônica teve nas nossas vidas. Também sentimos que é possível nos modificar através de algum tipo de cura que ocorre com este passar pela dor da nova realidade. Nos pegamos cultivando uma nova atitude em direção à vida em geral. Uma atitude mais positiva e sã de cura que permite que mais força e autoconfiança entre nas nossas vidas. Tudo isso está sendo uma cura em todos os níveis das nossas vidas.Enquanto a vida continua, com as nossas novas atitudes mais positivas, sentimos as nossas vidas mudando como nunca tínhamos imaginado. Nos damos conta de que há muito tempo a dor crônica que nos afetava, roubou a qualidade de nossas vidas. Mas ao mesmo tempo vemos que ao tomar uma responsabilidade pessoal pela aventura da nossa dor nos liberta de alguns aspectos mais negativos e de seus efeitos. Isto com certeza é cura.Tomar uma responsabilidade pessoal pela nossa dor na vida não necessariamente nos liberta da própria dor, mas realmente nos liberta das cadeias em que a dor nos colocou. Isto também nos dá uma visão diferente e mais claramente definida da dor em geral. A dor não nos escraviza totalmente; Nós é que nos escravizamos parcialmente com as nossas atitudes e visões da dor. A aventura de lidar com a dor é uma busca da nossa própria vida e crenças. Ela nos leva da escravização cega, à compreensão esclarecedora sobre a nossa própria capacidade e responsabilidade de pegar o controle de nossas vidas. A aventura é baseada na auto-descoberta e na auto-liberação em qualquer grau que nos encontremos, através dos nossos próprios esforços pessoais na arte de se auto-curar.
A AVENTURA DE LIDAR COM A DOR Originalmente publicado no Shvoong: http://pt.shvoong.com/humanities/484369-aventura-lidar-com-dor/

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

A depressão





A depressão está ligada ao sentimento de culpa do passado que armazenamos no nosso coração, ao sentimento de tristeza e melancolia, frente às dificuldades e problemas do presente e à ansiedade diante do futuro.
Poderemos até dizer que a depressão é a doença da alma!

Verificamos que grande número de doentes perante a pergunta ”sabe porque está deprimido?”, dificilmente encontram razões conscientes para a causa.

O homem actual é um ser solitário.

A família não é mais o que era, uma estrutura de apoio, todos vivem correndo, sem tempo para o diálogo, para a partilha. Vai-se cavando um fosso que afasta as pessoas daquilo que realmente as deveria unir, pois no meio de tantas corridas deixou de haver tempo para sorrir, para dizer umas às outras o quanto se amam, para além das suas diferenças.

Por outro lado cada vez há mais pessoas vivendo sozinhas sem terem com quem conversar, partilhar alegrias e tristezas. Algumas não têm família, outras, a família também deixou de ter tempo para elas!

O homem é um ser gregário, que não nasceu para viver sozinho e sempre que partilha a vida, é mais feliz.

O afastamento da natureza também tem sido prejudicial para o ser humano. Quantas vezes conseguimos hoje apreciar o sol, olhar para uma flor, ouvir o chilrear de um pássaro? O sol é um grande inimigo da depressão.

Pelo contrário, ligamos a televisão, vemos notícias só de desgraças, como se já tivessem deixado de existir coisas bonitas!

O homem de hoje tornou-se medroso: medo das doenças, medo das catástrofes, medo de solidão, …

Mas, acima de tudo, o homem perdeu-se. Não sabe quem é.

Os valores actuais deixaram de ser o SER para passarem a ser o TER. E, nesta corrida, para o TER muita coisa se perde. Por vezes perde-se o principal, a verdadeira identidade. Sim, porque bem lá no fundo, a grande aprendizagem da vida é o amor a que todo o ser humano aspira.

Muitas das vezes a depressão é um remédio para a nossa Alma. Por muito que esta frase  não soe bem a quem está deprimido,  a verdade é que, deprimidos, acabamos por reconhecer aquilo que não estamos a enfrentar, que negamos a nós próprios, que vai contra a nossa natureza pessoal, que nos magoa, que nos fere, que nos deixa tristes, que nos suga a vontade de viver, que não nos dá força para agir, o que nos atormenta, no exterior e  interior,  revela-nos a escuridão do nosso SER que também faz parte de nós e que sempre evitamos. É necessária muita força para sair-mos dela, e muitas das vezes urge o acompanhamento médico, mas quem sai de uma depressão consegue dar mais valor à sua Vida, a todo que o rodeia.

Se está deprimido, sofre de depressão, não esconda o que sente, encontre alguém para o escutar, o apoiar, abraçá-lo e deixa-lo chorar...e não desista, nunca, Você é o mais importante na sua Vida, e ela é tão curta!

E acredite, consegue-se sair dela...

Eu cá estarei para o ouvir, sempre que precisar!


Por: Analuz

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